quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

A lata do mamão Miguel de Sousa

 

  Miguel de Sousa, com a lata que se reconhece e mentor do despesismo recente em campos de golfe volta à carga, com o PRR em final de vida há que arranjar mais uma fonte inesgotável de dinheiro para estes grandes senhores continuarem a ter ideias... enquanto o madeirense desaparece com as suas políticas.

Esta é uma análise necessária porque não se pode ignorar um texto que, sob a capa de um

"pragmatismo patriótico", tenta operar uma manobra clássica de revisionismo histórico e branqueamento político. Não há outros culpados e responsáveis a não ser o PSD Madeira com 50 anos de Governo. Quer que a autonomia torne a Madeira uma excepção legal para que os mesmos estejam totalmente protegidos para continuarem a enriquecer? Querem tudo, é a alteração da Constituição, o político administrativo, o fim do Representante da República, a ALRAM coartada, nenhuma fiscalização séria, a lavagem de dinheiro, uma Justiça dominada como no jornalismo, este é o sonho. E o madeirense que enlouquece por poncha (o artigo mais ligo nestes últimos tempos, está no site) deixa passar tudo cavando a sua sepultura

O artigo de Miguel de Sousa é um exercício de audácia retórica que ignora as causas estruturais da dívida para focar apenas nos seus sintomas da dívida para focar apenas nos seus sintomas financeiros, tentando transferir a fatura de décadas de gestão discricionária para o contribuinte nacional.

1. A amnésia seletiva: a dívida como "Obra de Deus"

Miguel de Sousa refere-se à dívida como um "monstro" ou um fenómeno quase meteorológico que"apareceu" no orçamento. Omite, convenientemente, que essa dívida foi o resultado direto de um modelo de desenvolvimento baseado em betão, megaprojetos de utilidade duvidosa e clientelismo político.

 A Realidade: falar em "esbanjamento em campos de golfe" ou marinas subutilizadas não é demagogia; é apontar para as escolhas políticas de um regime que governou a Madeira como um feudo pessoal durante décadas. A dívida não surgiu para garantir "igualdade de oportunidades" com o continente, mas sim para alimentar uma máquina de obras públicas que beneficiou os grupos económicos de sempre.

2. O Branqueamento da era Jardim e a "Sucessão Viciada

"O autor elogia Miguel Albuquerque como o "melhor" e alguém que herdou uma região em rutura.

A Contradição: é irónico que alguém que pertence ao sistema que criou a dívida venha agora pedir a sua anulação. Miguel de Sousa não pode separar-se da responsabilidade política do PSD/M. Ao descrever a sucessão como "viciada", ele admite a podridão interna do partido, mas logo a seguir pede ao Estado (o "inimigo" externo quando convém) que limpe o lixo deixado por essa mesma estrutura partidária.

3. A falácia da comparação com Espanha e a dívida COVID

O artigo tenta traçar um paralelo com a amnistia da dívida às autonomias espanholas (como a Catalunha) e utiliza a "Dívida COVID" como escudo moral.

A Distorção: enquanto os encargos COVID foram globais e inevitáveis, eles representam apenas uma pequena fração do buraco financeiro da Madeira. O "estigma" que o autor menciona não é contra o povo madeirense, mas contra uma classe política que, sistematicamente, ocultou dívidas (o famoso "buraco" de 2011) e geriu recursos públicos sem o escrutínio que a democracia exige 19:26

4. A chantagem da "Esperança de Vida"

E particularmente baixo utilizar o dado de que os madeirenses vivem menos dois anos que os continentais para justificar o perdão da dívida.

A Pergunta que fica: se entraram biliões de euros da União Europeia e do Estado nas últimas décadas, e se o governo regional teve autonomia total para gerir a saúde, porque é que os indicadores são piores? A culpa é da dívida ou da forma como o dinheiro foi priorizado? Gastou-se em túneis e campos de golfe o que deveria ter sido investido em cuidados de saúde primários e prevenção. Pedir ao Estado para pagar a dívida agora é premiar a incompetência de quem não soube transformar fundos em bem-estar social real.

5."Pacto desresponsabilização Financeiro"


O autor sugere um "Pacto Financeiro com o Estado" que, no fundo, é um pedido de cheque em branco.

