quarta-feira, 13 de maio de 2026

Grupos de ciganos rivais fazem distúrbios no tribunal de Ponte de Sôr e permitem a fuga de outro cigano criminoso

 

Tiros dentro do tribunal não travam fuga de suspeito de tentativa de homicídio

Um suspeito da autoria de uma tentativa de homicídio fugiu do Tribunal de Ponte de Sor, pouco antes de ser sujeito ao primeiro interrogatório judicial, na tarde desta quarta-feira. Os militares da GNR ainda dispararam várias vezes, mas não conseguiram travar a fuga. O foragido continua em paradeiro incerto e o tribunal foi encerrado por razões de segurança.Segundo descreve o Conselho Superior da Magistratura, o arguido tinha sido detido por um crime de tentativa de homicídio e, nesta quarta-feira, foi levado ao Tribunal de Ponte de Sor para ser interrogado pelo juiz de instrução criminal. Porém, antes do início do interrogatório, foi criada uma "manobra de diversão" que permitiu a fuga do suspeito do edifício.

 Ainda no interior do tribunal, mas também no exterior, foram efetuados vários disparos pelos militares da GNR para impedir a fuga. Contudo, e mesmo com a perseguição movida pelos guardas, o suspeito de tentativa de homicídio conseguiu escapar.

As autoridades continuam à procura do suspeito e o Tribunal de Ponte de Sor foi encerrado por questões de segurança.

Tribunais com quebras de segurança

Este não foi o primeiro incidente violento a ter lugar na Comarca de Portalegre, em que se integra o Tribunal de Ponte de Sor. "Nos últimos meses, foram registados vários episódios de distúrbios e agressões associados à presença de grupos rivais em tribunais da comarca, situações que chegaram a exigir intervenção policial", assume o Conselho Superior da Magistratura.

Essas ocorrências levaram "os órgãos de gestão da comarca" a solicitar "avaliações relativas ao reforço das condições de segurança dos edifícios judiciais, incluindo a eventual instalação de dispositivos de controlo de acessos, como pórticos detetores de metais, sistemas de videovigilância e reforço de vigilância presencial", mas nada terá sido feito.

No passado mês de abril, "a comarca de Portalegre tinha já reportado preocupações relacionadas com as condições de segurança em tribunais sem vigilância permanente". "Os factos hoje [quarta-feira] ocorridos reforçam a necessidade de assegurar condições de segurança adequadas nos tribunais, garantindo a proteção de todos os profissionais e cidadãos que utilizam os edifícios judiciais. O Conselho Superior da Magistratura continuará a acompanhar a situação no âmbito das suas competências".

https://www.jn.pt/justica/artigo/tiros-dentro-do-tribunal-nao-travam-fuga-de-suspeito-de-tentativa-de-homicidio/18083737

terça-feira, 12 de maio de 2026

O fascista nazista Ventura quer a polícia com plenos poderes para matar e espancar nas esquadras tal como se fazia no tempo do Estado Novo

 A jornalista Fernanda Câncio escreve um artigo denunciando este macaco nazista.

O Chega e o bar aberto dos fuzilamentos



É das propostas mais antigas do partido, a de conceder às polícias licença para matar: se um polícia usar a arma de fogo contra uma pessoa, deve à partida considerar-se que o fez com razão. Apresenta-a no parlamento justamente quando 24 polícias são investigados por tortura e violação. Apresenta-a por isso mesmo.

Há 51 anos, em fevereiro de 1975, foi revogado em Portugal o instituto da garantia administrativa, que impedia polícias e outros funcionários estatais de serem julgados sem autorização do governo. Como se lia no decreto-lei 74/75, que procedeu a essa revogação, era através dessa norma, consagrada no Código de Processo Penal e no Código Administrativo, que os poderes públicos do Estado Novo garantiam a impunidade dos que “praticavam o mal à sombra do regime”: para que as autoridades exercessem a ação penal contra algum desses funcionários, era necessário que o membro do governo que os tutelava desse permissão formal. Por outras palavras, os crimes desses funcionários só seriam tratados como crime se o governo quisesse.

É uma das mais claras definições de um regime criminoso: a existência de uma disposição legal que impede a investigação e punição de crimes cometidos por determinadas categorias de pessoas — as que estão ao serviço do regime ou que este protege.

