quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Porque foi Léon Blum foi preso em 1940 em França entregues aos alemães acusado de ser judeu

Por que podem eles, e nós não?


Léon Blum
Quando Léon Blum foi preso — a 15 de setembro de 1940, fez anos há dias —, a acusação que a direita pétainista fez a este antigo primeiro-ministro da Frente Popular foi, basicamente, a de ter ampliado o estado social.
É difícil acreditar, mas Blum foi considerado culpado de ter instituído a semana das 40 horas de trabalho, ter criado as férias pagas, ter aceitado a atividade sindical e permitido propaganda política aos trabalhadores. Com estes quatro “crimes” (a que se juntou um quinto, o de ter nacionalizado a indústria de armamento), Blum foi entregue aos alemães e preso em Buchenwald. Como, além de socialista, era judeu, passou a menos de dois dedos da morte.
Criar o estado social só foi possível após uma luta difícil, prolongada e muitas vezes arriscada. As oportunidades de conquistar avanços não eram muitas e dependiam de uma unidade difícil de alcançar. Mas as suas conquistas, depois de obtidas, são extremamente populares. Hoje só é possível atacar o estado social pela calada, quando se proclama a sua defesa em público.
Assim vimos esta semana, em Portugal, um governo que tem atacado as próprias bases do estado social, substituindo-o por uma lógica caritativa e privatista, colar-se às comemorações dos 35 anos do Serviço Nacional de Saúde. Não admira: a saúde é uma das áreas, provavelmente a principal, em que Portugal deu um enorme pulo do subdesenvolvimento para o topo das tabelas internacionais.
Todavia, o mais interessante foi ouvir e ler por estes dias as entrevistas concedidas por António Arnaut. O “pai do SNS” aproximou-se destas comemorações com os olhos mais no futuro do que no passado. Ele sabe que manter é tão importante como conquistar. E que a defesa do SNS — como dos outros elementos do estado social — é uma responsabilidade histórica que nos convoca a todos. É assim que interpreto a sua resposta à pergunta de quem seria um bom ministro da saúde socialista — João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, diz António Arnaut. Este momento especial exige responsabilidades especiais.
Este domingo houve eleições na Suécia. Ali se construiu um dos estados sociais mais avançados do mundo mas, nos últimos anos, as maiorias de direita no governo têm feito regredir alguns elementos essenciais deste, em particular privatizado o sistema de educação.
A esquerda sueca aprendeu a lição e apresentou-se concertada para estas eleições: sociais-democratas, verdes e esquerda radical foram juntos (a que se poderia juntar um quarto partido, feminista, que não conseguiu eleger ninguém para o parlamento), prepararam com tempo uma convergência estratégica e programática para governar, e não só para resistir a partir da oposição. O próximo primeiroministro sueco será um ex-líder sindical e isto é importante também para nós porque significa que haverá menos um aliado da austeridade no Conselho Europeu.
A partir daqui, nada será fácil. O governo não tem uma maioria absoluta, a extremadireita teve 10%, e muitas das privatizações serão difíceis de reverter. Mas o certo é que a esquerda sueca respondeu bem à responsabilidade histórica de defender o estado social que — como sabia Léon Blum — tanto custou a conquistar e que tanto depende de unidade entre aqueles que o defendem.A questão agora é: por que podem os suecos, e nós não? (do jornal Público17/9/2014)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Presidente da comarca da Madeira, juíz desembargador Paulo Barreto ouve as queixas do PTP

PTP denuncia perseguições de juízes


Uma delegação do Partido Trabalhista Português foi recebida, hoje, pelo juíz presidente da Comarca do Funchal, Paulo Barreto, com quem debateu a reorganização dos tribunais e o que o partido entende serem "perseguições de juízes" a todos os que "lutam contar o sistema jardinista".
José Manuel Coelho referiu a "atenção" que Paulo Barreto prestou às queixas do PTP que indicou os nomes de juízes que o partido considera serem os principais responsáveis pels perseguições aos "democratas", sobretudo através da condenação ao pagamento de indemnizações aos sociais-democratas que "se dizem ofendidos".
Coelho referiu o caso do jornal satírico 'Garajau' que acabou por encerrar, devido às sucessivas condenações nos tribunais madeirenses. "A perseguição foi feita ao jornal e aos jornalistas que lá trabalhavam", acusa o deputado do PTP.
Na audiência com o juíz presidente da Comarca do Funchal, também foi referido o caso das quatro mortes na obra do túnel do Curral das Freiras. "Passados 12 anos, as famílias não receberam qualquer indemnização", garante.
Coelho reconhece que Paulo Barreto "pouco ou nada pode fazer" porque o sistema não o permite, nomeadamente a regra que impede que os juízes sejam colocados noutra comarca contra a sua vontade.
O PTP também referiu a situação do Jornal da Madeira, um órgão de comunicação que, segundo o dirigente do PRP-Madeira, "calunia toda a gente e não permite o direito de resposta". http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/469596-ptp-denuncia-perseguicoes-de-juizes)

