sexta-feira, 23 de março de 2018
Os tribunais fascistas de Portugal condenam toda a gente por difamação
O Facebook, tal como a televisão, é uma realidade perversa. Prometem e dão várias coisas interessantes mas paga-se sempre um preço excessivo. Em primeiro lugar, com o imenso tempo que nos consomem. Em segundo lugar, com as sucessivas doses de publicidade com que condicionam a nossa existência.
A televisão, como todos sabemos, existe para nos comunicar mensagens publicitárias, inserindo programas informativos ou de entretenimento nos intervalos. Por vezes, até, programas com interesse e qualidade. Mas o Facebook, para além da publicidade que nos inocula, retira-nos parcelas significativas da nossa vida que vende a terceiros que ignoramos e para fins que desconhecemos. É esse o modelo do negócio.
Os crimes de devassa das vidas dos utilizadores do Facebook que estão agora a ser revelados com a actuação da empresa Cambridge Analytica e que originaram um pedido de desculpas do CEO do Facebook são uma sinistra inevitabilidade no admirável mundo novo que estamos a construir e a viver.
Mas enquanto a nível planetário o Facebook vive este conturbado momento em que desvalorizou 60 mil milhões de dólares em dois dias, também no nosso pequeno e pacato país, o Facebook foi palco de controvérsia criminal.
O caso passou-se numa pequena cidade do Norte com cerca de 40 mil habitantes. Uma jovem publicou na respectiva página pessoal do Facebook uma fotografia sua, tirada à frente do estabelecimento comercial de pronto a vestir denominado “Boutique Koisikas”, acrescentando a expressão “Não aconselho muito estas Koisikas”.
O comerciante, dono da boutique de roupa há mais de 20 anos, considerou-se profundamente ofendido na sua honra e consideração e queixou-se em tribunal acusando a jovem do crime de difamação. E o mais espantoso é que a jovem foi condenada pela prática do crime de difamação agravada, numa pena de multa de 840 euros, bem como no pagamento de uma indemnização de 1600 euros pelos danos morais causados ao comerciante em causa.
Para o tribunal, a referida publicação no Facebook apenas podia ser interpretada como um juízo de valor com o intuito de denegrir o bom nome e a imagem comercial do estabelecimento comercial e da pessoa do seu proprietário, lançando a suspeita com o claro propósito de que todas as pessoas que visualizassem a publicação no Facebook não frequentassem o estabelecimento do assistente e aí não adquirissem os bens/produtos que lá se encontram à venda. Era, pois, propósito da jovem afastar clientes do estabelecimento comercial em causa, pondo em causa a qualidade dos produtos aí comercializados e a honestidade comercial do seu proprietário.
Para o tribunal de 1.ª instância, os incómodos do comerciante que não gostou de ver criticado ou desaconselhado o seu estabelecimento esmigalhavam, pura e simplesmente, a liberdade de expressão e de opinião da jovem facebookiana. Um entendimento paroquial dos direitos em causa — há quem defenda que a liberdade de expressão no interior do país deve ser diferente da liberdade de expressão no litoral... — levou a que a jovem se tivesse tornado, por obra e graça do tribunal, numa criminosa!
Felizmente que existem os recursos e o Tribunal da Relação de Guimarães, pelo teclado dos juízes desembargadores Jorge Bispo e Pedro Miguel Cunha Lopes, revogou no passado dia 5 esta absurda sentença, absolvendo a jovem, tanto criminalmente como do pedido de indemnização. Na verdade, o direito à liberdade de expressão, enquanto exercício do direito de crítica e de opinião, pode colidir com o direito ao bom nome e reputação e, nesse caso, o conflito deverá ser solucionado através de um exercício de concordância prática entre ambos. Mas, no caso da jovem em causa, a frase publicada na sua página do Facebook não era sequer, para a Relação de Guimarães, “susceptível de ser entendida como a formulação de um juízo negativo sobre o estabelecimento comercial do comerciante ou sobre o seu bom nome e reputação profissional”. A expressão utilizada, como é evidente, não ia além do que a liberdade de expressão permite, enquanto exercício do direito de exprimir opiniões, ideias ou pensamentos.
Espera-se que a jovem continue a publicar posts críticos e mordazes e que, naquele tribunal nortenho, seja ministrado, com a possível brevidade, um curso acelerado sobre liberdade de expressão... (público)
O PCP está com quadros envelhecidos.Não se renova!
O "camarada" Lume parece o Staline a falar!