Vimos a defesa de algo semelhante em janeiro de 2026, na boca do vice-presidente do Estados Unidos, J D Vance, quando este, a propósito do homicídio de Renée Good, baleada por um agente da polícia de imigração (ICE), afirmou que este goza de “absoluta imunidade” por ser “um agente federal  a fazer o seu trabalho”. A declaração de Vance, que também acusou a mulher morta de ter atacado o agente, a lei e a ordem e o povo americano, foi de imediato refutada por juristas, mas o ponto é que o governo norte-americano quis deixar claro que considera qualquer violência — inclusive mortal e contra pessoas desarmadas, como no caso de Good e no subsequente de Alex Pretti, também baleado por agentes do ICE — cometida por aquela polícia justificada com base no facto de ser violência cometida por aquela polícia.

Estas declarações de Vance são tanto mais chocantes quando a morte de Good, como a morte de Pretti (a quem o vice-presidente chamou "assassino"), foi filmada e os filmes divulgados, deixando poucas dúvidas sobre o excesso de uso da força letal. 

Também filmados terão sido, de acordo com o que tem sido noticiado, os crimes, ocorridos entre 2023 e 2025, de que são suspeitos e acusados 24 agentes (incluindo dois chefes) da PSP, e que incluem tortura e violação em duas esquadras de Lisboa. Mas o partido que mais diz preocupar-se com a insegurança e a lei e a ordem em Portugal não está a exigir que os vídeos sejam divulgados e os suspeitos castigados — pelo contrário, está a acusar o ministro da tutela de ser demasiado severo com os polícias, insurgindo-se contra aquilo que apresenta como um tratamento injusto dos mesmos. Para o Chega, os polícias, por serem polícias, deveriam merecer gratidão incondicional e um tratamento mais leniente — quiçá mesmo a garantia, como defende J D Vance e estipulava o Estado Novo, de que mesmo que cometam crimes ninguém vai investigá-los.

Não é uma novidade; tínhamos ouvido André Ventura defender que o agente da PSP que disparou duas vezes à queima-roupa sobre Odair Moniz em outubro de 2024 devia ser condecorado em vez de detido e julgado, e o líder parlamentar Pedro Pinto aventar que “se calhar se a polícia disparasse mais a matar, o país estava mais na ordem”; tínhamos lido o post do então assessor e hoje deputado Ricardo Reis, no Twitter, congratulando-se com a morte de Odair e chamando-lhe “bandido”.

Se foi morto por um polícia, Odair só pode ser um bandido; se foram torturadas e violadas por polícias, as vítimas das esquadras do Rato e do Bairro Alto só podem ter merecido, porque os polícias têm sempre razão, ou, se não tiverem razão, merecem pelo menos desculpa — é o que se retira das declarações dos dirigentes do partido sobre o assunto e do facto de André Ventura ter na semana passada, na sequência da detenção de mais de uma dezena de suspeitos daqueles crimes, convocado todos os polícias para um cerco ao parlamento a 14 de maio, dia em que serão discutidos vários diplomas do Chega relacionados com as forças da autoridade.

Um desses diplomas é uma velha promessa do partido de extrema-direita: trata-se daquilo que logo no seu primeiro programa eleitoral, em 2019, designava de “reforço da autoridade moral do corpo policial, desagravando-o da tácita suspeita de culpabilidade a priori, defendendo a “extinção da figura de ‘excesso de legítima defesa’ (…) em caso de ameaça de danos graves por parte de suspeitos insubmissos em ações formais de serviço das autoridades dos policiais e contra estas.”

Entregue na Assembleia da República a 6 de maio (dia seguinte ao da detenção de 14 agentes da PSP), o projeto de lei propõe, para “proteger os agentes das forças de segurança”, estabelecer uma presunção de legitimidade para o uso da arma de fogo por polícias. Assim, pretende o Chega, sempre que o agente, “na avaliação subjectiva que faz da situação”, tiver “uma perceção razoável de ameaça iminente de morte ou lesão grave, para si ou terceiros”, e disparar a arma contra pessoas, essa ação é considerada lícita até prova em contrário.

Era exatamente este o raciocínio subjacente à garantia administrativa em vigor no Estado Novo: blindar os polícias e outros funcionários face a acusações de excessos. No partido cujo líder proclama que o país precisa é de três salazares, não pode surpreender.

O que surpreende é que haja tanta gente a achar isto menos chocante do que propor baixar a idade da reforma. Ou que censure muito mais André Ventura por chamar “bar aberto de despedimentos” à reforma laboral do Governo que por propor um bar aberto de fuzilamentos.

Para não falar, claro, do apelo a (mais) um cerco policial ao parlamento — cerco no qual, como me disse, contristado, um agente da PSP, só poderão participar polícias que aceitam o que aconteceu nas esquadras do Rato e Bairro Alto. Polícias que querem, acrescento eu, ter a garantia de que podem cometer crimes sem castigo. Polícias que não são polícias, em suma.

