terça-feira, 17 de março de 2026

Nelson Veríssimo, Alice Mendonça e Liliana Rodrigues a plagiadora


«Será retomado hoje, a partir das 11h00, no tribunal do Funchal (Palácio da Justiça), o julgamento dos professores da Universidade da Madeira (UMa) Nelson Veríssimo e Alice Mendonça, num processo em que são acusados do crime de difamação por Liliana Rodrigues, também docente da instituição de ensino superior.

Na origem do caso está um concurso aberto em 2020 na UMa para uma vaga de professor associado no Departamento de Ciências da Educação. Liliana Rodrigues candidatou-se e ganhou o lugar. No entanto, Nelson Veríssimo e Alice Mendonça, que também tinham concorrido, reclamaram da decisão do júri e alegaram que a concorrente vencedora entregou um currículo com supostas “declarações falsas”. Os dois docentes apresentaram igualmente queixa no Ministério Público contra Liliana Rodrigues. Mas tal inquérito foi arquivado em Setembro de 2020 por um procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal do Funchal, com a seguinte argumentação: “Embora seja civil e moralmente relevante, a mentira, por si só, ainda não é criminalizada no nosso ordenamento jurídico”. O júri do concurso na UMa também não deu razão aos reclamantes e em Fevereiro de 2021 confirmou a atribuição do lugar de professor associado a Liliana Rodrigues.

Entretanto, ainda no ano de 2021, a denunciada, Liliana Rodrigues, passou a denunciante e apresentou queixa na justiça por difamação contra os colegas. Esse processo penal teve a sua primeira sessão de julgamento a 13 de Janeiro deste ano e prossegue hoje ao longo de todo o dia»

https://www.dnoticias.pt/2025/9/29/464636-julgamento-de-desavenca-entre-professores-da-universidade-da-madeira-retomado-hoje/

Vamos acompanhar bem este caso e vermos qual a decisão das juizas do Regime.

Dois docentes da UMa acusam Liliana Rodrigues de incluir dados falsos num currículo

foto arquivo

A Universidade da Madeira tem uma polémica entre mãos. Há uma queixa no Ministério Público, contra a professora (e ex-eurodeputada socialista) Liliana Rodrigues, acusando-a de incluir declarações alegadamente falsas no seu currículo, para com isso beneficiar, eventualmente, de uma melhor classificação, num concurso universitário.


Os queixosos são os professores Alice Mendonça e Nelson Veríssimo. Em causa está um concurso documental interno para preenchimento de uma vaga de professor associado no conjunto das áreas disciplinares de Ciências da Educação – Estudos Curriculares, História da Educação, Inovação Pedagógica e Sociologia da Educação – do Departamento de Ciências da Educação da Faculdade de Ciências Sociais da UMa.

Ao dito, concorreram os docentes Alice Mendonça, Nelson Veríssimo e Liliana Rodrigues. O júri, presidido pelo reitor da UMa, ainda não divulgou a lista definitiva da colocação dos candidatos. Está disponível na página da UMa desde finais de Junho, apenas a lista provisória da ordenação final dos candidatos.

Ora, durante a audiência prévia, e segundo o FN tomou conhecimento, Alice Mendonça e Nelson Veríssimo apresentaram uma longa lista de declarações que, no seu entender, são falsas, e que estão incluídas no currículo que Liliana Rodrigues apresentou a concurso. Segundo afirmou Nelson Veríssimo ao FN, foram reunidos documentos da própria UMa, e de outras instituições, muitos dos quais disponíveis online, e que contradizem o que Liliana Rodrigues mencionou.

Nelson Veríssimo sublinha que, ao concorrerem, todos os candidatos foram sujeitos a um compromisso de honra, no qual declaravam que os elementos e factos constantes da sua candidatura eram verdadeiros. A prestação de falsas declarações resultaria na exclusão do concurso, alega.

