



A doação de património imobiliário à Igreja por por testamento ou outra forma assenta, historicamente, num compromisso de fé e responsabilidade moral, em que os doadores confiam aos representantes eclesiásticos a gestão de bens com o propósito expresso de apoiar os mais desfavorecidos. A doação tem condição.
Quando estes imóveis, muitas vezes carregados de valor simbólico e familiar, são alienados para a rentabilização direta das estruturas institucionais da Diocese, gera-se uma profunda quebra de confiança. Para os herdeiros legítimos, que frequentemente aceitaram a perda do património em nome do cumprimento de uma causa nobre e caritativa da pessoa, a venda desses bens surge como uma desvirtualização da última vontade dos seus entes queridos.
A situação ganha contornos ainda mais complexos no contexto atual da Madeira, onde a pressão imobiliária e o dinamismo da construção civil transformaram o solo e as edificações em ativos de elevado valor financeiro.
A perceção pública, quais incêndios em série, é de que a instituição eclesiástica se deixa envolver pelas dinâmicas do mercado imobiliário regional e pelos interesses do tecido empresarial, até porque é promíscua com os mesmos. Gera forte indignação. Para muitos observadores e famílias afetadas, a passagem destes bens para as mãos de promotores privados é vista como uma submissão da missão social da Igreja às lógicas do lucro e da especulação urbana. A Igreja tem culpa. A Igreja não respeita. Logo perde credibilidade.
O sentimento de injustiça entre os herdeiros transforma-se em revolta contra aquilo que consideram ser uma falha de compromisso ético e legal perante os encargos do testamento. A ausência de transparência na aplicação das mais-valias obtidas nestas transações alimenta a suspeição e mina a autoridade moral da instituição na comunidade. Ao alienar o património doado sem salvaguardar de forma visível o fim social originário, a Igreja arrisca-se a afastar os seus próprios fiéis e a comprometer a legitimidade de futuras ações de benemerência na região.
Já está a acontecer. Aqui se faz, aqui se paga, haverá crise de clero, de vocações e de imobiliário.
https://www.madeiraopina.com/2026/10/as-doacoes-igreja.html
Benemérita deixou em 1982 a fortuna à Igreja madeirense, com a condição que fosse utilizada para o auxílio a doentes cancerosos. Durante 30 anos o testamenteiro quis saber se a vontade de Eugénia Bettencourt estava ser cumprida. Morreu no final do ano passado, sem resposta.
O curioso caso do testamento da D. Eugénia
A frase: (bastante caquético)
O vídeo retrata um momento da Segunda Guerra Mundial na Europa de Leste, Ucrânia: o recrutamento e os desfiles de voluntários ucranianos para a criação da 14.ª Divisão de Granadeiros da Waffen-SS "Galizien" (também conhecida como Divisão Galícia), ocorridos entre 1943 e 1944. A Ucrânia sempre foi um país nazi-fascista.
O Sousa com aquele ar de arrogante:
Há que anos sabemos que o partido socialista da Madeira é avençado pelo magnata Sousa!