domingo, 17 de maio de 2026

Viva o reverendo padre José Luís Rodrigues!

 

Aguiar Branco acumula pensão e reforma 13 mil euros

 



Fascismo na polícia portuguesa. A PSP deveria ser extinta tal como se fez com o SEF

 


FASCISMO NA POLÍCIA PORTUGUESA
Todo o discurso e as alegações apresentadas por Isabel Moreira, deputada do PS que, no entanto, surgiu desta vez numa posição invulgarmente hesitante face à firmeza que habitualmente demonstra nestas matérias. Talvez tenha sentido uma quota de responsabilidade coletiva - e, em particular, do próprio PS - no crescimento deste problema. Durante anos de governação PS permitiu-se que determinadas correntes ideológicas extremistas fossem ganhando espaço e influência dentro das estruturas policiais, sem a necessária vigilância democrática.
A excessiva brandura política, sustentada muitas vezes na ideia ingénua de que “as pessoas corrigem-se” sem consequências firmes nem mecanismos de controlo rigorosos, acabou por abrir caminho à infiltração de elementos da extrema-direita na PSP, na GNR e até em setores do Ministério Público. Elementos sem verdadeira formação democrática, sem cultura institucional de defesa do Estado de direito e, em alguns casos, movidos por uma visão distorcida daquilo que deve ser a missão das forças de segurança: proteger os cidadãos e garantir a justiça de forma imparcial.
O problema torna-se particularmente grave quando setores armados do Estado começam a violar a leis, a acolher discursos autoritários, preconceituosos ou politicamente radicalizados e a exerce ações e agressões como "novos PIDES". Porque, nesse momento, deixa de estar apenas em causa o comportamento individual de alguns agentes; passa a estar em risco a própria integridade democrática das instituições.
Assim, embora concorde com o essencial do que foi dito, importa deixar este registo: muitos dos fenómenos que hoje se denunciam não nasceram do acaso. Foram também alimentados por anos de complacência política, ausência de supervisão séria e incapacidade de enfrentar o problema antes de este se tornar estrutural.

O cunhado do ministro de Estado Leitão Amaro envolvido em esquemas de corrupção milionários


Joana Amaral Dias, sempre activa na denúncias dos grandes negociatas deste país

O jornalista Pedro Tadeu enaltece o camarada Carlos Brito

 


Qual é a história política de Carlos Brito? 

 Carlos Brito foi militante do PCP durante quase 50 anos, mas deixou de o ser há mais de 25 anos. Com toda a enorme admiração que tenho pela pessoa que ele foi; com todo o respeito pela forma heróica com que ele lutou contra o fascismo (que me faz sentir pequenino); com todo o mérito que teve enquanto deputado constituinte e líder parlamentar; com toda a ótima relação pessoal, próxima, diária, amiga, que criámos entre 1992 e 1996 quando ele foi meu diretor no jornal “Avante!”; com todo o prazer que tive quando, depois disso, nos vimos algumas vezes; com tudo o que de bom há a dizer sobre este homem inteligente, sensível, talentoso e culto, não posso deixar de sublinhar isto: com ou sem razão, com ou sem motivo, Carlos Brito deixou o meu partido há muito tempo e um terço da sua vida política foi feita fora do PCP – e isso, politicamente, é relevante.

Sim, Carlos Brito está na história do PCP e essa história não pode nem deve ser apagada, deve ser sublinhada, sobretudo em tempos de tentativa de apagamento dos horrores do fascismo português ou de transformação da Revolução dos Cravos num processo de loucura coletiva. Mas na história política de Carlos Brito também não pode ser apagado o percurso que ele fez depois de abandonar o PCP.

Quando Brito saiu do partido, no ano 2000, não teve um comportamento democrático.