domingo, 14 de setembro de 2014

PTP contra modelo de Hospital de Dia do SESARAM

PTP contra modelo de Hospital de Dia do SESARAM

José Manuel Coelho apontou várias consequências, uma das quais é o perigo de contágio.
O Partido Trabalhista Português não estaria contra as medidas que o SESARAM pretende desenvolver com a aplicação do denominado “Hospital de Dia”, se a Administração tivesse acautelado todas as normas segurança, disse. Uma situação “grave” na opinião do deputado José Manuel Coelho que chegou a apontar várias consequências caso a iniciativa vá adiante. A principal das quais, assumiu o parlamentar será o “perigo de contágio entre utentes”, observou, numa acção política desencadeada junto ao hospital Dr. Nélio Mendonça. (dnoticias.pt)


PTP exige sala novas para doentes do hospital de dia

Publicado a 14 Setembro 2014 por Fabíola Sousa
José Manuel Coelho diz que os doentes de ambulatório estão a ser tratados nas salas dos doentes internados.
O grupo Parlamentar do Partido Trabalhista realizou hoje uma iniciativa junto ao hospital Drº Nélio Mendonça onde chamou a atenção para a criação de salas novas para os doentes do hospital de dia.
Segundo o deputado José Manuel Coelho o presidente do SESARAM, Miguel Ferreira decidiu, e muito bem, criar os chamados hospitais de dia, que é um tipo de hospital diferente em que os doentes que não precisam de estar internados em regime de permanência podem deslocar-se ao hospital para receber tratamentos médicos e de enfermagem durante o dia e à noite irem para as suas casas, uma decisão louvável no entender do Partido Trabalhista não fosse a inexistência de salas condignas para os referido doentes.
“Esta medida seria muito boa e louvável se houvesse instalações condignas para estes doentes. Mas o que acontece é que se está a fazer um aproveitamento das instalações existentes, onde os doentes estão internados, para abrir salas para os doentes do hospital de dia. Essas é uma situação que põe em causa a segurança dos doentes que estão internados, na medida em que, os doentes quem vem de fora podem ser portadores de infeções”, alertou o parlamentar do PTP.
José Manuel Coelho defendeu na ocasião que o hospital Drº Nélio Mendonça tem de criar salas próprias para os doentes do hospital de dia e não a utilizar as salas dos doentes que estão internados”, advertiu. (Diário Cidade)

sábado, 13 de setembro de 2014

Miguel Sousa rebenta a bomba:”é um risco entrar no hospital”


…Para além dessa questão económico-financeira, que soluções apresenta para a melhoria da gestão da saúde, hospitais e todo o SESARAM?

Em Maio fiz um jantar com os médicos que considero a oposição ao sistema actual. No dia a seguir almocei com o dr. Miguel Ferreira, que me levou a fazer uma visita ao hospital. Temos um problema de saúde grave: é um risco entrar no hospital. Há muitos problemas graves que precisam de solução. Um hospital é para se curar, não para encontrar uma solução irreversível para a sua saúde.

Temos de começar a fazer um hospital novo. E com os meios financeiros que me proponho encontrar, tenho espaço para isso. Sou contra qualquer investimento no hospital actual. Deve começar a criar um hospital novo, bem planeado. Vamos fazendo por módulos. Começávamos a fazer um projecto global de um novo hospital. Temos de fazer de forma equilibrada, pois não podemos fazer milagres. ...(Dn/Madeira/Assinantes)

PTP vai distribuir cheques de material escolar na próxima segunda- feira judo da Assembleia Legislativa da Madeira pelas 11 horas

