sábado, 25 de julho de 2026
Artur Andrade após o 25 de Abril foi um vendedor fervoroso do jornal Bandeira vermelha do PCP(R)
Era o partido Comunista Português Reconstruido
Na Madeira o Zé povinho quer é Rally e festas . Palhaçadas e piadas para rir, o resto não interessa
A malta quer ser desinformada, se tiver piada, ainda melhor.
I
Existe uma apetência crescente e notória da população local em consumir puro entretenimento, aforismos fáceis e conteúdo mastigado, em detrimento do consumo de informação séria, escrutínio político ou jornalismo de investigação. O madeirense aborrece-se com coisas sérias e procura o lúdico. A busca pelo riso rápido, pelo meme, pela piada fácil e pelo escárnio superou quase por completo o interesse por aquilo que realmente afeta a vida do cidadão no seu dia a dia, desde a habitação aos custos de vida, passando pelas decisões ambientais e governamentais.
Esta apetência traduz-se em traços marcantes da nossa sociedade atual:
O triunfo da piada sobre o facto: se uma notícia ou publicação for falsa ou desinformadora, mas vier acompanhada de uma piada audaz ou de um tom cómico, a probabilidade de ser partilhada e celebrada aumenta exponencialmente. A verdade tornou-se secundária perante a capacidade de fazer rir.
A fuga ao mundo real: discutir orçamentos, licenciamentos, transparência de investimentos ou políticas públicas dá trabalho e exige reflexão. O entretenimento leve surge como uma anestesia social, uma bolha confortável onde o Madeirense prefere refugiar-se para não enfrentar a complexidade da realidade à sua volta.
A cultura do "Pão e Circo" (mesmo sem pão): paz, pão, povo e liberdade é cada vez mais mentira na Madeira. Aceita-se a festa, o evento, a arraial e o aparato cor-de-rosa com um entusiasmo quase hipnótico. A ilusão de abundância que os palcos e os festivais transmitem consegue, sistematicamente, abafar as carências reais do dia a dia e apagar do debate público as perguntas que deviam ser feitas aos tomadores de decisão.
Quando uma sociedade escolhe ativamente a desinformação, desde que esta venha disfarçada de humor, o escrutínio desaparece e a exigência cidadã dissipa-se. E, enquanto a plateia se diverte a olhar para os palhaços do circo, a realidade lá fora continua a ser decidida à porta fechada por quem bem entende.
A Corrupção na ilha da Madeira é um exemplo: "por vezes, o maior crime não é apenas a fraude, mas o silêncio que a protege."
Durante vinte e cinco anos, Foster construiu uma reputação impecável como investigadora de fraudes. A sua competência levou-a a assumir um dos cargos mais importantes da área: diretora das investigações de fraude da Countrywide Financial, na época a maior empresa de crédito imobiliário dos Estados Unidos. Liderava uma equipa de dezenas de investigadores e respondia diretamente aos reguladores e ao conselho de administração.
Ela acreditava que a sua missão era proteger a empresa. Não imaginava que, em pouco tempo, descobriria que o verdadeiro perigo vinha do seu próprio interior.
Em 2007, uma denúncia anónima mudou tudo. Um antigo funcionário da filial de Boston revelou que fraudes gigantescas ocorriam havia anos e que ninguém fazia absolutamente nada para impedi-las.
Foster iniciou uma investigação rigorosa. O que encontrou era muito mais grave do que qualquer suspeita.
Funcionários falsificavam assinaturas de clientes, manipulavam comprovativos de rendimento, alteravam documentos, inflacionavam salários e enganavam os sistemas informáticos para aprovar empréstimos destinados a pessoas que jamais teriam condições de pagá-los.
A razão era simples: cada empréstimo aprovado significava comissões milionárias. Enquanto os vendedores enriqueciam, milhares de famílias eram empurradas para dívidas impagáveis.
Determinada a travar o esquema, Foster encerrou seis agências em Boston e demitiu cerca de quarenta e quatro funcionários envolvidos. Pensou que estava a eliminar um foco isolado de corrupção.
Estava enganada.
À medida que a investigação avançava, o mesmo padrão surgia em Miami, Chicago, Las Vegas, Los Angeles e inúmeras outras cidades. Já não se tratava de alguns funcionários corruptos.
Era um sistema inteiro construído sobre a fraude.
Foi então que fez a descoberta mais inquietante de todas.
A empresa mantinha uma linha confidencial para denúncias internas. Na teoria, servia para proteger trabalhadores honestos. Na prática, era uma armadilha.
Quem denunciava irregularidades era identificado, perseguido, rebaixado, intimidado ou despedido. Os responsáveis pelas fraudes eram avisados antecipadamente. Os denunciantes eram silenciados. O sistema existia para proteger quem gerava mais lucro, independentemente dos crimes cometidos.