Brito lutou pelas suas ideias dentro do PCP, teve meios e oportunidades de as divulgar e de as defender a partir de uma posição interna privilegiada, uma posição de poder. Teve, ainda, a seu favor, o contexto político de recontextualização do ideal comunista e um enorme interesse do jornalismo pela luta interna do PCP, que favorecia as posições dos chamados “renovadores”, mas que esconjurava os outros militantes com o palavrão “ortodoxos”.

Carlos Brito, com toda a legitimidade, foi à luta pela modificação do que achava estar errado, mas perdeu essa luta. Não perdeu por poucos, perdeu por muitos: a esmagadora maioria dos militantes comunistas rejeitou claramente essas ideias. Carlos Brito não foi democrático ao não se conformar com a derrota, ao não aceitar a posição da maioria. Cheguei a dizer-lhe isso e a lembrar-lhe aqueles que, tendo tomado posições semelhantes à sua, decidiram que era mais útil para a democracia portuguesa continuarem a militância no PCP.

Quando saiu, provavelmente, Brito sentiu-se magoado, desrespeitado, sobretudo quando lhe aplicaram uma sanção disciplinar. É humano e compreensível, todos temos ego, e isso não o torna melhor ou pior pessoa, mas não lhe dá mais razão política – na verdade, as ideias que Brito defendeu foram aplicadas, depois do fim do bloco soviético, em inúmeros partidos comunistas e quase todos colapsaram rapidamente. O projeto de Carlos Brito e dos renovadores teria morto quase imediatamente o PCP – 26 anos depois, isso está comprovado na vida real – e as razões da atual decadência eleitoral dos comunistas só muito lateralmente terão a ver com o debate desse tempo.

Quando vejo chusmas de insultos ao PCP por causa de um curto comunicado onde, objetivamente, só se elogia Carlos Brito, vejo sobretudo um ataque político abusivo e hipócrita. Sim, acho que o comunicado poderia ter sido mais generoso, menos racional e mais emocional, mas, caramba, foi respeitoso para com este grande português e, o que é compreensivelmente mais importante para o PCP, respeitou os outros grandes portugueses que, ao contrário de Brito, decidiram continuar a militar no partido mesmo tendo, no passado, perdido as suas batalhas politicas. 

sábado, 16 de maio de 2026

Os juizes desembargadores fascistas da Relação de Lisboa: Rosa Maria Cardoso Saraiva, Diogo Coelho de Sousa Leitão e Ivo Nelson Caires Rosa condenaram Helena a pagar 7 mil e 500 Euros de Indemnização a um médico ruim que a operou sem necessidade


«Somos um país em  que o respeitinho reverencial pelos senhores doutores continua a ser  uma lei não escrita.»

Teixeira da Mota escreve no jornal Público:

 Sofrer, calar e pagar!