O Risco Moral: se o Estado central assumir a dívida sem que haja uma auditoria séria e uma reforma profunda no modo como a Madeira gasta o seu dinheiro, está-se a criar o cenário perfeito para que, daqui a 10 ou 15 anos, o problema se repita. É a tática do "lucro privado (ou regional), preiuízo público (ou nacional)".O texto de Miguel de Sousa no DN-M não é uma defesa dos madeirenses; é uma defesa da sobrevivência de um modelo político esgotado. Ao pedir que o Estado "assuma tudo", o autor quer libertar o orçamento regional para que o PSD/M possa continuar a política de anúncios e inaugurações sem o peso da má gestão anterior.

É o cúmulo do cinismo político, depois de anos a gritar pela "libertação contra o colonialismo de Lisboa", vir agora pedir que os contribuintes desse mesmo "Lisboa" paguem a conta da festa que apenas alguns gozaram. E que querem continuar a gozar... Não é só Jardim que faz revisionismos de calhamaços.

A pedido de mais um leitor nosso, aqui denunciamos mais um pardalão!

 

 «Oh malta estejam mas é atentos é a um tal juiz vaidoso de tribunal de contas que anda a praticar corrupção à descarada e tráfico de influências e não é esses. E anda o tal magistrado a lesar o nosso ERÁRIO PÚBLICO em milhões a favor de uns ressabiados e corruptos do tempo do alberto joão jardim. Esses sim é que lesaram o erário público não estes tristes deslumbrados com um carro.. Desse grupo da foto família está a médica conhecida como a da porta aberta. Quem não a conhece que a compre.»https://www.dnoticias.pt/2021/5/28/263178-juiz-madeirense-a-frente-da-seccao-regional-do-tribunal-de-contas/

COELHO TEM RAZÃO QUANDO FALA DOS LADRÕES DE CANETA

 

Roubar e gastar à tripa forra sempre foi o lema dos ladrões do PSD/Mamadeiras. Agora querem que a República assuma dívida daquilo que eles roubam durante os últimos 50 anos

 108 Milhões de juros para o ano de 2026. Chama-se a isso o serviço da dívida dos 6 mil milhões de euros.

O mamão Sousa fala-nos disso no seu artigo de opinião no Diário do "padre das esmolinhas".Miguel Albuquerque herdou uma Região em ruptura financeira. A dívida pública da Madeira era, no final de 2014, de seis mil milhões de euros.

Não admira a dificuldade política do PSD/M nas eleições seguintes. Nenhuma sociedade saúda com felicidade tanta dívida. Mesmo com obra feita. É natural que produza desgaste político sobre o partido que a criou e ao novo líder.

Miguel Albuquerque sofreu a dificuldade inerente a quem substitui numa realidade tão desgastada. Tanto assim foi que o titular anterior cedeu o seu posto de comando. Uma sucessão com jogo eleitoral interno viciado mas com resposta esclarecida dos militantes. Elegeram o melhor!

Vem isto a propósito, não para recordar episódios tristes e polémicos deste percurso autonómico, nem apurar responsabilidades que todos conhecemos, mas tão só dar sinal que há que tratar deste monumental problema.

RESERVADO PARA SI

A dívida é um monstro no orçamento regional. Actualmente é de 5.324 milhões euros (mais de cinco mil milhões). Tem um encargo de 346 milhões de euros (238 de capital e 108 de juros) previsto para 2026, esses sim, podiam contribuir para resolver problemas estruturais económicos e sociais. Um quarto da receita fiscal, isto é, dos impostos que pagamos, são para pagamento da dívida pública. Os cem milhões de juros são peso elevadíssimo.

António Guterres em 1997, enquanto primeiro ministro, pagou pela lei das finanças regionais 110 milhões de contos (550 milhões de euros) da nossa dívida de então. Eram 129 milhões. Fê-lo para aceder a exigência do seu amigo socialista Carlos César, recém empossado presidente do governo regional dos Açores. Como não o podia fazer aos Açores sem dar igual à Madeira, beneficiámos dessa dádiva.

Sendo assim, não me custa ser agradecido mesmo que tarde e a más horas: António Guterres permanece o único primeiro ministro a ter assumido alguma dívida pública da Madeira.

Se nesse enquadramento político, do final do século passado, quando existia uma fractura insanável entre líderes políticos da Madeira e do Continente, alguns do mesmo partido, hoje a atitude política é distinta, incomparável e permite recuperar desses tempos de antagonismo visceral.

Até porque o assunto não está resolvido e precisa solução. Não com o afastamento anterior de Lisboa mas com a aproximação política e partidária que hoje já é possível.