O carcereiro dos independentistas da Catalunha
Menina Sara Relvas, faz apelo para os pessoas aderirem à doação de sangue
quinta-feira, 22 de março de 2018
Avelino Conceição pediu a expulsão de Carlos Pereira do partido
Avelino era apoiante de Carlos Pereira e depois passou com armas e bagagens para a candidatura da "lebre amestrada" Emanuel Câmara. Anda muito agastado com ele que até já requereu a sua expulsão do partido. Falta de tolerância democráticas manifesta o nosso amigo natural de Machico!

Carlos Pereira, um homem bom que está a ser crucificado!
Homenagem a Marielle Franco assassinada no Rio de Janeiro esta semana!
Homenagem ao camarada Angélica de Santa Cruz recentemente falecido
Morreu o Angélica
O seu verdadeiro nome, porém, ainda que praticamente desconhecido, era José Luís de Sousa Freitas, filho, neto, bisneto, tetraneto, sobrinho e irmão de pescadores, espécie hoje em dia em vias de extinção em Santa Cruz e em quase toda a Região.
Angélica, meu amigo pessoal e de toda a minha família desde a sua infância, filho do fabuloso arrais Freitinhas, era um homem de uma inteligência rara, que conheceu como ninguém os mares, os fundos e as espécies marinhas, melhor que a superfície emersa das nossas ilhas.
Conhecia como as linhas das suas mãos os picos, as crateras, os corredores e as bacias submersas, as correntes marítimas, as temperaturas das águas, como se tudo fizesse parte de um livro aberto à leitura dos seus olhos e à interpretação do seu cérebro.
Aqui há uns dois ou três anos, Angélica saiu sozinho, no começo de uma noite sem lua, da foz da ribeira de São Pedro, na sua pequena lancha Delta, designação tirada do nome da companheira dos seus dias e mãe dos seus dois filhos. Aproou ao mar da meia-cale, onde a profundidade ultrapassa por vezes os dois mil metros. Meteu uma pota de um quilo no anzol e arreou cento e cinquenta metros de linha. Prendeu-se-lhe no anzol um atum, rabilho ou patudo, já não me lembro, mas lembro-me de que, pela madrugada, Angélica desembarcou na lota um atum de cento e vinte quilos, o dobro do peso do solitário Angélica…
Com mais de sessenta anos, Angélica repetiu, sessenta anos depois, a proeza de um outro pescador excepcional e temerário: o Augusto, filho do Tio Augusto, que também capturou um patudo com cerca de duzentos quilos, numa canoa à vela e a remos, também sozinho, mas aí o pescador tinha apenas vinte anos de idade…
Do ponto de vista político, Angélica e a sua família foram sempre homens e mulheres de esquerda, gente do povo que amou o povo e lutou sempre pelo povo. Angélica integrou sempre as listas eleitorais do nosso Partido na Região Autónoma da Madeira.
Em nome do PCTP/MRPP e no meu nome pessoal, apresento a toda a família enlutada e a todos os amigos do meu amigo Angélica os meus mais sentidos e profundos sentimentos de pesar.
Luís Judice desmascara o Bloco de Esquerda
Lei das Rendas: O tacticismo oportunista do Bloco de Esquerda
Numa visita que efectuada esta 3ª feira, dia 13 de Março, a um bairro da Costa de Caparica, no concelho de Almada, onde 28 famílias foram intimadas a deixar as casas que habitam há mais de 40 anos, ameaçadas de despejo por um fundo imobiliário, Catarina Martins, do BE, reclamou ser este “...o momento do ponto de vista nacional de dar os passos decisivos para revogar a lei dos despejos de Assunção Cristas...”
Perante esta manobra taticista do BE, há que denunciar de forma veemente que este partido/movimento apenas pretende cavalgar a justa luta dos moradores, obrigados ao pagamento de rendas insustentáveis para os seus parcos rendimentos, como moeda de troca para negociar com Costa e o governo PS pontos da sua agenda política.
Convém recordar que a iníqua Lei dos Despejos foi fruto de um upgrade, realizado na vigência do governo de coligação da direita com a extrema direita, de uma outra lei, essa apresentada e aprovada na Assembleia da República pelo PS, durante um governo de Sócrates.
Porque é que, somente volvidos 2 anos de governo do PS, sustentado pelas muletas do BE/PCP/Verdes, vem Catarina Martins afirmar que “...é preciso rever a lei das rendas de Assunção Cristas que desprotege os inquilinos..." ?! Ou seja, o que o BE vem propor não é, como pretende fazer crer, a revogação da referida lei mas, apenas e tão só...a sua revisão!
