UMA VAQUINHA SEQUIOSA E ATREVIDA JÁ VIRAM?

UMA VAQUINHA SEQUIOSA E ATREVIDA JÁ VIRAM?

Olho no burro e olho no cigano!
Dez dos 12 arguidos vão cumprir pena efetiva enquanto os outros dois cumprirão pena suspensa.
O coletivo de juízes do tribunal de Guimarães considerou provado que todos os arguidos participaram nas agressões e que se tratou de uma ação planeada. "Todos os arguidos, sem margem para dúvidas, participaram nas agressões", afirmou o presidente do coletivo de juízes.
Ficou ainda provado que o grupo de indivíduos acordou previamente ir às urgências do hospital para que a filha de um dos arguidos fosse atendida imediatamente sem ter de passar pela triagem. Assim, o grupo irrompeu pelo serviço exigindo cuidados imediatos para a jovem.
Um primeiro grupo de homens, liderado por Joaquim, pai da jovem, chegou ao serviço a pedir uma maca em tom intimidatório, seguido por outros quatro arguidos, deu murros na porta do serviço de urgência e forçou a entrada retirando uma maca.
Já no interior da urgência, o tribunal considerou provado que esse primeiro grupo começou a agredir o enfermeiro que lhe pediu calma, com socos e pontapés e também com barras de ferro arrancadas das macas. Entretanto, entraram os restantes arguidos e também agrediram o enfermeiro, apontou o coletivo de juízes. "Quiseram invadir deliberadamente", apontou o presidente do coletivo de juízes.
Ficou igualmente provado que uma enfermeira tentou cessar as agressões ao colega mas não teve sucesso. Acabou igualmente agredida "por homens e mulheres" com socos, pontapés e puxões de cabelo. Também lhe bateram, refere o tribunal, com barras de ferro. "Foi uma ação planeada por todos os arguidos", referiu o juiz.
Acrescentou que as consequências destes crimes foram "gravíssimas", nomeadamente quanto aos ferimentos causados nos ofendidos, e notou que estes acontecimentos exigem prevenção especial. A este respeito, o presidente do coletivo de juízes notou que no ano passado foram registados 3429 episódios de violência contra profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde.
Os arguidos foram condenados por ofensas à integridade física qualificada, coação e ameaças e introdução em local vedado ao público. Contudo, cinco dos 12 arguidos, com idades entre os 19 e os 30 anos, viram a pena reduzida em um ano e viram cair o crime de introdução em local vedado ao público devido à lei da amnistia, instituída no âmbito da visita do Papa a Portugal.
Além da pena de prisão a que foram condenados, os arguidos terão ainda de pagar solidariamente 20 mil euros à enfermeira agredida.
O pai da rapariga que supostamente precisava de ser assistida foi quem teve a pena mais grave, oito anos de prisão. Já tem antecedentes criminais e não está reinserido profissionalmente. Quatro arguidos foram condenados seis anos e três meses e cinco anos e seis meses foi a pena aplicada a outros quatro. Um dos arguidos foi condenado a cinco anos e três meses, e dois arguidos ficaram com penas suspensas de três anos e 10 meses.
Francisco Paiva, advogado de dez arguidos, aponta que deverá recorrer. Diz que vai analisar o acórdão, mas considera que é uma decisão 'injusta" e "desfasada da realidade" dos factos que foram provados.
A Polícia Judiciária (PJ) do Porto desencadeou uma operação sem precedentes no âmbito do crime económico que atinge a empresa municipal Águas de Gaia. Eunice Fonseca, diretora da empresa está entre os 13 detidos, assim como outros funcionários e altos quadros da empresa municipal Águas de Gaia. Os suspeitos foram responsáveis pela celebração de contratação pública com as sociedades suspeitas, desde o ano de 2024.
"Os factos indiciados revelam que os intervenientes estabeleceram, ao longo do tempo, um quadro relacional estável, funcionalmente orientado para a manipulação do processo decisório administrativo, no qual a contratação pública foi instrumentalizada como meio de obtenção de vantagens patrimoniais e não patrimoniais ilegítimas, com existência de práticas reiteradas e coordenadas destinadas a condicionar decisões, moldar procedimentos, antecipar resultados e neutralizar mecanismos de controlo, através da utilização de canais informais de comunicação, da exploração de relações funcionais e pessoais e da criação de expectativas de benefício futuro", pode ler-se no comunicado da PJ.
Foram cumpridos cerca de 30 mandados de busca e os detidos são suspeitos de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, abuso de poder e branqueamento, num valor global de 8 milhões de euros.