Durante quatro anos haverá quase que garantida estabilidade para o governo de Luís Montenegro bem como para o governo de Miguel Albuquerque.

E seria histórico aproveitar a oportunidade para resolver a dívida pública da Madeira.

Desde logo, é preciso que se diga bem claro, que a prioridade não é fazer revisão constitucional mas acabar com a dívida no orçamento regional.

Não vivemos com dificuldades por causa de não haver revisão constitucional mas sim por haver uma dívida tão pesada. A prioridade é fácil de escolher. Deixem-se de tontices.

Mesmo a criação de um modelo fiscal próprio não precisa de revisão constitucional. Basta uma Lei da Assembleia da República. Eu próprio liderei na Assembleia Legislativa da Madeira um projecto de Lei à Assembleia da República que foi aprovado em 2014, sem votos contra. Todos a favor com a abstenção do partido comunista. Na Assembleia da República foi aceite, apreciada em Plenário, tendo sido remetida, como é normal, para a Comissão Especializada.

A dissolução da Assembleia da República determinou a extinção da iniciativa. A Assembleia Legislativa da Madeira não renovou o propósito posteriormente. Outras prioridades. Santo Deus!

Vale a pena dedicar esta legislatura de quatro anos ao objectivo do Estado assumir a dívida das Regiões Autónomas. Será o prémio máximo. Melhor que tudo o mais.

Mas vai ser preciso campanha política, diplomacia, muita persuasão e trabalho preparatório imediato. Mudar alguns discursos e asneiradas para admitir poder ser bem sucedido.

A próxima lei das finanças regionais precisa ser um verdadeiro PACTO FINANCEIRO COM O ESTADO, liderado pelo governo regional que o deve tornar mobilizador de toda a Madeira política e não política.

Os primeiros 25 anos de Autonomia não permitiram uma negociação normal e justa com o Estado

O governo espanhol acaba de amortizar metade da dívida pública de cada autonomia. Depois de outras amortizações anteriores, agora em 2025, recorreu ao argumento da dívida histórica e excecional para assumir quase cem mil milhões de euros.

Porque Portugal só tem duas Regiões Autónomas, que não representam mais de cinco por cento dos portugueses, é difícil qualquer influência política em qualquer sentido. Somente a persuasão partidária poderá fazer convencer o Estado, através de deliberação da Assembleia da República, a tomar uma iniciativa igual à assumida em Espanha.

É inaceitável a Autonomia promover um estigma contra a Madeira e os Açores. O Estado assumiu tudo no continente nestes cinquenta anos, enquanto as Regiões Autónomas para desfrutarem de iguais oportunidades tiveram que assumir dívida. E pagam juros.

Afirmar a democracia; promover a Autonomia e criar todos os mecanismos consequentes; suportar os novos custos políticos com parlamentos e governos próprios; recuperar atraso inaceitável nas áreas sociais da saúde, educação, cultura, desporto, etc.; criar infra-estruturas económicas;

Dez por cento da dívida pública regional reporta-se à chamada dívida Covid. Algum distrito no continente tem qualquer ónus relativo ao PREC, COVID ou de outro qualquer contexto no desperdício colectivo dos primeiros quinze anos pós-revolução?

Não, não tem. São tudo encargos orçamentais enquadrados no funcionamento da república. O Estado tudo absorveu sem qualquer crítica ou mera menção especial. Ninguém foi chamado a pagar seja o que fosse sem anátema de despesista ou de não olhar a contas.

A receita orçamental da Madeira não é suficiente para a administração pública autónoma funcionar, para cuidar da educação da sua juventude, tratar os seus doentes e prevenir cuidados futuros, bem como investir no indispensável. Não dá para os mínimos exigidos a uma vida com oportunidades ao nível da Europa.

Já temos menos dois anos de esperança de vida que os continentais. Merecemos morrer mais cedo?

A Autonomia não é uma birra ou um privilégio dos madeirenses e açoreanos. É uma obrigação constitucional a que o Estado está obrigado a assegurar. Como nós estamos comprometidos a fazer andar. Não foi uma conquista histórica para viver pior, mas um desafio para aproveitar circunstâncias especiais, tradicionalmente mais desfavoráveis que as continentais, e ter talento para reduzir assimetrias seculares. Este PACTO FINANCEIRO COM O ESTADO que se sugere, tem de reiniciar o estatuto de Autonomia existente e criar um ambiente nacional coerente, justo e com perspectiva de obter os resultados de progresso que ambicionamos como país independente e na qualidade de membros de uma comunidade europeia equilibrada.