Foster reuniu uma montanha de provas e apresentou-as aos níveis mais altos da empresa.
Nesse instante, deixou de ser investigadora para tornar-se alvo.
Em vez de combater a fraude, a Countrywide iniciou uma campanha para destruir a sua reputação. Manipularam declarações, produziram acusações falsas e prepararam o caminho para afastá-la.
Naquele período, o Bank of America estava a adquirir a Countrywide. Havia demasiado em jogo. Foster sabia mais do que deveria.
Em setembro de 2008, foi despedida.
Na sua mesa colocaram um documento de confidencialidade acompanhado por uma proposta de aproximadamente 228 mil dólares.
Bastava assinar.
Receberia o dinheiro.
Desapareceria em silêncio.
Ela recusou.
Decidiu enfrentar um dos maiores bancos do planeta.
Apresentou uma denúncia formal contra o Bank of America, mesmo sabendo que, entre cerca de 1.500 denunciantes em situações semelhantes, apenas 21 tinham conseguido vencer.
As probabilidades eram esmagadoras.
Mesmo assim, avançou.
Em setembro de 2011, a decisão chegou.
O governo dos Estados Unidos concluiu que Foster havia sido despedida ilegalmente por denunciar fraudes. Determinou a sua reintegração e ordenou ao banco o pagamento de 930 mil dólares em indemnização. Um regulador afirmou que a instituição utilizara métodos ilegais para retaliar contra ela e destacou a extraordinária coragem demonstrada durante todo o processo.
Ela recusou o dinheiro oferecido para comprar o seu silêncio.
E acabou por vencer, recebendo uma indemnização quatro vezes superior.
A sua história tornou-se conhecida em todo o país após ser apresentada no programa 60 Minutes. Foi então revelado um facto impressionante: apesar de ter liderado as investigações sobre a empresa que esteve no centro da crise financeira de 2008, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos nunca a chamou para prestar depoimento. Nunca quis saber tudo o que ela descobrira.
E é aqui que esta história se torna ainda mais perturbadora.
As fraudes denunciadas por Foster contribuíram para uma das maiores crises económicas da história moderna. Milhões de famílias perderam as suas casas, as suas poupanças e o património construído durante uma vida inteira.
E os responsáveis?
Angelo Mozilo, diretor executivo da Countrywide, aceitou pagar 67,5 milhões de dólares à Comissão de Valores Mobiliários (SEC) para encerrar o processo civil.
Nunca passou um único dia na prisão.
Manteve grande parte da sua fortuna e morreu, em 2023, como um homem livre e milionário.
Os bancos pagaram multas bilionárias.
Os executivos permaneceram ricos.
E praticamente nenhum deles enfrentou consequências penais.
Eileen Foster demonstrou que a fraude existia.
Provou que ela era incentivada pelos níveis mais altos da empresa.
Mesmo assim, quase ninguém foi preso.
A mulher contratada para combater fraudes descobriu a maior fraude de todas.
Tentaram enterrá-la juntamente com a verdade.
Mas ela recusou-se a ser silenciada.
Preservou o seu nome.
Preservou a sua voz.
Transformou-se num símbolo de coragem para todos aqueles que arriscam tudo para denunciar injustiças.
Enquanto muitos dos responsáveis pela destruição da vida de milhões de pessoas continuaram livres, Eileen Foster tornou-se a prova de que a integridade pode sobreviver mesmo quando o sistema inteiro parece conspirar contra ela.
Histórias como esta lembram-nos de uma verdade incómoda: por vezes, o maior crime não é apenas a fraude, mas o silêncio que a protege.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Três cavadores de enxada que vieram para a cidade do Funchal e se tornaram jornalistas do regime dos mamadeiras
O pregadores da mentira universal
José Saramago em entrevista ao jornal "O Globo", em 2009, na época do lançamento de seu último livro, "Caim":
"No fundo, o problema não é um Deus que não existe, mas a religião que o proclama. Denuncio as religiões, todas as religiões, por nocivas à Humanidade. São palavras duras, mas há que dizê-las." "Para mim, a Bíblia é um livro. Importante, sem dúvida, mas um livro."
Em entrevista ao "El País", no ano passado: "A morte é a inventora de Deus."
"Deus, o diabo, o bom, o ruim, tudo está na nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventamos. Não percebemos que, tendo inventado Deus, imediatamente nos escravizamos a ele." "Há quem me nega o direito de falar de Deus, porque não creio. E eu digo que tenho todo o direito do mundo. Quero falar de Deus porque é um problema que afeta toda a humanidade."

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