sexta-feira, 3 de abril de 2026

Acelebração da Santa Páscoa segundo Donald Trump e Benjamin Netanyahu

 



Os PPDês não param enquanto não destruirem toda a ctividade agrícola na ilha da Madeira. O grande deputado Élvio Sousa denuncia essa grave situação

 

Agricultores de Santa Cruz "sem água para regar"
O Juntos Pelo Povo (JPP) afirma ter recebido esta quinta-feira, 2 de Abril, queixas dos agricultores de Santa Cruz, em particular das zonas altas do concelho, de que o serviço de água de regra para os seus terrenos encontra-se suspenso.

De acordo com as informações recolhidos pelo maior partido da oposição, o problema, "alegadamente, tem origem na falta de levadeiros para a gestão da água de rega". Em nota emitida, o JPP aponta que a água de regadio para os terrenos cultivados encontra-se em curso neste período do ano, "mas os regantes não terão recebido a água nas suas levadas, ao que tudo indica, porque quem tem essa responsabilidade não terá providenciado a necessária distribuição pelos canais que levam a água até aos agricultores".

Trata-se, afirma o JPP, de "uma situação imputável à ARM".

O JPP lamenta “mais uma situação que em que o maior prejudicado é o agricultor, que, sem água para regar, vê as suas culturas em perigo, depois de meses de trabalho sem horas para descansar e sem feriados”.

O partido lembra que “os agricultores já têm problemas que cheguem”, e menciona o contexto actual difícil “onde quem vive da agricultura enfrenta aumentos acentuados nos adubos e fertilizantes, no preço da água de rega e na mão-de-obra”.

https://www.dnoticias.pt/2026/4/2/487046-agricultores-de-santa-cruz-sem-agua-para-regar/

Adelino Camacho o sindicalista fascista da PSP membro activo do sindicato do CHEGA volta a dar música à gente o pardalão

 «Por que razão a malandragem, especialmente os sindicalistas, só pensa em subsídios, férias e regalias? Trabalho, esquece, faz dor nas costas e caleja as mãos.» comentário assertivo de um leitor do diário

O pardalão não fala que a polícia não faz qualquer segurança à população e apenas serve para aplicar multas às pessoas que trabalham. Pois os bandidos e drogados andam à solta pela cidade e nos bairros sociais a incomodar e a roubar os cidadãos e nada lhes acontece.

Subsídio de insularidade aprovado para polícias das regiões autónomas.

Hoje é um dia histórico. Um marco que ficará na memória dos profissionais das forças de segurança, em particular daqueles que, com resiliência e sentido de missão, servem nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Finalmente, após anos de promessas, estudos, pareceres e sucessivos adiamentos, foi aprovado o tão aguardado subsídio de insularidade para os polícias. Sim, leu bem.

A partir de agora, os profissionais em territórios insulares passam a ver reconhecidas, de forma objetiva, as especificidades do custo de vida, do afastamento geográfico e das limitações próprias de um contexto arquipelágico. A equidade territorial deixou de ser um conceito abstrato para se tornar realidade. Mas não ficamos por aqui.

O Governo aprovou também um regime efetivo de Saúde e Segurança no Trabalho para as forças de segurança: acompanhamento médico regular, apoio psicológico contínuo e prevenção do stress operacional. Um sistema estruturado, ajustado à exigência da função policial. Uma mudança silenciosa, mas necessária.

Pela primeira vez, reconhece-se que o desgaste físico e emocional dos profissionais da Polícia não é um dano colateral, mas uma realidade que exige resposta institucional. Acabaram-se os remendos. Entrámos, finalmente, no século XXI.

Aliás, os dados mais recentes reforçam esta “nova realidade”. Um estudo particular realizado a 109 polícias no comando regional identificou riscos sérios para a saúde, associados ao stress operacional, fadiga acumulada e ausência de acompanhamento adequado, algo que não surpreende ninguém.

E não surpreende porque, ao longo dos últimos anos, a ASPP tem vindo a alertar para esta realidade, defendendo um verdadeiro regime de Saúde e Segurança no Trabalho. Durante muito tempo, esses alertas foram ignorados. Hoje, parecem ter sido proféticos.

Tudo isto ganha especial significado num momento em que se assinalam 50 anos de autonomia das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, meio século que deveria já ter garantido o reconhecimento das especificidades da insularidade e a valorização de quem aqui serve o Estado.

Importa, porém, clarificar: o subsídio de insularidade e a implementação de um regime de Saúde e Segurança no Trabalho para as forças de segurança são matérias da responsabilidade da República, não dos governos regionais.

E é precisamente por isso que a ausência destas medidas se torna difícil de compreender num momento que deveria simbolizar maturidade institucional e compromisso com a equidade territorial, sobretudo quando aquilo que falta já não é diagnóstico, mas decisão. Ou melhor… entrámos mesmo? É que hoje é dia 1 de abril (dia das petas).