Os primeiros vinte e cinco anos de Autonomia não permitiram uma negociação com o Estado em circunstâncias normais. Eram governos em cima de governos, desde comunistas a centro direita, com rodopio de primeiros ministros e catadupas de ministros e secretários de Estado. Cada vez que íamos a Lisboa era preciso explicar tudo novamente. Uns percebiam à primeira outros nunca chegaram a entender esta caminhada autonómica. Os técnicos e funcionários públicos em Lisboa nem dava para acreditar no seu espanto por tudo isto.

Não é nesta espiral de emoções e anormalidades revolucionárias que se afirmam princípios e regras sábias para prevalecerem de modo duradouro. Este é um castelo de cartas que se aguenta mas cairá perante uma qualquer ventania futura. É de bom senso, sobretudo é patriótico, recomeçar, mesmo que tenhamos que parar o tempo necessário. Quer o Estado quer a Autonomia têm de perceber a precipitação de muitos entendimentos conduzidos a um ritmo fora do normal e do aconselhável.

Ficámos todos a perder. Nós porque queríamos a Autonomia a qualquer preço. O Estado porque reduziu responsabilidades e deveres sem que os tenha de suportar.

Como está … não acaba bem. Este é o pior modelo possível. E há que encontrar equilíbrios que só a inteligência e o patriotismo podem superar.

Antes que as alternativas sejam extremas. (dnoticias)



O presente do menino Jesus do José Manuel Rodrigues aos camponeses em Santana

 Mesmo com este presente os camponeses irão votar sempre neles!


Mesmo quando as lutas são inglórias no derrube das ditaduras, elas são actos de heroismo

"Quando os revolucionários têm razão antes do tempo" (Camilo Mortágua)

 Na noite da passagem de ano de 31 de dezembro de 1961 para 1 de janeiro de 1962 ocorreu uma tentativa de golpe civil e militar para derrubar a ditadura. Ficou conhecido como a “Revolta de Beja”, dois civis morreram.

Foram semanas de secreto planeamento, de contactos e de deslocações que culminaram num inesperado assalto ao Regimento de Infantaria de Beja. A liderar este irreverente acontecimento estava o capitão João Varela Gomes, com o major Francisco Vasconcelos Pestana, o capitão Pedroso Marques, o tenente Brissos de Carvalho, bem como os civis Manuel Serra e Fernando Piteira Santos que, com cerca de 300 homens, civis e militares, realizaram este golpe. Ele havia sido previamente planeado por Humberto Delgado, que tinha entrado clandestinamente no país, proveniente de Marrocos, para esta operação.
O plano passava pela tomada do quartel, a obtenção de armas e, de seguida, pelo envio de colunas para vários pontos do país: os militares dominariam os quartéis e os civis, ocupariam as centrais de telecomunicações, os postos da GNR e cortariam os sistemas elétricos.
A revolta foi dominada pelo Major Henrique Calapez, que foi considerado um herói pelo regime, Humberto Delgado regressou ao exílio e os implicados neste assalto, presos pela PIDE.
Embora a missão tenha fracassado, representou uma expressão do descontentamento, determinação e coragem de um grupo de civis e militares que tentaram o derrube do regime, até que, 13 anos depois, realizar-se-ia o 25 de Abril de 1974.
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Primeira página do Diário de Lisboa, 1 de janeiro de 1962


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

André Pestana o candidato que tem uma grande mensagem, mas que infelizmente não chegará à 2ª volta destas Presidenciais


 

A minha entrevista completa na RTP notícias em que ficou claro que sou o único candidato presidencial que defende:

1. Acabar com os subsídios de milhões aos partidos e os privilégios dos banqueiros;
2. Reforma mínima de 1000 euros para dar dignidade a todos os nossos idosos;
3. Diminuição da idade da reforma para os 62 anos para termos tempo para viver.
É HORA DE ABRIR A PESTANA!
No entanto , ao contrário dos outros candidatos presidenciais, deixei claro que estas e outras propostas a favor da maioria da nossa população
só serão possíveis com grandes mobilizações sociais. A história (em Portugal e no mundo) demonstra que só assim, só com essa força coletiva é que poderemos conseguir justiça, direitos e dignidade para todos que trabalham em Portugal.
Como Presidente da República estarei sempre ao lado das lutas justas das populações e da defesa do meio ambiente enfrentando os privilégios de uma minoria.
Que 2026 seja um ano cheio de mudanças positivas para a maioria!