Usaram uma prática que o PPDê faz há 50 anos na Madeira A noticia é uma bomba no JM do nosso "meia-saca"
Três funcionárias da Câmara de Santa Cruz suspensas por suspeitas de manipulação de concursos públicos
De acordo com a investigação, as arguidas, enquanto membros de júris de procedimentos concursais, terão conduzido e manipulado os concursos de forma a beneficiar indevidamente dois candidatos, em prejuízo dos restantes concorrentes, que acabaram por ser preteridos no acesso à função pública.
Três funcionárias públicas da Câmara Municipal de Santa Cruz foram constituídas arguidas e sujeitas a medidas de coação por suspeitas de manipulação de procedimentos concursais destinados ao recrutamento de trabalhadores em funções públicas para a autarquia, informou hoje o Ministério Público.
Segundo o MP, as três mulheres estão acusadas, em coautoria, de dois crimes de abuso de poder, 15 crimes de falsificação ou contrafação de documento qualificada e 15 crimes de falsidade informática qualificada.
De acordo com a investigação, as arguidas, enquanto membros de júris de procedimentos concursais, terão conduzido e manipulado os concursos de forma a beneficiar indevidamente dois candidatos, em prejuízo dos restantes concorrentes, que acabaram por ser preteridos no acesso à função pública.
“Num dos casos, as arguidas não anularam, como deveriam, uma prova de conhecimentos de que constavam dados identificativos e atribuíram-lhe uma classificação positiva. Num outro, atribuíram, sem justificação, classificação positiva a uma prova de conhecimentos que tinha classificação negativa. Em resultado da conduta das arguidas, estes candidatos foram aprovados e admitidos como trabalhadores em funções públicos na referida autarquia”, adiantou o Ministério Público.
Em sede de interrogatório judicial, acrescenta a mesma fonte, o tribunal considerou haver perigo de perturbação do inquérito, de continuação da atividade criminosa e de grave perturbação da ordem e tranquilidade públicas.
As três arguidas ficaram sujeitas a termo de identidade e residência, e foi-lhes ainda aplicada a suspensão do exercício de funções. Além disso, ficam ainda proibidas de contactarem entre si, com os restantes arguidos, com titulares de cargos políticos do município e com trabalhadores da Câmara Municipal de Santa Cruz, em particular da Divisão de Recursos Humanos, bem como de entrar ou permanecer nos Paços do Concelho
(JM/meia-saca).

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