PROVISE rejeita teor das declarações de Coelho

“É falsa a notícia incerta na página 13 da edição do passado dia 29 de Agosto, sob o título “Concorrência desleal e exploração’.
Na verdade, a PROVISE – Sociedade de Protecção, Vigilância e Segurança, S.A. cumpre toda a legislação em vigor, designadamente no que diz respeito a remunerações, quer sejam relativas ao 13º mês, quer seja outro tipo de compensação salarial.
O artigo que publicam afecta notoriamente a boa imagem e reputação da PROVISE e estranhamente optam por fazer publicidade de uma empresa concorrente de entre muitas que exercem a actividade na Madeira.
Os vossos leitores têm o direito de ter uma informação verdadeira e leal e neste sentido se tivessem cumprido o elementar dever de nos ter solicitado informação prévia, à publicação, teriam tido oportunidade de perceber que a vossa fonte estava errada, o que não é de estranhar face aos seus comportamentos públicos e os interesses que serve.
Reiteramos a falsidade das declarações da vossa fonte de informação e reafirmamos a seriedade dos nossos procedimentos cumprindo escrupulosamente a lei em vigor, que como se percebe nada tem a ver com a descrição anacrónica que publicaram.”
A Administração
Vítor Manuel Rocha Machado
Maria Isabel Nogueira Arantes Dias Barbosa (ver dn/assinantes)

nota da redacção:

de facto a PROVISE cumpre toda a legislação em vigor.Pois a nova legislação do governo  de direita da República contempla a existência dos  contratos individuais de trabalho. deixa de ser usado o CCT e passa ao contrato individual com perdas de regalias, como seja: mais salário,férias e 13º mês.





Lixo hospitalar não é tratado desde Março

Há sete meses que o lixo está na Meia Serra. Envio para Lisboa espera novo contratoHá sete meses que os resíduos hospitalares que são levados do Hospital Dr. Nélio Mendonça e do Hospital dos Marmeleiros para a Estação de Tratamento da Meia Serra, não estão a ser devidamente tratados e transportados para o continente.
Os contratos estabelecidos para o serviço do tratamento dos resíduos hospitalares com o operador habilitado (no Continente), incluindo os da logística do transporte rodoviário e marítimo associado à sua exportação, cessaram em Março deste ano. Uma situação confirmada à TSF-Madeira, pelo presidente do Conselho de Administração da empresa Águas e Resíduos da Madeira.
Pimenta de França esclarece que os concursos públicos lançados ficaram “desertos”. Ou seja, “as propostas foram excluídas por não cumprirem as condições do caderno de encargos. Foi lançado um novo concurso público que neste momento ainda decorre”.
Este responsável adianta, que o transporte é feito pela Valor Ambiente mediante adjudicatário em concurso público.
Por ano, são exportados 450 toneladas de resíduos hospitalares para o continente. Um transporte que desde Março não está a ser feito.
Pimenta de França, garante que os resíduos hospitalares estão a ser armazenados em contentores herméticos devidamente selados e fechados em armazém na Estação da Meia Serra cumprindo todas as normas da legislação em vigor, não havendo qualquer risco para a saúde pública.
Pimenta de França, estima que a adjudicação para o transporte e tratamento destes resíduos seja feita em breve. “As propostas estão já em fase de análise. O relatório poderá ficar concluído nos próximos dias, segue-se a fase de audiência aos interessados por um prazo de 10 dias e só depois é feita a adjudicação”.
Pimenta de França lembra que “o transporte de resíduos hospitalares por via marítima não pode ser feito de qualquer maneira. São feitas exigências . A própria legislação define que os contentores marítimos sejam refrigerados. Regras especificas que só podem ser acauteladas através da selecção de um adjudicatário, o que estamos a fazer neste momento”.
O presidente do Conselho de Administração da Empresa Águas e Resíduos da Madeira refere que o concurso agora lançado destina-se ao transporte dos resíduos que estão armazenados desde Março.” Essa é a prioridade. Esgotar todo esse material e depois será aberto um outro concurso público para vigorar nos próximos dois anos.
Os esclarecimentos do presidente do conselho de Administração da Empresa Águas e Resíduos da Madeira foram feitos à TSF, depois de ter sido confrontado com as denúncias feitas por José Manuel Coelho, no decorrer de uma acção política realizada esta quinta-feira. O deputado do Partido Trabalhista Português (PTP) alertou que “os resíduos hospitalares enviados para a Estação da Meia Serra não estão a ser tratados, estão a ser acumulados em caixas de plástico, colocando em risco a saúde dos trabalhadores”. José Manuel Coelho disse ter recebido uma “queixa” dos trabalhadores da Empresa Valor Ambiente. (ver dn/assinantes)





A justiça podre e corrupta diz Coelho

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Incerteza sobre o futuro dos trabalhadores madeirenses com a extinção da ANAM


