«Definitivamente, a política é a arte de engolir sapos vivos sem fazer caretas. E eu já engoli a minha quota-parte...
Não foi preciso muito tempo para me arrepender do meu voto em Seguro nas últimas presidenciais. Bastou ver a nomeação de Paulo Barreto para Representante da República na Madeira para perceber o erro grave que cometi.
O primeiro sinal de alarme? Ver o PSD congratular-se com a decisão.
Mas é ainda mais perturbador foi ver o apoio do PS e do JPP.
Esqueceram-se que foi sob a alçada de Paulo Barreto que vivemos episódios negros na justiça e na liberdade de expressão na Madeira?
Não falo "apenas" do cerco ao jornal Garajau ou da perseguição aos democratas que ousavam desafiar o jardinismo. Falo de algo muito mais alargado: foi nesse período que a grande corrupção floresceu e o compadrio se enraizou nas instituições.
• Onde parou o processo da Dívida Oculta (Cuba Livre)? Em águas de bacalhau.
• As operações "Zarco" e "Ab Initio" investigam crimes cometidos precisamente nesse tempo. Querem maior atestado de incompetência do que a justiça ter de vir de Lisboa para investigar o que a Comarca da Madeira não viu (ou não quis ver) durante anos?
• E o caso da agente de execução Maria João Marques? Um escândalo que "marinou" tanto tempo nos corredores do tribunal que agora corre o risco de prescrever, deixando as vítimas sem resposta.
Premiar este percurso com a Representação da República é o fim da macacada.»

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