Pouco mais acrescenta o professor e historiador madeirense. “Em sede de audiência prévia, detectei graves inverdades no processo da candidata Liliana Rodrigues e demonstrei-as com documentos credíveis, inclusive actas de órgãos da UMa e outros oficiais. Espero que venham a merecer agora a atenção devida do júri, através de uma diligência idónea, porque antes o júri nada confirmou, por falta de tempo ou excesso de confiança”.

Já relativamente à queixa no MP, considerou tratar-se de “procedimento lógico, natural e previsto na lei, perante circunstâncias que podem indiciar eventual corrupção”.

Naturalmente que o Funchal Notícias quis fazer o contraditório destas graves acusações, tendo contactado, para tal, a professora Liliana Rodrigues. Apanhada de surpresa, a docente e ex-eurodeputada referiu não ter tido conhecimento de que tivesse sido apresentado qualquer tipo de queixa no Ministério Público. “Pelo menos, não fui notificada de nada”, afirmou. Em relação ao concurso, frisou: “Apresentei um currículo. Foi-me pedido um currículo do que fiz nos últimos 20 anos, e o júri considerou que eu seria a pessoa em melhor posição para ganhar o concurso”. Reconhecendo que “os colegas não concordam” e fizeram uma reclamação, diz que a mesma “já foi respondida, e está em fase destes processos normais, não percebo porque é que vai para o Ministério Público”.

Liliana Rodrigues insistiu em que não sabe bem de que é acusada, e que compete a quem acusa “fazer prova de que houve declarações falsas”, da sua parte. Uma afirmação dessas “não é aceitável”. Acrescenta que “não tem de negar nem deixar de negar”. O júri, sublinha, até foi constituído por professores catedráticos que não são da UMa, [tirando o Reitor] e ainda não se pronunciou definitivamente, pelo que não entende a situação. “Provei tudo por A + B ao júri”, assegura, júri esse constituído por pessoas experientes. “Eles [Nelson Veríssimo e Alice Mendonça] é que têm de fazer prova do que estão a dizer”. E atira uma farpa a quem a acusa: “Eu não fiz carreira com despacho reitoral”.

O FN tentou também contactar o reitor da UMa, que presidiu ao concurso em questão, mas, apesar das tentativas, apenas conseguimos falar com o vice-reitor, Sílvio Fernandes. Que não se considerou a pessoa mais adequada para comentar este assunto, mas através do qual conseguimos informar o reitor de que a notícia estava prestes a ser publicada e de que gostaríamos de registar a posição da UMa. Este ficou, pois, de nos dar conta amanhã de um comentário sobre a matéria.


, O militante histórico do CDS Alberto Laplaine Guimarães, foi detido por roubar verbas das iluminações de Natal

 

 Alberto Laplaine Guimarães o ladrão das iluminações da Câmara Municipal de LisboaAlberto Laplaine Guimarães, secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa e militante histórico do CDS, é um dos quatro detidos esta terça-feira na megaoperação da PJ por suspeitas de corrupção em contratos para iluminações de Natal, que abrange vários municípios.

Laplaine Guimarães é uma das figuras mais influentes da máquina da Câmara de Lisboa. Acompanhou João Soares e António Costa. Esteve na presidência da republica e depois voltou com António Costa e Fernando Medina. O cargo de secretário-geral foi criado para Laplaine Guimarães.

O detido vai ser presente a juiz na quarta-feira no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

A Polícia Judiciária do Porto desencadeou, esta terça-feira, uma das maiores operações de sempre visando pelo menos 10 câmaras municipais. Decorreram buscas em várias autarquias e sabe o CM que a autarquia de Lisboa está entre os alvos da PJ, assim como as câmaras de Tavira, Lamego e Maia. Investigam-se crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações de Natal.