Coelho no aeroporto da Madeira alerta para os problemas da extinção da ANAM

"Adoro" aquele género de eleitor que se afirma contrário ao financiamento público aos partidos políticos, defendendo que cada um deveria arranjar formas de auto-financiar-se e não viverem à custa do contribuinte, ignorando que esta medida significaria que os partidos ficariam reféns dos interesses dos seus privados financiadores, com as inerentes consequências perversas;
"Adoro" aquele género de e
leitor que quer que surjam novos políticos e partidos, mas depois abstêm-se numa eleição onde concorrem mais de 10 partidos ou coligações;
"Adoro" aquele género de eleitor que numa eleição presidencial fica embasbacado a olhar para o boletim de voto e proclama: "quero votar em fulano, mas ele não está aqui. Como faço?";
"Adoro" aquele género de eleitor que diz que os políticos são todos iguais e que não quer saber de política e por isso se abstêm, mas depois é dos primeiros a reclamar e a exigir tudo e mais alguma coisa...dos políticos!
"Adoro" aquele género de eleitor que...
 (Rodrigo Trancoso)


Recordando o discurso de Salvador Allende na Universidade de Guadalajara no México. O discurso foi feito em 1972 um ano antes de ser assassinado pelo golpistas fascistas capitaneados por Pinochet.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Lixo hospitalar está armazenado na estação da Meia Serra e coloca em risco os próprios funcionários, denuncia o líder do PTP

Coelho diz que resíduos hospitalares não são “queimados” na Madeira desde Março

Lixo está armazenado e coloca em risco os funcionários, denuncia o líder do PTP

O presidente do Partido Trabalhista Português (PTP) e deputado à Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Coelho, alertou hoje que os resíduos hospitalares da Região “não estão a ser tratados e queimados” desde Março.

Em declarações frente à Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, José Manuel Coelho, disse que os resíduos hospitalares “estão a ser empacotados e armazenados numa secção da Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos da Meia Serra “perigando a saúde de quem lá trabalha”. “Esta situação, denunciada ao nosso partido por trabalhadores desta unidade, mantém-se desde Março e, alegadamente, deve-se à falta de equipamentos, porque o Governo Regional não tem dinheiro para os adquirir”, disse. “É mais barato mandar para o continente para ser destruído. Só que não mandam desde Março e todas as semanas vão caixas para a Estação com resíduos hospitalares”, acusou.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter uma reacção da administração da empresa que gere a Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos da Meia Serra.



Coelho denuncia mais uma péssima gestão do ambiente por parte de Manuel António


Fotos enviadas pelo trabalhadores da Valor Ambiente


PTP questiona tratamento dado aos resíduos hospitalares

Publicado a 11 Setembro 2014 por Tânia Cova
Uma avaria na incineradora está a levar à acumulação de resíduos hospitalares na Meia Serra.Os resíduos hospitalares que vão para a Estação de Tratamento da Meia Serra não estão a ser devidamente tratados e esta situação, que se prolonga desde Março deste ano, coloca em causa a saúde dos trabalhadores, denunciou hoje o deputado do Partido Trabalhista Português, numa iniciativa política junto à Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais.
“Os resíduos hospitalares que são levados do Hospital Dr. Nélio Mendonça e do Hospital dos Marmeleiros, que são resíduos altamente perigosos, são enviados para a Estação da Meia Serra para serem incinerados, mas o que acontece é que a máquina incineradora está avariada há muitos meses e os resíduos estão a ser acumulados em caixas de plástico”.
José Manuel Coelho pediu esclarecimentos ao Governo Regional e acrescentou que os trabalhadores estão muito preocupados com as consequências desta situação. (diário Cidade)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A luta contra o revisionismo

Escreve Miguel Urbano Rodrigues:

Os movimentos sociais não são  solução

Ganharam também alguma notoriedade revisionistas (oportunistas de esquerda) que, pretendendo exibir uma suposta pureza marxista, recorreram a textos de Gramsci e de Che Guevara para lhes deturparem o pensamento em obras de cariz anti-soviético, aplaudidas pelo imperialismo.
Uma modalidade de anticomunismo, mais subtil, é a praticada por intelectuais que, criticando o capitalismo, identificam nos movimentos sociais a força revolucionaria vocacionada para salvar a humanidade (John Holloway, Bernard Cassen, Ignacio Ramonet, Boaventura Sousa Santos, Hans Dietrich,etc) negando aos partidos protagonismo na luta contra o sistema. (veja artigo completo em Diário-info)