segunda-feira, 18 de maio de 2026

A Igreja metida na Política. A igreja é o grande sustentáculo que mantém e eterniza o PSD no Poder

 



 «Está resolvido o enigma do corte da porta da Sé, dias depois o Bispo Brás apresentou o seu livro envolvido pelo poder, com certeza foi para não se tropeçarem uns nos outros na usurpação de funções.

Um evento religioso pelos 250 anos dos EUA, com 9 horas de música religiosa, decorreu este fim de semana nos Estados Unidos, com militares, um discurso em vídeo de Trump falando a Bíblia e de Pet(e) Hegseth, o "ministro" da Guerra (que pediu ajuda a Deus para a guerra), terá também Marco Rubio com presença pessoal. Quem viu a notícia vai achar arrepiante ver o fanatismo religioso a crescer nos EUA, como se fosse a mesma receita do Irão.

Os EUA é, historicamente, protestante. Na atualidade, as Igrejas Evangélicas estão com Trump e os Republicanos, as Igrejas Protestantes mais históricas com o Partido Democrático e, curiosamente, o voto católico é dividido mas é dos que ganham, já com tradição na história universal e então na Autonomia da Madeira... é total.

Importa ver a evolução dos outros para perceber o que se segue na Madeira, ainda vai haver cantos religiosos no Chão da Lagoa... é baixo custo para quem anda teso.

O PSD e suas figuras usam a Igreja madeirense a toda hora, e a Igreja não percebe o afastamento de fiéis por isso, passando a organização do PSD-M e não braço do Vaticano. Parece uma estratégia global, está implementada em países terroristas, radicais, ditaduras e países rumo à ditadura como é o caso dos Estados Unidos... se permitirem o Trump.»


Até os verdinhos de Gaula também usam a religião católica e seus rituais para caçarem votos e têm tido bastante sucesso. Aprenderam com o PPDê.

Os revolucionários sabiam usar o dinheiro do regime fascista para combater o próprio regime opressor

 




«Hoje 17 de Maio de 2026 é o dia do aniversário de uma das mais audaciosas, e bem sucedidas, acções revolucionárias contra a Ditadura que oprimiu a nossa Pátria durante 48 anos. O assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, em 17 de Maio de 1967. Uma acção feita á mão armada mas sem que fosse disparado um único tiro e ou muito menos ferido alguém. Palma Inácio de quem fui muito amigo e admirador, Camilo Mortágua que conheci e admirava também, António Barracosa, e Luis Benvindo, que não conheci nunca pessoalmente mas cuja coragem também admiro. Entraram à tarde no Banco de Portugal, dominaram sem nenhum recurso a violência todo o pessoal do Banco. Explicaram o sentido da sua acção politica revolucionária e aguardaram um quarto de hora pela chegada do segundo gerente do Banco. Para poderem dispor das duas chaves que abriam o cofre. Depois esvaziaram o conteúdo do cofre para sacos onde levaram o dinheiro expropriado ao Banco de Portugal. Dirigiram-se ao pequeno aerodromo de Cernache, onde havia uma pista de aviação e pequenos aviões de treino da Mocidade Portuguesa. Acabaram por ter de esperar mais um quarto de hora para que a esposa do guarda do aérodromo desse de mamar a um bébe que era seu filho recem nascido. Partiram depois num pequeno avião pilotado por Palma Inacio. Com destino a uma pista rudimentar em Vila do Bispo no Algarve onde dois amigos com dois carros os aguardavam. Deixaram um desses carros junto a uma praia creio que no Sotavento (para darem a ideia de que tinham saído do país de barco.) E dirigiram-se à fronteira de Espanha onde também os aguardava do lado espanhol outro carro. E nesse seguiram até França, saindo de Espanha pela zona de Barcelona. Já ao nascer do sol do dia seguinte. A operação destinava-se a obter fundos para acções revolucionarias armadas o que aliás aconteceu por mais de uma vez. Palma , Mortágua, e os companheiros gente@@ de uma grande seriedade que não tocou, e ou usou, em proveito próprio um cêntimo do dinheiro do Banco de Portugal. Camilo Mortágua tinha entrado com Henrique Galvão na tomada do paquete Santa Maria uns anos antes. E ele e Palma tinham desviado o avião da TAP da linha Casablanca Lisboa, para lançarem sobre Lisboa e o Sul de Portugal panfletos apelando à revolta contra a ditadura de Salazar. Esta data, que é uma data importante na luta contra a ditadura, merece ser evocada. Bem como a memória dos quatro homens honrados e muito corajosos, que participaram nesta acção. Honra às suas memórias de patriotas, honrados, abnegados e bravos.»
Escreve João Soares

domingo, 17 de maio de 2026

Viva o reverendo padre José Luís Rodrigues!