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/secretario-geral-da-camara-de-lisboa-e-um-dos-detidos-na-operacao-lumen

A vereadora bloquista Carolina Serrão explica à TSF que, para o partido, é fundamental perceber "o que é que pode ter falhado nos mecanismos internos de controlo" do município, depois de o secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, o militante histórico do CDS Alberto Laplaine Guimarães, ter sido detido por ser suspeito de beneficiar a maior empresa do mercado nos contratos para as luzes de Natal em Lisboa ao longo dos últimos anos, a Castros Iluminações Festivas, de Vila Nova de Gaia. Carla Salsinha, presidente da União de Associações de Comércio e Serviços - responsável pela contratação da iluminação de Natal no município lisboeta -, foi igualmente detida esta terça-feira.

Perante este cenário, o BE quer saber que auditorias vão ser realizadas e se já foram desencadeadas medidas disciplinares. "Nós estamos a falar de um alto dirigente. Estamos a falar de um cargo e de uma figura muito importante dentro da Câmara Municipal de Lisboa, com uma grande influência. Isto é muito grave", sublinha.

Indo mais longe, a vereadora Carolina Serrão acusa o presidente do executivo lisboeta, Carlos Moedas, de ter demonstrado uma "falta de transparência total" em muitas das nomeações por si feitas, depois de ter feito da "anti-corrupção" uma das suas bandeiras na campanha autárquica.

A bloquista denuncia uma "sucessão" de situações, apontando desde logo as mais recentes: além de Mafalda Livermore, militante do Chega, que foi nomeada vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da Administração Pública e, mais tarde, exonerada, foram também nomeados dois novos diretores artísticos para o Teatro do Bairro Alto e para o Museu do Aljube "sem concurso público".

"Temos visto nos últimos tempos Carlos Moedas com uma falta de transparência total em muitas nomeações que foram feitas. Agora, vamos ver o que é que vai fazer perante esta situação", atira.

Por considerar que o presidente da câmara de Lisboa se tem "esquivado" de prestar declarações sobre as várias situações, a vereadora entende que, desta vez, não pode haver silêncio.

"[Carlos Moedas], como conseguiu a sua maioria absoluta com o apoio do partido Chega, tem-se esquivado de tudo. Mas nós ainda vivemos em democracia e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa tem de prestar declarações perante estas informações que vieram hoje a lume. Politicamente, tem que tomar uma posição. Isto é muito grave", insiste.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta terça-feira quatro pessoas suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.

https://www.tsf.pt/politica/artigo/be-acusa-moedas-de-se-esquivar-e-exige-posicao-apos-detencao-no-municipio/18063311?utm_source=egoi&utm_medium=push&utm_term=18063311

"Uma política cultural de direita"

 


Mês e meio depois de uma deputada do Chega ter exigido, na Assembleia Municipal de Lisboa. uma"política cultural de direita"que promovesse aristas ligados à direita", a EGEAC (a empresa municipal de cultura de Lisboa) decidiu, sem explicações, despachar o diretor do Teatro do Bairro Alto (Francisco Frazão), expressamente referido na intervenção da deputada. Margarida Bentes Penedo queixou-se do que chamou *esta espécie de cultura panfletária" e de umas *porcarias sem público".

A EGAC seguramente com o conhecimento de Carlos Moedas, aproveitou para, a par de Frazão, afastar Rita Rato, que, vencedora de concurso a que se apresentaram 60 candidatos, desde 2020 dirigia o Museu do Aljube, aberto em 2015.

*Fui elogiada pelo meu trabalho, mas não me foram dados motivos objetivos para a não renovação (da comissão de serviço)", explicou Rita Rato (PÚBLICO, 13.3.2026).

Perante o elogio unânime que foi recebendo ao longo destes anos pelo trabalho de consolidação do Aljube como um dos museus municipais mais visitados de Lisboa, é revelador que a EGEAC tenha aproveitado para, de entre 30 dirigentes da empresa,

"Livrar-se" também de Rita Rato, sem uma explicação, sem poder invocar falta de resultados. Durante mais de quatro anos, o executivo Moedas não apontou problema algum à sua gestão. E não se pense que há "mandatos" destes diretores; há quem esteja, e bem, mais de 20 anos à frente de equipamentos culturais de Lisboa.

