domingo, 13 de setembro de 2026

O madeirense tem tanto medo que desconhece o que significa a União faz a Força.

 


  Há uma cobardia mansinha que se entranhou na espinha dorsal do povo madeirense. Habitou-se a cochichar indignações à mesa do café, a aplaudir em segredo quem dá o corpo ao manifesto e a desejar, no íntimo, colher os frutos da coragem alheia. Mas quando chega a hora de sair à rua, de dar a cara e de assumir o custo da dignidade, o madeirense encolhe-se. Recua. Espera que outros façam o trabalho sujo por si. E, pior do que a cobardia, vem o sarcasmo de quem precisa de desculpar a sua própria insignificância.

  Há dias, um único homem teve a coragem de protestar sozinho contra o aumento sufocante dos combustíveis. O que fez a multidão de mansos? Gozou. Riu-se da solidão de quem lutava também pelos bolsos de quem o ridicularizava. E a comunicação social do regime, adestrada e vigilante, cumpriu prontamente a sua missão, transformou a coragem em chacota, o protesto em folclore, enviando o sinal claro a todos os outros... “vejam o que acontece a quem se atravessa, fiquem em casa, continuem calados”. É a tática perfeita de uma engrenagem que funciona há décadas para anestesiar consciências.

 Repete-se o cenário em cada tentativa de protesto. Quando os professores se manifestam ou quando qualquer setor tenta levantar a voz, a máquina trata logo de descredibilizar, de contar as cabeças na praça e de apontar o dedo aos “do costume”, enquanto o povo assiste do camarote, gozando com quem tenta defendê-lo. É o triunfo da subserviência, um povo que prefere ridicularizar quem luta a ter de encarar no espelho o seu próprio medo.

  Este medo reverencial ao sistema criou uma sociedade de joelhos. Querem os benefícios do progresso, mas não querem pagar o preço da contestação. Enquanto nos entretemos a gozar com quem dá a cara, a ilha vai sendo fatiada.

  Os madeirenses estão a desaparecer da sua própria terra. Não nascem crianças e os jovens com talento e espinha dorsal emigram, porque recusam vender a alma por uma tuta-e-meia. A Madeira está a transformar-se a passos largos num resort de luxo para estrangeiros e numa lavandaria à vista de todos, onde a população local serve apenas para limpar os quartos, servir às mesas e engrossar as filas do subsídio. O futuro que aceitamos em silêncio é de salários de miséria, dependência absoluta do erário público e a resignação de sermos meros serventes da oligarquia que tudo domina.

  Qualquer dia, de tanto medo e vassalagem, o madeirense deixará de ter até o direito à indignação. E quando esse dia chegar, que não procurem socorro nem compaixão. Porque mais ninguém, nenhum destes raros heróis que hoje são achincalhados, voltará a levantar uma palha por um povo que não cuida de quem lhe quer bem, nem tem a coragem mínima para se emancipar do regime que o escraviza.


"Primeiro levaram os negros.

Mas não me importei com isso.
Eu não era negro.
Em seguida levaram alguns operários.
Mas não me importei com isso.
Eu também não era operário.
Depois prenderam os miseráveis.
Mas não me importei com isso.
Porque eu não sou miserável.
Depois agarraram uns desempregados.
Mas como tenho meu emprego.
Também não me importei.
Agora estão a levar-me.
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém.
Ninguém se importa comigo."
-Bertolt Bresct

sábado, 12 de setembro de 2026

José Pacheco Pereira erra quando afirma que o PCP apoiou a invasão da Ucrânia por Putin

 Oh! senhor Pacheco Pereira: O  PCP nunca apoiou a invasão russa da Ucrânia !

"Quando este artigo for colocado no Facebook do PÚBLICO, em meia dúzia de minutos vão aparecer dezenas de comentários insultuosos, “comunista”, “MRPP”, “senil”, “estás com Alzheimer”, “devias era ir para casa”, “nunca trabalhaste”, “já devias estar na cova”, etc. São uma boa introdução para a continuação deste artigo com referência aos temas populistas e ao papel da comunicação social, e a utilização profissional das redes sociais...

 Claro que houve muitos erros cometidos, pelo PS em particular, a que se seguiu o facto de o PCP, ao apoiar a invasão russa na Ucrânia, e o BE, com os temas “fracturantes”, cavarem a sua sepultura eleitoral. "

Fotografias do lançamento do livro do grande jornalista madeirense Élvio Passos

 Deveria era ter convidado outra pessoa para presidir ao lançamento do livro em vez do Guilherme Silva que já fez muito mal a alguns democratas desta terra. Mas também se convidasse outra pessoa que não fosse um doutor não aparecia ninguém no lançamento do livro! Em terra de viloada preconceituosa e saloia, tem de ser mesmo assim. 

Bem haja o jornalista Élvio Passos. 

O seu a seu dono: (o ex-deputado Edgar Silva é co-autor do livro)


Aqui na companhia do padre José Luís! Edgar Silva co-autor do livro escreve dedicatórias aos compradores do livro.



O ex-deputado do PSD Guilherme Silva é semelhante ao falecido professor Freitas do Amaral: Evoluiram da direita para a esquerda!

 


A história da bandeira nazi no tempo em que o José Manuel Coelho era deputado lá na Madeira

 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Foto com história


 Abril de 1974. O advogado Jorge Sampaio fotografado aqui, conjuntamente com outros, a caminho do forte de Caxias para a libertação dos presos políticos que ali permaneciam encarcerados.
 Homem de inabaláveis convicções democráticas, coragem e probidade, Jorge Sampaio foi um dos verdadeiros heróis cívicos a quem devemos a nossa Liberdade.
Completam-se hoje, 10 de setembro, cinco anos sobre o dia em que nos deixou.
Viva [a memória de] Jorge Sampaio!

 Para além do futuro Presidente Jorge Sampaio também vemos o Sr, Francisco Sousa Tavares e o seu filho Miguel. Tudo pessoas que respeitamos pela respetiva ação cívica.

Morreu a filha do camarada Zeca Afonso. Homenagem do blog Pravda!

Morreu Helena Afonso, filha de Zeca Afonso: "Mulher determinada e combativa" (a senhora tinha 72 anos)

Morreu Helena Afonso, filha do cantor e compositor Zeca Afonso. A notícia foi partilhada pela Associação José Afonso (AJA) através de uma publicação nas redes sociais, esta quinta-feira, 10 de setembro.

Num comunicado emotivo, a AJA lamentou a perda de uma das sócias-fundadoras da associação criada para perpetuar o legado do artista português, que se tornou numa das vozes de Abril.

“A Associação José Afonso expressa publicamente a maior tristeza pelo falecimento de Helena Afonso e recorda a Mulher determinada e combativa que, em Setúbal, partilhou com o pai as lutas e as conquistas de Abril", pode ler-se.

“Recordaremos sempre com saudade a sócia fundadora da AJA. Expressamos as nossas sinceras condolências com um abraço solidário à família e amigos”, completaram. (sic)