sábado, 26 de setembro de 2026
Nelson Veríssimo acusa Liliana Rodrigues de se apropriar de trabalhos alheios
Sic vos non vobis – «assim vós, mas não para vós». Esta expressão latina, breve e aparentemente enigmática, encerra uma ideia que permanece tão atual quanto incómoda: a possibilidade de alguém criar, trabalhar e contribuir, para que outro venha, no fim, a reclamar para si o mérito daquilo que não fez.
Não sou latinista, nem tenho pretensões a sê-lo, mas nutro pela Cultura Clássica uma profunda admiração e um particular gosto pelas expressões latinas que, em poucas palavras, conseguem condensar ideias, valores e ensinamentos que atravessam os séculos. E poucas – como a que dá título a este artigo – traduzem com tanta precisão a realidade de quem vê o seu trabalho apropriado por outrem, ficando o verdadeiro autor ou responsável sem o reconhecimento que lhe é devido.
Esta expressão acha-se associada a um episódio engraçado, mas inverosímil, da vida de Vergílio (70–19 a.C.), difundido pela Donatus auctus, uma versão ampliada da Vita Vergilii, elaborada, no século XV, por eruditos humanistas a partir da biografia original escrita por Élio Donato (século IV d.C.) com base em Suetónio (69 d. C. – após 122).
Por ocasião de uns jogos, depois de um dia festivo sucedeu uma noite de tempestade. Vergílio compôs então um dístico louvando César e afixou-o sem menção do nome do autor. Os versos diziam o seguinte: «Chove a noite toda; os espectáculos retornarão com a manhã / César compartilha o poder de Júpiter.»
César apreciou o dístico e tentou descobrir quem o havia escrito, mas não conseguiu identificar o autor. Batilo, um poeta medíocre, afirmou que era o autor daqueles versos e, não sendo contestado, recebeu honrarias e presentes de César.
Vergílio não aceitou a fraude e ao dístico acrescentou quatro vezes o hemistíquio (= metade de um verso): «Sic vos, non vobis». Perante aquele enigma, César pediu que os versos fossem completados. Alguns tentaram, em vão, cumprir a tarefa. Vergílio, porém, conseguiu, juntando ao dístico o seu protesto e terminando os hemistíquios:
«Fiz estes versos, outro colheu a glória: / Assim vós, ó aves, fazeis os ninhos, mas não para vós. / Assim vós, ó ovelhas, produzis a lã, mas não para vós. / Assim vós, ó abelhas, fabricais o mel, mas não para vós. / Assim vós, ó bois, suportais o arado, mas não para vós.»
Desde a Idade Média, o hemistíquio «Sic vos, non vobis» passou a ter valor proverbial para condenar a usurpação do trabalho alheio.
A apropriação indevida do trabalho e da criação de outrem é uma realidade que não pode ser relativizada ou silenciada. Não se trata apenas de utilizar aquilo que alguém produziu sem lhe reconhecer a autoria. É igualmente grave atribuir a si próprio um trabalho que não se realizou, um contributo que não se prestou ou um resultado para o qual não se concorreu.
Por detrás de cada realização existem conhecimento, dedicação, tempo, responsabilidade e esforço, valores que não podem ser apagados pela pretensão de alguém reclamar para si aquilo que não fez. Quando isso acontece, não é apenas o reconhecimento devido ao verdadeiro autor ou responsável que fica comprometido. São também postos em causa os princípios de mérito, integridade e justiça que devem orientar qualquer comunidade.
O trabalho de outrem não pode transformar-se, por conveniência, em mérito próprio. Respeitar a autoria, reconhecer o contributo efetivo de cada pessoa e atribuir o mérito a quem verdadeiramente o conquistou não são meras questões de cortesia. São exigências elementares de honestidade e respeito pelo trabalho alheio..