A  jornalista Fernanda Câncio

https://www.dn.pt/opiniao-dn/opiniao/o-chega-e-o-bar-aberto-dos-fuzilamentos


segunda-feira, 11 de maio de 2026

As duas mortes de Carlos Brito, a segunda às mãos do PCP

 


Jornalista da burguesia ataca o PCP por causa do falecimento do Carlos Brito

 «Há várias coisas doentias no comunicado de imprensa do PCP sobre a morte do combatente antifascista e antigo braço-direito de Álvaro Cunhal, Carlos Brito. A primeira é o antetítulo:  “A pedido de vários órgãos de comunicação social.” Para que ninguém tenha dúvidas, fica a declaração solene de que, se nenhum “órgão de comunicação social” tivesse batido à porta, o PCP iria ignorar a morte de Carlos Brito. Aliás, o site do PCP ignora.  O comunicado de imprensa  foi feito para satisfazer  os “órgãos de comunicação social” pedintes de declarações. Como se isto já fosse pouco, o texto do PCP inicia a reacção  “com as divergências entre o partido e Carlos Brito.”  Aliás, a brevidade do comunicado de imprensa impõe a sua pesar. Na altura, o PCP assinalava “a contribuição de João Amaral ao longo de muitos anos para a vida e a luta do PCP e para as grandes causas democráticas e humanitárias”. É verdade que João Amaral se manteve até ao reprodução total: “Sem prejuízo das diferenças e distanciamento político, registamos em  Carlos Brito o seu percurso antifascista e a sua contribuição na Revolução de Abril, nomeadamente no plano parlamentar.” O escritor Rui Zink, na sua página de Facebook, admite que o texto possa ter sido escrito pelo “jovem” que estava de serviço:  “A pessoa que escreveu aquele comunicado azedo do PCP provavelmente nem sequer tinha idade para lutar contra a ditadura quanto mais coragem para enfrentar sem arrependimentos a prisão.” Mas o PCP nunca funcionou assim — manda o colectivo. O arquitecto Tiago Mota Saraiva, militante do PCP que se demarcou do texto, assume, também nas redes sociais, que o texto foi “certamente escrito a várias mãos e revisto por várias cabeças, produto de um consenso alargado entre o colectivo de dirigentes do PCP”. Saraiva admite que o partido não se reveja na nota e que “isso deve ser matéria de re exão interna”. Quando em Janeiro de 2003, o deputado João Amaral, crítico interno, morreu, o PCP fez uma muito decente e longa nota de m como militante do PCP, embora dois anos antes da sua morte tenha pairado sobre si a ameaça de expulsão, por ter defendido a realização de um congresso extraordinário para debater a orientação estratégica do partido — vista num editorial do Avante! como uma  “declaração de guerra” ao PCP. Não houve expulsão, o PCP saneou João Amaral das listas de deputados, mas Carlos Carvalhas  e outros dirigentes apareceram no funeral. Na hora da sua morte, nada dividia em termos políticos João Amaral de Carlos Brito ou de Edgar Correia ou de Carlos Luís Figueira. A única diferença é que João Amaral ainda era militante do PCP e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa. Carlos Brito tinha sido suspenso por 10 meses e depois tinha-se auto-suspendido. Edgar Correia e Carlos Luís Figueira foram expulsos. Quando morreu Edgar Correia, em 2005, o PCP também nada disse (pelo menos não encontrei nada ao revisitar as crónicas da época). É verdade que as purgas de antigos camaradas transformados em inimigos fazem parte da história do comunismo.  Neste apagamento que o PCP levou a cabo da história de Carlos Brito, podia até não haver nada  de novo debaixo do sol. A questão é que o PCP sempre fez questão de se a rmar publicamente como um partido “essencialmente português”,  uma característica que sempre coabitou com o internacionalismo. O PCP está na história de Portugal pelo combate sem tréguas contra a ditadura. Mas se é justo dizer que o PCP foi a única força organizada que durante mais anos, e sistematicamente, combateu o fascismo e que os seus militantes foram os mais corajosos combatentes contra a ditadura, a partir de agora será preciso pôr uma adenda. Uma nota de rodapé deste género: “Muitos desses combatentes contra a ditadura, que foram presos e torturados antes do 25 de Abril e viveram em condições sub-humanas durante o fascismo, afastaram-se mais tarde do partido e o partido deles.” Se é o PCP que começa a renegar a sua história, não se percebe como é que os “outros” não o hão-de fazer. E se há coisa que, na sua decadência visível, ainda constitui um grande activo do PCP é precisamente a sua história. Aquele comunicado sobre Carlos Brito é, na verdade, uma segunda morte do antigo braço-direito de Álvaro Cunhal. Simbolicamente, na negação da sua história, também é um sinal de morte do PCP.» (Ana Sá Lopes)