Ainda durante a vigência do governo de coligação da direita com a extrema direita, protagonizado por Passos e Portas, e tutelado por Cavaco, o PCTP/MRPP exigia a revogação imediata da mesma.
Numa concorrida Assembleia de Inquilinos – organizada pela Associação Lisbonense de Inquilinos, mas em que participaram Associações Empresariais em defesa dos inquilinos comerciais, industriais e associativos – tive a oportunidade de apresentar, em representação daquele Partido, uma moção, que foi aprovada por unanimidade, em que se exigia a imediata revogação da Lei dos Despejos.
Qual foi a atitude, então, de BE e PCP? Assobiar para o lado, criando a ilusão perigosa de que, assim que o governo PSD/CDS tombasse, tudo fariam para a revogar, intenção que seria secundada pelo PS.Esta esquerda parlamentar, mesmo que formal, sabia que tinha quorum mais que suficiente na Assembleia da República – e por maioria de razão, hoje viram ampliado esse quorum – para, junto do Tribunal Constitucional, suscitar a fiscalização sucessiva da lei, pelo facto de ela assentar em pressupostos anti-constitucionais, ferindo de morte o Direito à Habitação que aquela Lei pressupõe. Ainda assim, nada fizeram para a revogar!
Ainda durante a vigência do governo de coligação da direita com a extrema direita, protagonizado por Passos e Portas, e tutelado por Cavaco, o PCTP/MRPP exigia a revogação imediata da mesma.
Numa concorrida Assembleia de Inquilinos – organizada pela Associação Lisbonense de Inquilinos, mas em que participaram Associações Empresariais em defesa dos inquilinos comerciais, industriais e associativos – tive a oportunidade de apresentar, em representação daquele Partido, uma moção, que foi aprovada por unanimidade, em que se exigia a imediata revogação da Lei dos Despejos.
Qual foi a atitude, então, de BE e PCP? Assobiar para o lado, criando a ilusão perigosa de que, assim que o governo PSD/CDS tombasse, tudo fariam para a revogar, intenção que seria secundada pelo PS.Esta esquerda parlamentar, mesmo que formal, sabia que tinha quorum mais que suficiente na Assembleia da República – e por maioria de razão, hoje viram ampliado esse quorum – para, junto do Tribunal Constitucional, suscitar a fiscalização sucessiva da lei, pelo facto de ela assentar em pressupostos anti-constitucionais, ferindo de morte o Direito à Habitação que aquela Lei pressupõe. Ainda assim, nada fizeram para a revogar!
Portanto, esta reclamação de revisão – mascarada de exigência de revogação -, proposta pelo BE é puro cinismo e oportunismo. Tanto mais que, apenas nos 2 anos que leva de vigência um governo apoiado pelo BE, foram despejadas – e somente na capital, Lisboa – mais de 40.000 pessoas.
O BE sabe que, desde que começou a ser aplicada a Lei, a nível nacional é de 5 a média diária de despejos. Só na cidade de Lisboa foram despejadas, neste período, mais de 100 mil habitantes. Mais, o BE sabe que os bairros populares das grandes cidades – mormente o Porto e Lisboa – estão a ser descarectrizados, virtude dos despejos em massa.
Despejos que visam beneficiar Fundos de Investimento, isentos de IMI e outros impostos, à pala de um projecto de reabilitação urbana que visa, não a melhoria das condições de habitabilidade e dignidade para os moradores mas, pura e simplesmente, a ganância e o lucro.
O BE sabe que, na base disto tudo estão os PDMs (Planos Directores Municipais) – sobretudo das grandes cidades – que priviligiam a liberalização, em vez da municipalização dos solos. Municipalização que deveria assentar em modelos que já são aplicados em países como a Holanda ou a Suécia e que determinam que quem gere os solos urbanos e o que neles pode – e a que preços – ser implantado, são as Câmaras Municipais.
Só a municipalização dos solos potencia um combate sério à corrupção e permite que seja residual a especulação imobiliária, neste momento absolutamente desenfreada. A única “...cooperação entre o Estado e as autarquias...” deve resumir-se, pois, à revogação imediata da Lei das Rendas – já que existe um maioria parlamentar dita de esquerda – e à aplicação do princípio da municipalização dos solos. (ver blogue)
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