Na pátria da liberdade de expressão, a decisão de Donald Trump de proibir a entrada na Casa Branca aos jornalistas da CNN, da MS Now e do Político nunca poderia subsistir
Primeira Emenda da constituição dos EUA:
— “O Congresso não aprovará nenhuma lei que estabeleça uma religião ou que proíba o seu livre exercício; ou que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa …”
Rafael foi ouvido pelo bastonário da Ordem dos Médicos
Rafael Macedo diz que tem provas de negligência no serviço público
O coordenador da Unidade de Medicina Nuclear da Madeira, Rafael Macedo, disse hoje que tem provas de negligência no Serviço Regional de Saúde (SESARAM), mas vincou que cabe à Ordem dos Médicos e ao Ministério Público apurar se são crimes (Vídeo)
"Os colegas, claro, que ficam desagradados, porque isso provoca alarme, provoca alguma desconfiança pública, mas tudo o que eu disse é do conhecimento público", afirmou Rafael Macedo, depois de ter sido ouvido na delegação do Conselho Médico da Madeira da Ordem dos Médicos, no Funchal, com a presença do bastonário, Miguel Guimarães.
No dia 20 de março, o coordenador da Unidade de Medicina Nuclear do SESARAM disse em audição parlamentar que "alguns colegas são negligentes", quer no setor público como no privado, acusando-os de fornecerem tratamentos que "não são adequados" e apontando ainda deficiências nas fichas clínicas e no registo de doentes, bem como desatualização relativamente a novas práticas.
O médico sublinhou, em particular, os serviços de Hemato-Oncologia, Urologia e Ortopedia, dizendo que funcionam "muito mal" e, por outro lado, disse que havia "desvio deliberado" de doentes para o setor privado.
A situação motivou a instauração de três processos disciplinares no Conselho Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos, hoje confirmados pelo bastonário e também por Rafael Macedo após a reunião.
O médico chegou à sede da Ordem dos Médicos acompanhado por cerca de 30 pessoas, que o apoiam nas denúncias, e disse que estava a ser vítima de um "linchamento público" e depois saiu afirmando que nunca teve intenção de denegrir qualquer colega, mas apenas de "vincar que existem algumas práticas que não são as mais adequadas para os doentes".
"Essas situações estão nas devidas instâncias e serão esclarecidas", afirmou, sublinhando que tem provas do que afirma e que está "tranquilo desde o início".
"Daquilo que objetivei, vários processos, alguns deles estão trancados no meu ambiente de trabalho, porque trancaram a minha área de trabalho, mudaram as fechaduras e deram-me um caixote para levar as coisas. A minha área de trabalho do computador do Hospital [Central do Funchal] está trancada. Lá dentro tinha vários processos clínicos que realmente corroboravam essa situação", declarou.
O coordenador e único especialista em Medicina Nuclear na Madeira encontra-se, entretanto, suspenso pela administração do SESARAM.
O bastonário da Ordem dos Médicos disse, por seu lado, que durante a reunião Rafael Macedo "não mostrou provas", indicando que a reunião serviu para ouvir as suas explicações e, simultaneamente, para "dar alguma tranquilidade e não causar alarmismo" na população.
"Ele será avaliado [pelo Conselho Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos]", disse, referindo que eventualmente poderá incorrer numa de quatro penas, caso dos processos não sejam arquivados: advertência, censura, suspensão ou expulsão https://madeira.rtp.pt/sociedade/rafael-macedo-diz-que-tem-provas-de-negligencia-no-servico-publico/?shem=aimgspe.
A juiza era amiga dela da menina Liliana. Tramou logo os outros dois professores por difamação
Os professores condenados se não contratarem o advogado Francisco Teixeira da Mota para os defenderem terão de arrotar com a massa para a "honra" menina Liliana
Esta juiza é boazinha para voltas curtas!sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Rafael Macedo continua deitando bombas de grande estalo
Desta vez denuncia fortes indícios de tráfico de drogas e de pessoas em barcos estrangeiros que demandavam o porto na ilha de Santa Maria nos Açores e precisavam do aval do delegado de saúde de Santa Maria para poderem continuar a navegar.
Rafael como delegado de saúde em exercício recusou assinar o salvo conduto desses barcos suspeitos. Começou e mexer com interesses ocultos e foi obrigado a deixar a ilhota.
Celso Gomes analisa com clareza o monopólio dos portos da Madeira pelo Luís Miguel de Sousa o armador que se tornou grande à custa do poder político corrupto


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