Henrique Correia foi o último director do Jornal da Madeira

 


Henrique Correia

Governo de Albuquerque compra electricidade ao grupo Sousa no Caniçal no valor de 161 milhões de euros até o ano de 2030

 Por isso pagamos na Madeira a energia mais cara do país para sustentar este monopólio parido pela Autonomia ao serviço dos oligarcas mamões do PSD, com o Luís Miguel de Sousa à cabeça.

https://pravdailheu.blogspot.com/2024/06/os-madeirenses-sao-refens-do-proprio.html

Coelho acusa EEM de “negócios ruinosos” e quer comissão de inquérito

O Partido Trabalhista Português (PTP), através do seu dirigente José Manuel Coelho, veio pedir a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira para escrutinar os contratos e investimentos realizados pela Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) nas últimas décadas.

Para o PTP, a recente polémica sobre o prolongamento do contrato de 161 milhões de euros para a compra de energia produzida a fuelóleo até 2030 ao Grupo Sousa é apenas a “ponta do iceberg” de uma gestão que tem de ser escrutinada.

José Manuel Coelho refere que a factura da luz na Região é um pesado fardo para as famílias, inflaccionada por decisões políticas e negócios que carecem de transparência.

A EEM, acusa Coelho, serve mais os interesses de grupos económicos e “amigos do regime” do que o bolso dos contribuintes madeirenses, denunciam os trabalhistas.

O PTP recorda investimentos que considera “verdadeiros buracos negros” financeiros, nomeadamente o caso da fábrica de algas do Porto Santo, um projecto que custou milhões ao erário público e que acaba agora desmantelado sem proveito para a população, servindo apenas como exemplo de má gestão de fundos públicos e da EEM.

Além disso, o partido pretende que a Comissão de Inquérito investigue as ligações e consultorias externas, lembrando os episódios que envolveram figuras mediáticas da política nacional, como é o caso de Marques Mendes e das fotovoltaicas no Caniçal e Porto Santo.

“É preciso saber quem ganhou, quanto ganhou e por que razão os madeirenses continuam a pagar uma das energias mais caras do país para sustentar estes negócios”, refere o dirigente do PTP.

https://funchalnoticias.net/2026/05/11/coelho-acusa-eem-de-negocios-ruinosos-e-quer-comissao-de-inquerito/


JPP critica contrato de compra de energia elétrica produzida a fuelóleo.

O presidente do JPP, Élvio Sousa, criticou este domingo o contrato de compra de energia elétrica celebrado entre a Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM) e a Atlantic Islands Electricity (Madeira), considerando existir uma contradição entre o discurso do Governo Regional sobre transição energética e a prática governativa.

As declarações constam de um comunicado remetido hoje às redacções, no qual o líder do maior partido da oposição acusa o Executivo regional de manter uma política energética dependente do fuelóleo, apesar das metas anunciadas para o aumento da produção de energia renovável.

Segundo Élvio Sousa, está em causa um contrato de compra de energia elétrica no valor de 161 milhões de euros, relativo à produção através de uma central a fuelóleo, alegando que o acordo prolonga até 2030 uma solução que, inicialmente, estaria prevista terminar em 2025.

“Se o Governo tem a meta de fazer subir a produção global de energia verde, por que razão contratualizou por 161 milhões a compra de eletricidade produzida a fuelóleo até 2030?”, questiona o líder do JPP no comunicado.

O dirigente partidário questiona a opção do Governo Regional, defendendo que a decisão contrasta com os objectivos anunciados na área da energia verde. No comunicado, o deputado refere ainda dados da Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), indicando que a produção anual de eletricidade de origem renovável se situa nos 36%.

Élvio Sousa sustenta também que o contrato representa um encargo significativo para as contas públicas e para consumidores e empresas, defendendo maior transparência, escrutínio público e parlamentar e uma redução progressiva da dependência de combustíveis fósseis.

O líder do JPP afirma ainda que uma alternativa governativa deverá assentar em “rigor financeiro, transparência e responsabilidade pública”, defendendo estudos de viabilidade económica e o reforço da capacidade da rede elétrica para acomodar microprodução de eletricidade.

https://www.dnoticias.pt/2026/5/10/491451-jpp-critica-contrato-de-compra-de-energia-eletrica-produzida-a-fueloleo/

República Popular da China o único país onde o comunismo deu certo

 


Deng Xioping

Breve história sobre o Apartheid na Àfrica do Sul