Para além de elementos probatórios, foram apreendidas viaturas de alta cilindrada, saldos bancários, instrumentos financeiros, três armas de fogo e dezenas de milhares de euros em dinheiro. (CM)
PJ em megaoperação por fraude milionária na empresa Águas de Gaia. Previstas 15 detenções
Está em causa a gestão autárquica de Eduardo Vitor Rodrigues (PS) e também de Luís Filipe Menezes (PSD). A PJ encontra-se a realizar ainda buscas domiciliárias e a empresas.
A investigação da Polícia Judiciária do Porto decorre há 17 meses. Nasceu de uma denúncia que dava conta de jantares anuais entre a diretora das águas residuais e funcionários onde eram entregues envelopes com dinheiro. O objetivo inicial desta megaoperação passa por apreender toda a documentação necessária para sustentar a investigação que vai ser levada a juiz.
O antigo presidente da empresa, Miguel Lemos Rodrigues, já tinha sido acusado de corrupção em setembro do ano passado e suspenso de funções.
As medidas de coação podem ser conhecidas já na quinta-feira.
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O Concurso "deserto" é estratégico. O Governo Regional lançou inicialmente um concurso com um preço-base de 205 milhões de euros. Ninguém concorreu, ou melhor, os suspeitos do costume deixaram o concurso ficar "deserto". Temos mesmo má imagem nestas coisas. Esta é uma tática antiga, ao não concorrerem, forçam o Governo a admitir que o preço está "baixo" e a reabrir o processo com os cofres mais abertos.
Depois chega a inflação por Ajuste/Convite. Agora, para a terceira fase, os construtores exigem 370 milhões de euros, um aumento brutal de 165 milhões de euros (mais de 80% de derrapagem antes sequer de a obra avançar!). Como o mercado é controlado por um duopólio ou consórcios fechados ("os mesmos dois de sempre"), eles dão-se ao luxo de ditar as regras. Claro que o Governo cede porque algum lucro deve haver...
Miguel Albuquerque já veio a público admitir a revisão do concurso e preparar um novo figurino público onde terá de "abrir os cordões à bolsa". O argumento político será o do costume, "o hospital é prioritário, não podemos deixar a obra a meio, temos de ceder às exigências do mercado". Tudo calculado, premeditado, justificado e emocional. Quem não conhecesse esta manipulação das massas e o silêncio do que também se banqueteiam com o esquema e o regime.
Como já aconteceu, estas empresas funcionam muitas vezes como meras intermediárias de luxo, são a verdadeira central de compras do Governo Regional. Não têm a mão de obra, subcontratam tudo a pequenas empresas locais por tuta-e-meia, não têm os materiais e põem margens de lucro pornográficas sobre equipamentos sofisticados e tecnologia médica que apenas importam e revendem ao Governo com um selo majorado. É sem dúvida o modelo das imobiliárias, os parasitas sem stock que passam o dia a importunar para vender.
Em qualquer parte do mundo, os concursos públicos servem para baixar os preços através da concorrência. Na Madeira, o modelo é o "Leilão Invertido", quem pede mais alto e faz mais fita, ganha. O hospital passou de uma promessa de "fazer mais com menos" para um sorvedouro onde os construtores fazem "menos por muito mais".
A própria paginação do jornal é uma ironia deliciosa. Enquanto na página 10 se discute dar mais 165 milhões aos construtores, a página 11 titula "Madeira com mais recursos e menos resultados — Resultados do Registo Oncológico deixam Região no fim da lista".
O betão da Madeira é o mais caro do país, mas a saúde dos madeirenses continua na cauda da lista. Estamos a pagar palácios de cimento aos consórcios enquanto faltam médicos, especialidades e triagens dignas. O lucro vai para a terceira fase da obra, a saúde dos doentes continua na fase zero.
Esta é a jogada repetida de inflacionar para chegar a todos pondo o Governo Central a desembolsar mais, no fundo pagar toda a obra, para que fique disponível mais dinheiro para mais obras. Eles não estão preocupados com o social mas com as suas algibeiras.
https://www.madeiraopina.com/2026/05/a-tatica-do-concurso-deserto.htmlMoral da breve história: Na Madeira a magistratura é contituida na sua maior parte por mulheres juízas. Elas como gozam de imunidade protegem os ladrões do regime. A maior parte dessas magistrados são namoradas ou amantizadas com grandes figurões do regime Albuquerquista daí a impunidade de que eles gozam.
O PTP classifica como "um insulto à inteligência dos madeirenses" as promessas do secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, que apontam para a criação de 780 empregos e 10 milhões de euros de riqueza com o Campo de Golfe do Faial.
