quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Aqui temos novamente o amigo Pedro Calado do Bentley directamente para o calabouço

O "padre" Ricardo também deveria ter ido dentro
Familinha da direita oportunista na Calheta


ELE VIVEU NA UNIÃO SOVIÉTICA ӏ Entrevista com meu tio

 

"Neste vídeo, conversei com meu tio Eugêniy, que viveu grande parte da sua vida na União Soviética e se considera até hoje um comunista soviético.
Falamos sobre infância dele, educação, Exército, trabalho, moradia, vida cotidiana e valores da sociedade soviética. Também conversamos sobre Stalin, Lenin, a Perestroika, o fim da URSS, a Rússia atual e até sobre o Brasil e Pelé.
Esta é uma conversa baseada nas memórias e opiniões pessoais de quem viveu aquela época.
Se você gosta de história, Rússia e União Soviética, espero que goste da entrevista!"

Os camaradas do PCP cantam a Internacional na Festa do Avante de 2026.

Só faltava esta: Edgar Silva convida o grande advogado do regime para a apresentação do seu novo livro

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

JPP chama o alto funcionário do Grupo Sousa para debater a situação do Ferrie

 Os verdinhos do JPP convidam o representante do monopólio Sousa para os ensinar  como deve ser a ligação ferrie de Lisboa para a Madeira. Vão se aconselhar com o monoplista como devem ser feitas as coisas. Ultrapassam o Albuquerque pela direita! 

  É a mesma coisa que chamar o representante do Belmiro de Azevedo dos supermercados CONTINENTE e o representante do Alexandre Soares dos Santos da cadeia PINGO DOCE para se aconselharem  acerca da vinda dos supermercados do LIDL para a Madeira.

 Estes verdinhos são de facto uma mão cheia de nada! 

 Não têm uma linha de luta consequente que inspire confiança nos democratas da Madeira.

sábado, 5 de setembro de 2026

Liberdade para Osman Kavala (escreve o consagrado ativista dos direitos humanos Francisco Teixeira da Mota)


Liberdade para Osman Kavala 

Há já quase sete anos que a Turquia desobedece a sucessivas decisões  do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) para libertar Osman Kavala.  O tribunal de Estrasburgo disse-o uma primeira vez em 2019, voltou a dizê-lo  em 2022 e acaba agora de o dizer,  em 25 de Agosto de 2026, numa linguagem particularmente contundente. Osman Kavala é um homem de negócios e defensor dos direitos humanos na Turquia que contribuiu para a criação de numerosas organizações não-governamentais e iniciativas da sociedade civil activas nos domínios dos direitos humanos, da cultura, dos estudos sociais, da reconciliação histórica e da protecção do ambiente. Kavala encontra-se privado da liberdade, de forma ininterrupta, desde 18 de Outubro de 2017, acusado de ter participado na tentativa de derrubar o Governo através dos protestos do Parque Gezi. Foi absolvido em 2020, mas imediatamente detido sem chegar a sair da prisão, desta vez por espionagem militar ou política, e nalmente condenado, em 2022,  a prisão perpétua agravada. Para quem conhece os métodos do nosso regime antes do 25 de Abril de 1974, o comportamento das autoridades turcas não é original ou surpreendente: os tribunais turcos cumprem a função de punir e silenciar Kavala pela sua intervenção pública e enquanto defensor dos direitos humanos. Para isso, transformaram actividades suas próprias da sociedade civil, tais como contactos, reuniões, nanciamento de iniciativas e a participação em protestos, em provas de participação num crime contra o Estado sem demonstrar minimamente que Kavala tivesse praticado, ordenado ou incitado a quaisquer actos de violência.  A Turquia, ao utilizar a privação de liberdade para ns políticos, violou e continua a violar o direito de Kavala à liberdade e à segurança consagrados na Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Em 2019, o TEDH ordenou a sua libertação e a Turquia não o libertou. Em 2022, depois de o Conselho da Europa desencadear o raríssimo processo  de infracção, a Grande Câmara do TEDH declarou formalmente que a Turquia não cumprira o primeiro acórdão, mas Kavala continuou preso. Desta vez, com o julgamento do mês passado, que determina a libertação  de Osman Kavala o mais cedo possível (“release at the earliest possible date”),  a situação radicalizou-se: a Turquia já não está apenas a violar os direitos de Osman Kavala, está a desa ar abertamente a autoridade do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e o compromisso que assumiu ao pertencer ao Conselho da Europa. O TEDH considera uma agrante denegação de justiça (“flagrant denial of justice”) todo o processo judicial e o julgamento que terminou com a condenação de Kavala à pena de prisão perpétua agravada. Segundo o TEDH, esta condenação deve ser tratada como nula e sem qualquer efeito (“null and void”), devendo a Turquia eliminar todas as suas consequências legais e factuais. A linguagem não é branda, sendo mesmo ousada, mas o TEDH sublinhou que o caso Kavala “constitui uma ilustração particularmente reveladora de um problema que, pela sua natureza, é sistémico e se insere num contexto mais amplo, caracterizado pela instauração de processos e pela detenção de defensores dos direitos humanos, opositores políticos e jornalistas com fundamento em infracções penais cujo âmbito é, em muitos casos, interpretado de forma extensiva, ou mesmo arti cialmente alargado”. Para o TEDH, é por demais evidente a existência no sistema judicial turco de “de ciências estruturais que afectam as garantias de independência e imparcialidade do poder judicial e que são susceptíveis de favorecer o exercício de uma in uência, directa ou indirecta, do poder executivo sobre determinadas decisões judiciais, em particular em processos que revestem uma dimensão política sensível”. A Turquia é membro do Conselho da Europa e aceitou a jurisdição obrigatória do TEDH. Depois de todas estas decisões do TEDH, não parece possível apresentar a permanência de Kavala na prisão como uma divergência jurídica na interpretação da Convenção. A questão será a de saber se um Estado pode continuar a pertencer a um sistema internacional de protecção dos direitos humanos enquanto se recusa ostensivamente a cumprir as decisões do tribunal desse sistema. Será que o Governo turco conseguirá descobrir uma solução que, salvando a face, permitirá a libertação de Kavala e o respeito pelos compromissos internacionais assumidos ou, como parece mais provável, vai manter-se fora da lei?


Problemas de substituição de deputados Municipais. JPP elegeu dois elementos na Assembleia Municipal da Calheta que desistiram

 


 Pudera! O cargo não dava dinheiro ao fim do mês. 
 Se fossem deputados à Assembleia Regional da Madeira eles não desistiriam porque o cargo era bem remunerado: Dava quase 4 mil euros por mês. Nos partidos da Madeira há pessoas que se candidatam não por amor à causa pública, mas sim para ganhar dinheiro ao fim do mês com pouco trabalho, Quando isso não acontece abandonam os cargos para os quais foram eleitos. Ser deputado municipal dá 68,42€ por reunião e como são eleitos nas listas de um partido que não é poder na Região e não lhes pode arranjar tachos na função pública desistem pois claro. 
 O grande problema dos novos partidos é precisamente esse; a falta de quadros fiéis com amor à causa pública e à participação democrática no poder local o que muito falta ao partido JPP. Quando já não houver mais candidatos na lista do JPP para substituir os que desistem então a Assembleia municipal da Calheta poderá funcionar com menos dois elementos. Ficarão lá só os PPDês que têm tachos na função pública!