Custou muito criar o Museu do Aljube.

Quarenta anos depois do 25 de Abril, continuava a não haver política pública de memória da resistência à ditadura e de construção da democracia semelhante à de todos os países em que esta resultou da derrota do fascismo e da condenação do colonialismo e do racismo. O Aljube foi o primeiro museu criado em Portugal para organizar e documentar práticas pedagógicas que permitissem *dar a conhecer o silêncio em que todo um povo foi..mergulhado, resgatando-o para ensinamento de toda a comunidade  em articulação com as escolas, a cidade, a investigação em História contemporânea. E teve de ser uma autarquia a fazê-lo; só dez anos depois, em 2024, é que o Governo concretizou a transformação da fortaleza de Peniche em Museu Nacional Resistência e Liberdade. É muito preocupante que se proceda à substituição injustificada de uma diretora especialmente bem-sucedida, nomeando-se, sem um processo público de recrutamento, uma pessoa de curriculo no mínimo insólito - deputada municipal da mesma autarquia que gere o museu, nenhum trabalho conhecido nas políticas de memória democrática.

Aida Tavares, também ela "despachada" do Centro Cultural de Belém pela atrabiliária Dalila Rodrigues em 2024, recorda que, também nesse caso, "em nenhum momento foram postos em causa a qualidade técnica, o pertil ou os resultados demonstrados" pelo que o "processo parece configurar uma purga ideológica* (PÚBLICO, 14.3.2026). E tem razão. Esta é a enésima prova da convergência política (e da mesma falta de ética) entre a direita PSD/CDS/Il. com a ultradireita do Chega, e onde ela é mais fácil de se fazer, comprando as "guerras culturais* desta nebulosa do novo fascismo do século XXI.

 Quando a deputada Penedo tentou organizar um pouco o seu discurso, saiu-lhe esta pérola: "Quando os eleitores escolhem governos de direita, escolhem também uma determinada conceção de cultura", pelo que se "precisa de uma política cultural coerente com o mandato político (de quem] governa" (Observador, 29.1.2026). É o que achava o SPN (Serviço de Propaganda Nacional) salazarista de 1933, é o que acham Trump, Meloni, Milei ou Orbán, que têm aplicado esta tese no ataque as políticas da memória, à educação, à própria ciência, como se houvesse uma "ciência de direita" e outra "de esquerda" na investigação sobre a mudança climática ou vacinas!

 Em Portugal, há muito que as direitas (e os intelectuais que lhes fazem a opinião) abriram uma guerra à História, num processo que se conhece como "revisionismo histórico" e que tem na escravatura, no fascismo, na Guerra Colonial e na Revolução um amplo terreiro para o disparate e a provocação anticientifica.

E agora comportam-se como se tivesse havido uma mudança de regime. Onde julgam elas que estamos?

Manuel Loff

Historiador. Escreve quinzenalmente à terça-feira



Antes quem era acusado de difamação nos tribunais fascistas da Madeira eram o ex-deputado Coelho e também o extinto jornal "O Garajau". Agora são todos e qualquer pessoa que coloque a boca no trombone

 Notícia publicada hoje no JM do "Meia-Saca"
Vejam o caso  da falsificadorea de conteudos e plagiadora do trabalho  dos ourtos LILIANA RODRIGUES. Ela vai tramar o historiador NELSON VERÍSSIMO e a professora ALICE MENDONÇA

Antonio Costa presidente do Conselho Europeu está subserviente ao louco varrido do Donald Trump

 

 António Costa apela ao primeiro ministro Orban da Hungria para que viabilize a aprovação dos 90 mil milhões de euros para a continuação da guerra da Ucrânia. Este Costa de Socialista não tem absolutamente nada é ,mais um artista como o José Sócrates e o Mário Centeno, que apos ser presidente do Banco de Portugal durante 5 anos, arrancou uma reforma milionária e vitalícia de 20mil euros aos 59 anos.