E convém fazer uma pausa antes de acreditar nesta súbita onda de justiça legislativa. Porque, na verdade, nada disto aconteceu. Nem subsídio de insularidade aprovado. Nem regime estruturado de Saúde e Segurança no Trabalho plenamente implementado.

Aquilo que parecia um avanço civilizacional é, afinal, mais uma miragem.

Para quem vive e trabalha na Madeira e nos Açores, a realidade continua marcada por custos de vida elevados, dificuldades logísticas e um persistente sentimento de desigualdade face ao território continental. Ainda assim, o reconhecimento dessas condições permanece adiado.

Quanto à Saúde e Segurança no Trabalho, continua a ser mais intenção do que prática. Fala-se, anuncia-se, discute-se, mas a concretização tarda em chegar com a consistência exigida.

E isto levanta uma questão inevitável: como é possível que, em pleno século XXI, ainda se discutam direitos básicos como a saúde ocupacional e o reconhecimento da insularidade?

A resposta não cabe numa crónica, mas talvez caiba numa tradição: prometer hoje, adiar amanhã e voltar a prometer depois. Neste 1 de abril, celebra-se aquilo que poderia ser, mas ainda não é. Celebra-se a ideia de justiça, ainda no domínio da ficção.

E talvez esse seja o maior paradoxo: precisamos de um dia dedicado à mentira para imaginar aquilo que deveria ser verdade todos os dias. Até lá, os profissionais continuarão a cumprir a sua missão com dedicação, mesmo quando o reconhecimento insiste em chegar tarde, ou não chegar.» (diário do padre das esmolinhas)

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Jornais ingleses denunciaram o caso do Balet Rose no tempo do Estado Novo

Ballet Rose, o caso que pintou de negro a ditadura salazarista

Em 1967 rebentou um escândalo sexual que afetou profundamente a ditadura salazarista. Uma rede de prostituição infantil incluía marqueses, condes, empresários, um ministro e até um alto membro da Igreja. Filhas de prostitutas com 9, 10, 11…anos eram entregues pelas mães em troca de dinheiro. Apesar de a rede ter começado a atuar há anos, só em 1967 o escândalo foi conhecido, graças a jornais estrangeiros, já que a comunicação social portuguesa estava sujeita à censura.

Um jornal italiano publicou a notícia com o título: «Caça à lolita no jardim do ministro.». «A caçada» é descrita com alguns pormenores. Dez crianças nuas, calçando apenas sapatos e usando uma fita colorida na cabeleira postiça, eram «largadas» no jardim do ministro. Os predadores, nus e também com uma fita colorida, perseguiam as presas até apanharem a que tinha a fita da mesma cor da usada pelo «caçador». De seguida consumava-se o ato sexual. Outro divertimento dos predadores sexuais consistia numa dança executada pelas meninas à luz cor de rosa vinda de holofotes. Daí o nome de Ballet Rose atribuído ao escândalo. Como os abusadores de crianças pagavam muito bem o desfloramento das meninas, pelo menos uma mãe vendeu várias vezes o da sua filha, usando sangue de galinha ou de coelho para simular a virgindade.
Embora o caso fosse falado pelos corredores do poder, apenas foi devidamente investigado quando a policia judiciária prendeu a modista Genoveva, tida como «desencaminhadora de menores», já que encontrou na sua casa a lista dos clientes das meninas feitas prostitutas pelas próprias mães. Salazar, ao tomar conhecimento do caso, acabou com as práticas pedófilas dos seus correligionários e mandou a PIDE seguir a investigação, embora com precaução.
A divulgação do escândalo na comunicação social estrangeira irritou profundamente o Presidente do Conselho de Ministros. O seu ministro da Justiça ao exigir a investigação total do caso, escreveu a sua própria demissão, pois o chefe do Governo, homem católico, pretendia a todo o custo defender «a moral e os bons costumes» do regime. Mário Soares, Francisco Sousa Tavares e Urbano Tavares Rodrigues, acusados de passarem a informação a jornalistas estrangeiros, foram presos, tendo permanecido atrás das grades cerca de três meses. Mário Soares, por ser «demasiado irritante» para o regime, viveu pouco tempo em liberdade, pois foi exilado para S. Tomé e Príncipe, de onde só voltou nos tempos da «primavera marcelista».
Quando o caso foi a julgamento, duas prostitutas foram condenadas, a um dos homens foi aplicada uma multa, os restantes foram absolvidos.
Mais de vinte anos após o 25 de abril, Moita Flores, autor da série televisiva Ballet Rose e de um livro sobre o mesmo tema, afirmou que houve muita pressão para que a série não fosse exibida. Só após a morte de um alto membro da Igreja portuguesa, a mesma foi autorizada, embora em horário a partir da meia noite. Interrogado se essa alta personalidade era o Cardeal Patriarca, Moita Flores não confirmou nem desmentiu, apenas esclareceu que esse indivíduo foi ator participativo e não apenas encobridor. Acrescentou que, aquando da visita do Papa Paulo VI a Portugal, sua Santidade teve uma dura conversa com o prelado português, o qual, posteriormente, foi sujeito a uma certa «clausura».-(Francisco Cantanhede)

