terça-feira, 7 de abril de 2026
Jesus se fosse condenado em 2026 era assim noticiado nos jornais burgueses
Tanto ódio à Constituição…
Somos inundados pela uma brutal imposição do egoísmo social. Em contraposição aos valores da confiança, da solidariedade e da cooperação entre indivíduos e povos, a ideologia do “salve-se quem puder” é apresentada como estruturante de um suposto pensamento único.
A difusão das ideias da competitividade ou sucesso individual à margem das relações sociais; a atomização da vida coletiva; a brutal desvalorização de processos e projetos de transformação das sociedades; a estigmatização das organizações sociais e da sua intervenção no plano dos direitos coletivos; o apelo ao conformismo – são alguns dos exemplos de conceções profundamente enraizadas na sociedade a que pertencemos.
Em tanto lugar, vigora um violento individualismo. Prevalece, hoje, um discurso em que o outro é considerado como se fosse o inimigo. Numa cultura narcísica como a nossa, permeada pela moral do individualismo levada ao seu exagero, cada qual é levado a tratar apenas de sua vida e a desconsiderar quem se avizinha.
No contexto internacional, e num quadro em que Portugal não se diferencia, intensificam-se políticas que ameaçam direitos, condições de vida e a democracia. Esta é, por consequência, toda uma torrente contra a democracia e o regime democrático, de ataque aos seus valores.
Neste contexto, não admira que seja disseminado tanto ódio à atual Constituição da República Portuguesa.
Quer seja através do papel das plataformas digitais, quer contando com os padrões de entretenimento ou modos de vida social, que têm na publicidade e na comunicação social peças essenciais, a exacerbada cultura do egoísmo é propagada através de um individualismo avassalador que toma conta das mentalidades.
Todas estas dinâmicas são intensificadas nos nossos dias por uma manipulação ideológica que visa descredibilizar e desacreditar as pessoas, projetos e instituições com um consequente compromisso social, com intervenção em favor da justiça social, com propostas para uma nova humanidade.
Ante esta onda ideológica não surpreende tanto rancor à atual Constituição.
A nossa Constituição consagra o oposto desta realidade que nos envolve. Aponta outro caminho para o País. Consagra direitos fundamentais. Exorta à promoção de valores do desenvolvimento humano e social. Incorpora, como pilares estruturantes da sociedade, a solidariedade e a justiça. Afirma os valores de Abril. Desafia-nos à coragem de ousar mais e melhor democracia.
Não é, pois, de estranhar que a extrema-direita tenha por propósito liquidar a atual Constituição. No entanto, espanta-nos ver tanto “idiota útil” a aderir àquela propaganda sem compreender completamente os objetivos da causa e as suas consequências. (DN)
Cidadão informado esclarece o povo acerca das manhas e truques do monopolista Sousa afim de receber subsidios europeus para modernar a sua frota de navios velhos
Diário ao serviço do dono disto tudo e das empresas dele
Os madeirenses votam aos milhares no PPDê e depois são roubados pelas empresas de condomínios
Os maus empreiteiros tramam as famílias madeirenses
A indústria que rouba os madeirenses por todos os lados.
Viver na Madeira tornou-se um exercício de equilibrismo onde as variáveis estão todas viciadas contra quem trabalha. As famílias que investiram as poupanças de uma vida e se endividaram por décadas para adquirir um teto, dão por si reféns de um sistema de construção civil que, em muitos casos, opera na fronteira da negligência.
Assistimos à proliferação do "empreiteiro fantasma". Constrói-se depressa, com materiais que mascaram deficiências estruturais e acabamentos precários. Quando os problemas inevitáveis começam a brotar, as infiltrações, as fissuras e o isolamento térmico inexistente, a empresa original desaparece num processo de falência providencial. Sem rosto e sem ativos (olha destes anónimos não falam?), a garantia torna-se um papel sem valor, deixando os proprietários desamparados perante a lei.
Para as famílias que já lutam contra ordenados que não acompanham o custo de vida insular, a fatura final chega através das quotas extraordinárias de condomínio. O prédio, ainda novo no papel, mas velho na estrutura, exige obras urgentes. É aqui que entram os "parasitas da inflação" na loucura da construção, empresas de reabilitação que, aproveitando a escassez de mão de obra e o custo dos materiais, apresentam orçamentos astronómicos, ditando preços por capricho, sabendo que as famílias não têm alternativa senão pagar para não verem o seu património ruir.
A base salarial na região não reflete o custo real de manter uma habitação. Gente trabalhadora e honrada, esta sim, estraga a sua vida em dois tempos. A inflação dos materiais é usada muitas vezes como desculpa para margens de lucro imorais. A pressão turística, que desvia os melhores recursos e profissionais para o setor do luxo e do alojamento local, deixa as migalhas e os preços altos para a construção residencial.
No fim da linha, o Madeirense vê-se num beco sem saída. Trabalha para pagar um banco, paga para sustentar um condomínio que corrige os erros de outros, e ainda tem de alimentar uma máquina inflacionista que parece não ter teto nem escrúpulos.
Viver na "Pérola do Atlântico" está a tornar-se um luxo que o próprio povo da terra já não consegue pagar, não por falta de esforço, mas porque o sistema permite que a má construção e a especulação devorem o rendimento de quem apenas queria um lugar seguro para viver.
Eu não tenho esperança nos madeirenses, parece que quando as broncas acontecem colocam-se do lado do mais forte em vez de se por do lado do correto e, o conjunto de todos fazerem uma força invencível, Por este andar a Madeira ficará sem madeirenses, graças aos ladrões, chulos, vigaristas, corruptos e verdadeiros inimigos internos.
Ivo Rosa queria libertar pedófilo mas as outras duas juizas do colectivo não deixaram
Ivo Rosa queria libertar psicólogo suspeito de abusar de paciente menor, mas foi travado por juízas.
Ivo Rosa ganhou notoriedade como juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal
Foto: Gerardo Santos / Arquivo
O desembargador Ivo Rosa defendeu que um psicólogo de Alenquer, em prisão preventiva por alegado abuso sexual de uma adolescente que era sua paciente, deveria ser libertado e sujeito só a termo de identidade e residência. Mas a posição do juiz, conhecido por ser especialmente sensível aos direitos, liberdades e garantias dos arguidos, não vingou. Maria do Carmo Lourenço e Ana Paula Guedes, que compunham o coletivo do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), entenderam que o psicólogo poderia ficar, quando muito, preso em casa.
A data dos factos (2022-2024), a vítima tinha 16 e 17 anos. Num quadro de especial vulnerabilidade, por já ter sido abusada anteriormente, procurou apoio psicológico numa clínica de Alenquer onde o arguido, de 46 anos, se terá aproveitado da sua fragilidade para praticar atos de natureza sexual em consultório e trocar fotografias e vídeos íntimos ao longo de mais de dois anos.






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