"Querem ver que José Manuel Rodrigues descobriu a cura para a pobreza e para o desemprego com campos de golfe?", ironiza Raquel Coelho, através de comunicado. A dirigente partidária afirma mesmo que o governante "trocou a pasta da Economia pelas previsões astrológicas": "Num estilo digno da Taróloga Maya e das suas cartas de Tarot, o Governo Regional tenta atirar previsões descabidas para os olhos dos cidadãos, vendendo ilusões em em vez de apresentar políticas sérias para a costa norte".
O PTP lamenta que o executivo "continue focado na propaganda e em mega-projectos sem utilidade, em vez de investir em naquilo que importa na Costa Norte, agora cada vez mais ameaçada pela pressão imobiliária".
Daniela Klette, de 67 anos, é ex-membro do grupo Baader-Meinhof, um grupo radical anticapitalista que realizou assassinatos, atentados bombistas e raptos, sobretudo nas décadas de 1970 e 1980.
Enquanto estava em fuga, Klette escolhia os seus alvos, conduzia os veículos de fuga e, em alguns assaltos, utilizava uma bazuca falsa com um aspeto realista, enquanto os cúmplices estavam armados com espingardas de assalto, segundo o tribunal.
Klette foi detida no seu apartamento em Berlim, em fevereiro de 2024, depois de mais de 30 anos a fugir à justiça. A Polícia encontrou uma espingarda de assalto Kalashnikov, perucas e documentos de identidade falsos, bem como ouro e grandes quantias em dinheiro no seu apartamento.
Foi considerada culpada na quarta-feira por participar em assaltos com dois membros de um gangue para financiar as vidas em fuga depois de o grupo, também conhecido como Fração do Exército Vermelho (RAF), se ter dissolvido em 1998.
Klette foi considerada culpada de seis acusações de "roubo particularmente grave" cometidos entre 1999 e 2016, além de outras acusações, incluindo extorsão e posse ilegal de armas. Os advogados de defesa disseram que recorreram imediatamente da sentença.

Os ladrões levaram um total de 2,4 milhões de euros, roubados de supermercados e veículos de transporte de valores, segundo a acusação. O tribunal observou "o elevado nível de intenção criminosa" e o facto de os crimes "terem sido planeados ao mais ínfimo pormenor e executados meticulosamente", afirmou o porta-voz do tribunal, Ahmad Mohamad. A acusação também acusa Klette de três ataques com motivações políticas na década de 1990, quando o gangue ainda estava ativo. Estas acusações estão a ser tratadas em processos separados.
O grupo Baader-Meinhof - assim designado em homenagem a dois dos primeiros líderes, Andreas Baader e Ulrike Meinhof - surgiu da ala radical do movimento estudantil de protesto das décadas de 1960 e 70. O grupo pegou em armas contra o que consideravam o imperialismo americano e um Estado alemão "fascista" ainda repleto de ex-nazis
Acredita-se que a RAF foi responsável por 34 mortes, incluindo polícias, juízes, soldados americanos e um antigo oficial das SS nazis que mais tarde se tornou um importante industrial.
Vários apoiantes estiveram presentes no tribunal na quarta-feira, aplaudindo Klette e gritando "Libertem a Daniela!". Pelo menos uma mulher foi retirada do local pelos agentes de segurança.

Em processos separados, os procuradores acusam Klette de envolvimento num plano da RAF para fazer explodir os escritórios do Deutsche Bank em 1990. É ainda acusada de ter metralhado a embaixada dos EUA em Bona, em 1991, e de ter feito parte de uma equipa que bombardeou a prisão de Weiterstadt, perto de Frankfurt, em 1993.
Klette fazia parte de um trio - com os também membros do gangue Burkhard Garweg e Ernst-Volker Staub - que integravam a "terceira geração" da RAF nas décadas de 1980 e 1990. A Polícia ainda procura Garweg e Staub, que, se ainda vivos, teriam hoje 57 e 72 anos, respetivamente. "Realizavam os seus roubos com divisão de trabalho e de forma altamente conspirativa", referiu o juiz Lars Engelke, que presidiu ao caso.
Os três viviam escondidos desde pelo menos 1999, alugavam carros de fuga com identidades falsas e falavam dos assaltos à mão armada como "o seu trabalho" e fonte de rendimento, continuou o juiz. Quando a Polícia a foi prender, Klette conseguiu enviar uma mensagem a Garweg, permitindo-lhe escapar do esconderijo em Berlim. Durante o julgamento, costumava entrar no tribunal radiante e acenando aos apoiantes, que a recebiam com aplausos. Ao dirigir-se ao tribunal, no ano passado, Klette prometeu, com firmeza, continuar a luta contra o "capitalismo e o patriarcado".