O caso Ballet Rose envolveu a prostituição de crianças de baixa idade (8 a 12 anos
[5]), crimes encobertos por um regime político com uma moralidade católica muito forte. Havia pagamentos para "desflorar" crianças (tirar a sua virgindade) a professoras e responsáveis pelas crianças oriundas de meios pobres.

O caso começou no início dos anos 1960. Uma das raparigas de 16 anos, abusada desde os 9, decide denunciar o caso à Polícia Judiciária, acompanhada por um advogado

No dia 10 de dezembro de 1967 Portugal é abalado por notícias na imprensa britânica sobre um hediondo esquema de pedofilia, prostituição e abuso de menores envolvendo altas figuras do Estado Novo: o caso “Ballet Rose”.

A Polícia Judiciária, vigiada de perto pela PIDE, investiga uma rede de prostituição que operava desde o início dos anos 60 e sobre a qual vinham circulando rumores, envolvendo menores, nomeadamente crianças de nove e dez anos, por norma, provenientes das zonas mais pobres do país. O regime, desde o próprio Salazar ao diretor da PIDE, Silva Pais, tudo farão para abafar o caso ao mais alto nível de modo a evitar um escândalo envolvendo altas individualidades da sociedade e do regime. O ministro da Justiça Antunes Varela demitir-se-á em protesto contra o encobrimento do escândalo de corrupção de menores que Salazar silenciou, expulsando e proibindo de entrar no país advogados e jornalistas estrangeiros.

Já os portugueses Mário Soares, Francisco Sousa Tavares e Urbano Tavares Rodrigues são presos durante três meses pelo seu envolvimento na denúncia deste escândalo, saindo em liberdade em março de 1968. Mário Soares, acusado de espalhar notícias falsas sobre Portugal no estrangeiro e de ser a fonte da notícia dos periódicos internacionais, é preso em dezembro de 1967, passando o Natal em isolamento na cadeia de Caxias, seguindo-se a deportação para São Tomé.

Entre os envolvidos no escândalo sexual estão ministros do governo de Salazar, militares, grandes empresários ligados à indústria, banca e alta finança, membros da aristocracia ou da Igreja. A investigação em poucos resultados práticos se traduz e o caso acaba sem a condenação dos principais e mais notórios perpetradores, deixando incólumes as altas figuras do Estado Novo.

📷 "Sunday Telegraph e outros", dezembro de 1967

quarta-feira, 1 de abril de 2026

A jornalista Ana Leal denuncia mais um atentado judicial à liberdade de expressão por parte da juizada fascista de Portugal

 

«É um claro ataque à liberdade de imprensa», diz Ana Leal após providência cautelar que proibiu transmissão de reportagem»

A Medialivre, grupo que detém o NOW, apresentou recurso ao Tribunal da Relação de Lisboa, que levantou a proibição.

A jornalista Ana Leal denunciou o que classifica como "um claro ataque à liberdade de imprensa", após a Justiça ter proibido a transmissão de uma investigação sobre um alegado burlão em Palmela. O trabalho do Repórter Sábado, transmitido no NOW, revelava um esquema de vendas falsas de moradias que reunia inúmeras queixas.

A imobiliária Remax Portugal interpôs uma providência cautelar e o tribunal, sem ouvir o NOW, ordenou a retirada de todos os conteúdos das plataformas digitais, sob pena de multa diária de mil euros.

Ana Leal critica a decisão unilateral, tomada sem direito ao contraditório, considerando-a uma forma de censura prévia que viola a liberdade de informação sobre assunto de interesse público.

A Medialivre, grupo que detém o NOW, apresentou recurso ao Tribunal da Relação de Lisboa, que levantou a proibição.

«Iremos lutar em sede própria até às últimas consequências e nada nem ninguém nos fará parar esta ou qualquer outra investigação. Não temos medo, não cedemos a pressões ou tentativas de silenciamento, venham elas de onde vierem. Voltaria a fazer tudo da mesma forma, com orgulho de quem não verga a nenhum tipo de pressão. Este é o ADN do Repórter Sábado e dos jornalistas que todos os fins de semana levam até si investigações que incomodam poderes instalados e pessoas que se julgam intocáveis», disse a jornalista.

https://www.nowcanal.pt/ultimas/detalhe/e-um-claro-ataque-a-liberdade-de-imprensa-diz-ana-leal-apos-providencia-cautelar-que-proibiu-transmissao-de-reportagem