terça-feira, 7 de julho de 2026
Nuno Morma é um artista que sempre viveu às custas do regime. Agora tem saudades do Alberto João. Já viram a lata deste pardalão?!
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Nuno Morna na sua prosa no diário do padre das "esmolinhas" tem algumas reflexões acertadas; outras nem tanto!
. Já ninguém cora. Nomeia-se um amigo com ar de serviço público. Arranja-se lugar a um obediente com gravidade patriótica. Confunde-se o interesse público com a conveniência privada e ainda se exige aplauso, porque a ingratidão popular é uma coisa muito desagradável. Os mesmos que pregavam ética, decência e renovação instalam-se depois nas práticas que diziam combater, apenas com vocabulário mais limpo e melhor fotografia. E quando alguém pergunta, vem logo a procissão dos ponderados para garantir que tudo foi feito dentro da lei. Pois. A História está cheia de porcarias feitas dentro da lei.
Por isso, hoje compreendo melhor aquele velho amigo da família. Ele não tinha saudades da ditadura.
Tinha saudades da linha. Da fronteira moral. Da clareza dolorosa do tempo em que se sabia, com perigo e sem romantismo nenhum, quem estava de um lado e quem estava do outro. Hoje está tudo misturado num caldo morno e oportuníssimo. Há democratas de crachá com práticas de cacique
domingo, 5 de julho de 2026
Susana Mão de Ferro, a juiza do regime foi obrigada a validar a acusação ao empresário que contaminou o solo com amianto em S. Vicente
O Ministério Público feito com o governo dos mamadeiras, já tinha encerrado o processo
Dois pesos, duas medidas.
Analisando as entrelinhas e cruzando com o modus operandi da justiça na Região, saltam à vista três ilações fundamentais.
Enquanto no continente o MP adota uma postura hiper-acusadora, muitas vezes mediática e minuciosa face a crimes ambientais e de colarinho branco, na Madeira o Ministério Público local parece sofrer de uma letargia crónica. Teve de ser uma associação ambientalista (a Associação Social Democrata do Ambiente, Terra e Oceano) a exigir a abertura de instrução e a fazer o trabalho que competia aos procuradores. É legítimo especular: a quem interessa fechar os olhos ao lixo tóxico das empreitadas locais? Há miopia seletiva do Ministério Público Regional. Isto está de facto tudo controlado?
Os factos validados pela juíza Susana Mão de Ferro são demolidores. Falamos de toneladas de amianto desaparecidas no caminho para o continente (uma diferença inexplicável entre o que a empresa alegava enviar e o que realmente chegava à Azambuja) e de análises laboratoriais que confirmaram a presença de fibras perigosas no solo de São Vicente. Para o MP, isto não era suficiente para deduzir acusação; foi preciso uma magistrada judicial reverter a decisão para que o óbvio não fosse, literalmente, "enterrado". Afinal enterram as evidências físicas?
A empresa arguida realizava empreitadas de remoção de fibrocimento em edifícios públicos. Ou seja, era paga pelo erário público para descontaminar e, em vez disso, criava lixeiras tóxicas clandestinas no território regional. O arquivamento inicial pelo MP faz pairar a suspeita de que existe uma proteção tácita e uma rede de influências que garante a impunidade aos empresários do regime, blindando-os contra o escrutínio criminal até ao limite do impossível. Temos sempre a conivência sistémica com os senhores das obras públicas. Sendo nas ginjas ainda acabava com um tapete de alcatrão em cima...
Este caso prova que na Madeira, há setores da justiça que teimam em manter os joelhos flectidos perante os interesses instalados. Se não fossem os raros anticorpos do sistema, como as associações independentes e juízes que recusam a anestesia, o amianto continuaria a contaminar o solo madeirense com o carimbo de "arquivado e esquecido".
Entretanto, o cancro aparece em grande.
Lindo bichinho, o dr. "Papadas". Ainda não morreste velho caquético? (hoje o Brasil foi eliminado pela Noruega)
Os PPDês do Alberto João e do Miguel Albuquerque desvirtuaram os objectivos da Autonomia madeirense denuncia o grande deputado Francisco Gomes
sábado, 4 de julho de 2026
Quem é o ratinho que se fez presidente? -Rábula do Madeira Opina encaixa no José Carlos Gonçalves de S. Vicente







