Escrever na água
Os padres, esses parasitas colados às esmolas das Velhas.
Escrever na água
Os padres, esses parasitas colados às esmolas das velhas
«O título é um pouco chocante. Mas o tema merece que assim seja. Logo verão que não têm como não concordar com ele.
Não é nova a ideia de que os padres são uns parasitas que vivem à custa das esmolas das pobres velhinhas. Mas uma empresa legalizada que anda a vender a crédito aparelhos auditivos, óculos, atividades ao ar livre e outros apetrechos adequados às limitações da idade a preços exorbitantes à conta de pensões de 400 e 600 euros, sob o risco de ficarem a pagar créditos de 200/300 euros sobre essas tais pensões, está tudo certo. O moralismo de pacote de hoje deve achar bem.
O moralismo de hoje não é novo. Sempre foi assim. Se recuarmos ao tempo das cartas de São Paulo, vamos encontrar duas passagens curiosas sobre este assunto. São Paulo sentiu necessidade de esclarecer, porque supomos que a celeuma sobre o assunto tenha sido acesa.
1. «Estando convosco e passando alguma necessidade, não fui pesado a ninguém, porque os irmãos que vieram da Macedônia supriram o que me faltava. Em tudo me guardei e me guardarei de vos ser pesado (2 Cor. 11, 9).
2. «Nem comemos coisa alguma à custa de ninguém. Ao contrário, trabalhamos arduamente e com fadiga, dia e noite, para não sermos pesados a nenhum de vocês, não porque não tivéssemos tal direito, mas para que nos tornássemos um modelo para ser imitado por vocês. Quando ainda estávamos com vocês, nós ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma. Pois ouvimos que alguns de vocês estão ociosos; não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia» (2 Tes. 3, 8-11).
É um dado histórico que o Apóstolo São Paulo é muito habilidoso no trabalho dos tecidos, foi sempre um exímio construtor de tendas.
Também segundo o moralismo da atualidade São Paulo teria muito que explicar e justificar sobre estas atividades paralelas.
É por isso, que não se compreende a dualidade de critérios de algumas cabeças pensantes da opinião pública atual.
Uma, é porque a Igreja Católica tem muito património e é um «ai Jesus, que está a degradar-se»! Quem nunca ouviu este grito: «tem que ser rentabilizado»! – Perguntamos, mas como deve ser rentabilizado? – De acordo só e exclusivamente com a ideia que está na cabeça dos moralistas de serviço.
Outra, os padres são uns parasitas que vivem à conta das esmolas das velhinhas. «Vão trabalhar para deixarem de viver à conta das igrejas», fartam-se de dizer alto e bom som.
Pois bem, bingo, vão eles trabalhar: são professores, diretores de escola (até um padre trabalhor e fazedor do herbário e museu do Jardim Botânico na Madeira, ao tempo com excelentes provas dadas), deputados, jornalistas, assistentes sociais, empresários com os seus bens pessoais que ganharam com o seu trabalho ou porque receberam heranças.
Dizem as crónicas que são exemplares na legalidade, no pagamento de impostos e vivem de acordo com o seu trabalho, dedicação e esforço pessoal fora do âmbito da função religiosa. Mas, mesmo assim os moralistas acham isto tudo errado, porque estão a roubar emprego a quem tem família, a pais e mães, com filhos para alimentarem.
A lógica é esta, devem só fazer o que eles têm na cabeça. Caso contrário, devem remeter-se ao mofo das sacristias, porque precisam disso para justificar a argumentação sobre o parasitismo.
Ao moralismo tudo vale quando se trata da vida dos padres. E absurdo dos absurdos, a lei da proteção de dados, vale só e apenas para os cidadãos que eles consideram puderem tudo fazer e serem donos disto tudo. Porque ser padre é género enigmático, não é ser homem nem muito menos cidadão.
Ainda há poucas semanas foi um "cai o Carmo e a Trindade", porque descobriram que os padres não têm direito a subsídio de baixa quando estão doentes, mesmo pagando a Segurança Social como qualquer trabalhador. Foi um escândalo «urbe et orbe». Toda a culpa desta situação é dos próprios padres que aceitaram este estatuto sem pestanejar para não desagradarem aos bispos. Bem lembro-me como foi este processo e o que passei quando barafustei contra ele.
Esta semana descobriram que alguns (poucos) procuraram rentabilizar património pessoal, na mesma caiu o Carmo e a Trindade aos moralistas, e estão a ser associados a malfeitores mafiosos. Basta olhar os títulos maliciosos: «Igreja envolvida no negócio do AL»; «Igreja Metida no negócio do AL» … Títulos bem condizentes com os seguintes: envolvido em tráfico de drogas, metido em esquemas de burlas, crime organizado, tráfico de pessoas com esquemas de prostituição, violência doméstica, redes mafiosas de branqueamento de capitais e fuga ao fisco… Enfim, é isto…
O que não seria se cada padre pegasse nos seus bens pessoais e o gastasse em vida dissoluta?
Aqui há uns anos atrasados, humildemente me disponibilizei para dar aulas de português, filosofia ou história à Secretaria regional da Educação, ainda bem que devem me ter considerado um reles «comunista» que queria se infiltrar e roubar emprego a quem precisa. Nem sim nem não.
Pois bem, hoje face ao moralismo que nos ensombra não tenho vocabulário suficiente para agradecer a recusa que veio pelo silêncio.
Para o dia da mãe andei «metido num esquema de negócio» ou «envolvi-me no negócio da lotaria», comprei um bocadinho com a terminação 10, ganhei dez euros, o mesmo valor com que o comprei, agora recebi o prémio, voltei a utilizar cinco euros para comprar outro pedaço com a terminação 04, que é o dia do meu nascimento, digam-me o que devo fazer com os outros cinco.
Se quiserem podem fazer uma notícia sobre esta minha safadeza pecaminosa para sair em altas parangonas, sempre entretém mais um bocadinho a Madeira, e assim vamos contribuindo para o esquecimento de que esta é uma terra limpa de corrupção. » JLR
Olhem o maroto do Ricardo Oliveira a andar de Bentley em londres com o nosso dinheiro!
Olhem o maroto do Ricardo Oliveira a andar de Bentley em londres com o nosso dinheiro!





O único padre comunista. A " ovelha negra" da Diocese do Funchal. Tão bom haver uma ovelha negra no meio de tantos padres devotos do PSD M.
ResponderEliminarDeveria ser nomeado Bispo da Diocese do Funchal, para acabar com a promiscuidade entre a política e a religião. A promiscuidade entre a igreja católica e o PPD. É com benção da igreja que a madeira tem governos corruptos ao longo de 50 anos.
ResponderEliminarAh mãe! Mas que porradão o padre José Luís dá no padre Ricardo Oliveira. Quem traiu a igreja não merece outro tratamento. O padre Oliveira prefere lamber as botas aos oligarcas da mamadeira!
ResponderEliminarEfeito das refeições bem regadas do comuna vermelhinho.
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