 «A Helena pensava que vivia  num país europeu, mas, infelizmente, no passado dia 19 de Março, recebeu uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa que a veio informar de que não é assim. Somos um país em que o respeitinho reverencial pelos senhores doutores continua a ser uma lei não escrita, com peso muito superior à Convenção Europeia dos Direitos Humanos. A história da Helena conta-se em não muitas palavras: tinha varizes no membro inferior esquerdo e dores no tornozelo esquerdo, e procurou um reputado cirurgião que, face aos exames efectuados, lhe comunicou que existia indicação operatória sustentada em dados clínicos e imagiológicos de instituições e profi ssionais diferentes — sendo a insuficiência da veia safena interna um dado objectivo e determinante para a indicação da cirurgia. E assim foi: Helena foi submetida a uma cirurgia às varizes, tendo assinado nesse mesmo dia, antes da operação, um documento designado de consentimento informado, de que constava, entre outras coisas, que compreendia que não havia “garantias de sucesso quanto aos objectivos visados”.  A cirurgia correu sem qualquer complicação, obtendo-se a oclusão da veia safena interna. E a história deveria acabar por aqui. Mas não acabou… Sucede que a Helena, numa consulta posterior à remoção dos pontos, comunicou que a dor no tornozelo se mantinha, e, para sua surpresa, foi informada de que a solução passaria agora por escleroterapia, mas só lhe tinham dito que não poderia apanhar sol nas duas semanas após a cirurgia. Para a Helena, a sua situação tinha-se agravado: passara a ter também dores na perna operada, na zona interior do joelho, com inchaço e um mal-estar geral permanente, sentindo-se “manifestamente pior do que antes da cirurgia”. E decidiu-se a apresentar uma reclamação junto do hospital, em que verteu toda a sua insatisfação… Dentro das diversas queixas que apresentava, afirmava, nomeadamente: “Fui operada sem qualquer necessidade, o que é grave. E este é o principal motivo por que estou a expor esta situação. Muito provavelmente, não fui a primeira paciente do dr. Abílio Lemos, nem terei sido a última a ser operada sem necessidade. Não considero ético o comportamento que Abílio Lemos teve comigo e recomendo que os actos médicos de Abílio Lemos sejam escrutinados, para evitar que outras pessoas sejam sujeitas a situações semelhantes.” Pensava Helena que podia contar livremente a sua insatisfação com os serviços que lhe tinham prestado, isto é, que podia dizer a sua opinião sobre o que se passara consigo, mas, no nosso país, os utentes não têm o direito de se queixar dos doutores, salvo, claro, se o fizerem respeitosamente, pedindo desculpas por o fazer e com todo o cuidado para não pisarem uma qualquer invisível linha vermelha, sob pena de se tornarem criminosos. Foi o que aconteceu à Helena: reclamou e passou a ser uma criminosa. O hospital enviou a reclamação para a Entidade Reguladora da Saúde, que a comunicou à Ordem dos Médicos, que a passou ao cirurgião, que se queixou criminalmente, e, numa sentença confrangedora, Helena foi condenada, pelo tribunal de 1.ª instância, como autora de um crime de difamação agravada e em 2000 euros de multa.  O médico ficaria “curado” com 7500 euros de indemnização, que o tribunal fixou. Helena recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa, mas os juízes desembargadores Rosa Maria Cardoso Saraiva, Diogo Coelho de Sousa Leitão e Ivo Nelson Caires Rosa escreveram um acórdão em que, apesar de dedicarem várias páginas a recitar o artigo 10.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, bem como a doutrina do conselheiro Henriques Gaspar sobre a autoridade interpretativa do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH), e ainda o princípio de que a liberdade de expressão vale também para o que “ofende, choca ou inquieta”, quando chegaram ao momento da decisão, fizeram tábua rasa de tudo o que tinham escrito e voltaram ao antigamente... condenando, novamente, a Helena como uma criminosa, embora diminuindo-lhe a multa para 1000 euros. A indemnização ao médico, pelo seu lado, baixou para 3500 euros. Uma tristeza: este acórdão, com o seu efeito intimidatório, despreza a jurisprudência do TEDH sobre estas matérias, ignora a fulcral distinção entre afirmações  de factos e juízos de valor, esquece que Helena não se queixara na praça pública, antes se tinha dirigido à entidade competente, e que se tratava de uma questão de interesse público. Além disso, não se pronuncia sobre a existência, ou não, de uma “necessidade social premente” da condenação de Helena, como o TEDH exige nas ingerências estatais na liberdade de expressão. Um acórdão que, inequivocamente, injustiçou Helena e diminuiu a qualidade de vida dos portugueses.»
O Juiz Desembargador madeirense Ivo Rosa também virou fascista. ajudou a elaborar o acordão que condenou a senhora. Já viram o pardalão?!


«Aqueles que no passado combateram o futuro» João Abel Manta

 



A expressão reflete o humor gráfico sarcástico e a contundente oposição que marcaram a sua carreira. O artista, falecido em maio de 2026 aos 98 anos, notabilizou-se sobretudo pela sua capacidade cirúrgica de caricaturar o regime do Estado Novo e o período conturbado do PREC (Processo Revolucionário em Curso) em Portugal.