 


Aguiar Branco acumula pensão e reforma 13 mil euros

 



Fascismo na polícia portuguesa. A PSP deveria ser extinta tal como se fez com o SEF

 


FASCISMO NA POLÍCIA PORTUGUESA
Todo o discurso e as alegações apresentadas por Isabel Moreira, deputada do PS que, no entanto, surgiu desta vez numa posição invulgarmente hesitante face à firmeza que habitualmente demonstra nestas matérias. Talvez tenha sentido uma quota de responsabilidade coletiva - e, em particular, do próprio PS - no crescimento deste problema. Durante anos de governação PS permitiu-se que determinadas correntes ideológicas extremistas fossem ganhando espaço e influência dentro das estruturas policiais, sem a necessária vigilância democrática.
A excessiva brandura política, sustentada muitas vezes na ideia ingénua de que “as pessoas corrigem-se” sem consequências firmes nem mecanismos de controlo rigorosos, acabou por abrir caminho à infiltração de elementos da extrema-direita na PSP, na GNR e até em setores do Ministério Público. Elementos sem verdadeira formação democrática, sem cultura institucional de defesa do Estado de direito e, em alguns casos, movidos por uma visão distorcida daquilo que deve ser a missão das forças de segurança: proteger os cidadãos e garantir a justiça de forma imparcial.
O problema torna-se particularmente grave quando setores armados do Estado começam a violar a leis, a acolher discursos autoritários, preconceituosos ou politicamente radicalizados e a exerce ações e agressões como "novos PIDES". Porque, nesse momento, deixa de estar apenas em causa o comportamento individual de alguns agentes; passa a estar em risco a própria integridade democrática das instituições.
Assim, embora concorde com o essencial do que foi dito, importa deixar este registo: muitos dos fenómenos que hoje se denunciam não nasceram do acaso. Foram também alimentados por anos de complacência política, ausência de supervisão séria e incapacidade de enfrentar o problema antes de este se tornar estrutural.

O cunhado do ministro de Estado Leitão Amaro envolvido em esquemas de corrupção milionários


Joana Amaral Dias, sempre activa na denúncias dos grandes negociatas deste país

O jornalista Pedro Tadeu enaltece o camarada Carlos Brito

 


Qual é a história política de Carlos Brito? 

 Carlos Brito foi militante do PCP durante quase 50 anos, mas deixou de o ser há mais de 25 anos. Com toda a enorme admiração que tenho pela pessoa que ele foi; com todo o respeito pela forma heróica com que ele lutou contra o fascismo (que me faz sentir pequenino); com todo o mérito que teve enquanto deputado constituinte e líder parlamentar; com toda a ótima relação pessoal, próxima, diária, amiga, que criámos entre 1992 e 1996 quando ele foi meu diretor no jornal “Avante!”; com todo o prazer que tive quando, depois disso, nos vimos algumas vezes; com tudo o que de bom há a dizer sobre este homem inteligente, sensível, talentoso e culto, não posso deixar de sublinhar isto: com ou sem razão, com ou sem motivo, Carlos Brito deixou o meu partido há muito tempo e um terço da sua vida política foi feita fora do PCP – e isso, politicamente, é relevante.

Sim, Carlos Brito está na história do PCP e essa história não pode nem deve ser apagada, deve ser sublinhada, sobretudo em tempos de tentativa de apagamento dos horrores do fascismo português ou de transformação da Revolução dos Cravos num processo de loucura coletiva. Mas na história política de Carlos Brito também não pode ser apagado o percurso que ele fez depois de abandonar o PCP.

Quando Brito saiu do partido, no ano 2000, não teve um comportamento democrático.

Brito lutou pelas suas ideias dentro do PCP, teve meios e oportunidades de as divulgar e de as defender a partir de uma posição interna privilegiada, uma posição de poder. Teve, ainda, a seu favor, o contexto político de recontextualização do ideal comunista e um enorme interesse do jornalismo pela luta interna do PCP, que favorecia as posições dos chamados “renovadores”, mas que esconjurava os outros militantes com o palavrão “ortodoxos”.

Carlos Brito, com toda a legitimidade, foi à luta pela modificação do que achava estar errado, mas perdeu essa luta. Não perdeu por poucos, perdeu por muitos: a esmagadora maioria dos militantes comunistas rejeitou claramente essas ideias. Carlos Brito não foi democrático ao não se conformar com a derrota, ao não aceitar a posição da maioria. Cheguei a dizer-lhe isso e a lembrar-lhe aqueles que, tendo tomado posições semelhantes à sua, decidiram que era mais útil para a democracia portuguesa continuarem a militância no PCP.

Quando saiu, provavelmente, Brito sentiu-se magoado, desrespeitado, sobretudo quando lhe aplicaram uma sanção disciplinar. É humano e compreensível, todos temos ego, e isso não o torna melhor ou pior pessoa, mas não lhe dá mais razão política – na verdade, as ideias que Brito defendeu foram aplicadas, depois do fim do bloco soviético, em inúmeros partidos comunistas e quase todos colapsaram rapidamente. O projeto de Carlos Brito e dos renovadores teria morto quase imediatamente o PCP – 26 anos depois, isso está comprovado na vida real – e as razões da atual decadência eleitoral dos comunistas só muito lateralmente terão a ver com o debate desse tempo.

Quando vejo chusmas de insultos ao PCP por causa de um curto comunicado onde, objetivamente, só se elogia Carlos Brito, vejo sobretudo um ataque político abusivo e hipócrita. Sim, acho que o comunicado poderia ter sido mais generoso, menos racional e mais emocional, mas, caramba, foi respeitoso para com este grande português e, o que é compreensivelmente mais importante para o PCP, respeitou os outros grandes portugueses que, ao contrário de Brito, decidiram continuar a militar no partido mesmo tendo, no passado, perdido as suas batalhas politicas.