domingo, 20 de setembro de 2026

Recordando o exemplo do grande jornalista madeirense Vicente Jorge Silva

 

Vicente Jorge Silva, o madeirense que atingiu uma posição cimeira no jornalismo português, classificou os «Padres do Pombal» como “um exemplo de resistência”. Foto © Alfredo Cunha, cedida pelo autor.

 Carlos Fino, ex-deputado e dirigente do Partido Socialista da Madeira e professor da Universidade da Madeira, conheceu o dr. Cruz na segunda metade da década de sessenta, quando frequentava o Centro Académico do Funchal. Na altura, estudava no Colégio dos Salesianos, dirigido por sacerdotes, tendo-nos dito que “percebeu, em conversas informais, que se tratava de um sacerdote diferente daqueles que conhecia e com os quais lidava no referido colégio. Tinha uma abertura de espírito, uma forma de ser e de estar que contrastava com o pendor tradicional, autoritário que caracterizava os padres que até então conhecera”. Destacou-nos a importância que esse relacionamento teve “no despertar da sua consciência cívica e na valorização de valores de ética com que procurava nortear a sua vida”. Ao ponto de ter sentido uma espécie de “fascínio” que o levou, quando decidiu casar-se, a não aceitar “sê-lo por outra pessoa que não ele”. E na companhia da sua futura mulher, Isabel Correia, diligencia para que o seu casamento seja celebrado, na paróquia de Fátima, no Funchal, pelo dr. Cruz, procedendo, em conjunto, à escolha dos textos litúrgicos que integraram a cerimónia.Vicente Jorge Silva, o madeirense que atingiu uma posição cimeira no jornalismo português, num curto depoimento que nos facultou, classificou os «Padres do Pombal» como “um exemplo de resistência”, escrevendo: “A velha cumplicidade da hierarquia da Igreja com o regime salazarista – que nem os ventos do Concílio Vaticano II tinham feito vacilar nas suas profundezas – era vivida talvez de modo ainda mais sufocante na atmosfera insular. Daí o significado precioso da resistência de padres madeirenses como Cruz, Rufino, Martins Júnior e outros, rejeitando a subserviência, a submissão – e a negação dos valores essenciais do cristianismo”, tendo feito questão de acrescentar: “Embora eu já na altura fosse agnóstico, isso não me impediu – antes pelo contrário – de admirar esse exemplo”.

  Por sua vez, o Padre Martins júnior referiu-se ao dr. Cruz como “discreto, de poucas palavras, sem grandes dotes oratórios, mas a que todos reconheciam capacidade de liderança”. Uma leitura partilhada pelo dr. Francisco Sidónio Figueira que fez questão de nos dizer que “o líder era, de facto, o dr. Cruz”, a quem atribui o principal mérito pelo trabalho realizado pelos denominados «Padres do Pombal», uma comunidade de que também fez parte.

O então padre João da Cruz Nunes, numa foto reproduzida do "Jornal da Madeira" de 1 de Janeiro de 1965.

JOÃO DA CRUZ NUNES (1935-2025)

Morreu um dos “padres do Pombal”, atacado no Funchal com duas bombas

 | 04/11/2025

João da Cruz Nunes, um dos então “padres do Pombal” atacados com uma bomba que explodiu na sua casa no Funchal, morreu na madrugada desta segunda-feira, 3 de Novembro, em Oeiras, onde vivia há mais de 50 anos. A notícia foi inicialmente dada por António Henrique Sampaio no Funchal Notícias. As cerimónias fúnebres decorrem na próxima sexta-feira, 7 de Novembro, na Paróquia de São Julião da Barra (Avenida Dom João I, em Oeiras), com o velório a partir das 10h e missa às 15h, a que se seguirá o funeral.

Nascido em Jardim do Mar, em 24 de Novembro de 1935, João da Cruz Nunes foi um dos responsáveis, com Arnaldo Rufino da Silva e José Manuel Paquete de Oliveira, pelo programa O Homem e a Vida, transmitido em 1967 pela Estação Rádio da Madeira. Por ali passavam, recorda a fonte citada, “temas da actualidade enquadrados numa linha de pensamento e orientação conciliares”. Uma orientação que, em 22 de Abril de 1969, levaria João da Cruz Nunes e outros madeirenses a subscrever a Carta a um Governador, documento em que 39 personalidades madeirenses reclamavam que a Madeira fosse tratada de forma mais justa pelo poder central.

João da Cruz Nunes foi ordenado padre na Sé do Funchal, em 15 de Agosto de 1959, pelo então bispo da diocese, David de Sousa. Depois disso, licenciou-se em Românicas, em 1966, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a apresentação de um estudo sobre Os Falares da Calheta, Arco da Calheta, Paul do Mar e Jardim do Mar. Quem o conhecia refere uma pessoa brilhante, belíssimo aluno, muito discreto e até reservado. Entusiasmado com o Concílio Vaticano II, esteve na vanguarda da renovação da Igreja e da relação com o mundo, especialmente o mundo do trabalho.

  Foi precisamente o universo do mundo do trabalho que o absorveu no regresso à ilha, quando Cruz Nunes ficou como assistente diocesano dos movimentos operários da Acção Católica (Juventude Operária e Liga Operária Católica, nessa altura ainda divididas em movimentos masculinos e femininos). Foi também um dos principais responsáveis pela criação e dinamização do Centro de Cultura Operária, do Funchal. E seria depois o principal impulsionador do denominado Grupo dos Padres do Pombal, que viviam em comunidade e incluía ainda os padres Rufino da Silva e Lino Cabral, aos quais mais tarde se juntou Sidónio Figueira.

  Já depois de 25 de Abril de 1974, a casa do Pombal – assim chamada por se situar na rua com o mesmo nome, no Funchal – foi atacada e destruída com uma bomba-relógio, em 11 de Novembro de 1974. Por um golpe de sorte, os padres tinham, nessa manhã, saído mais cedo de casa e por isso não houve vítimas. Também o pequeno automóvel do padre Cruz Nunes foi destruído em 14 de Janeiro de 1976. Ambos os atentados foram atribuídos à Flama (a autodenominada Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira), que protagonizou vários crimes contra pessoas e partidos da esquerda política.

  Desde a ordenação do novo bispo do Funchal, Francisco Santana, em 21 de Abril de 1974 – apenas quatro dias antes da Revolução que pôs fim à ditadura do Estado Novo –, o doutor Cruz, como era conhecido, sentia-se desprotegido por parte da hierarquia, como recorda Henrique Sampaio na notícia referida. Ainda mais porque era também atacado publicamente no Jornal da Madeira (propriedade da diocese e dirigido nessa época por Alberto João Jardim), que o referia como “uma espécie de centro de comando da revolução”.

  Esses factos levaram João da Cruz Nunes a decidir abandonar o ministério de padre. Ainda nesse ano, já em Lisboa, formalizou a saída, abraçando ao mesmo tempo a profissão de professor no então Liceu de Oeiras.

Ser rato de sacristia na ilha da Madeira são votos garantidos. Os fundadores do partido JPP perceberam isso desde o início

 




A eloquência revolucionária de Salvador Allende no Chile

Grande camarada Lula! Tudo verdade aquilo que ele diz|

 

O partido fascista CHEGA fala em epidemia de corrupção na Madeira... mas é só fumaça !

 Mas atenção: Não identifica os casos. Não se atreve a falar por exemplo no grupo monopolista do Sousa dos portos que já domina toda a economia do arquipélago controla o governo e três partidos Regionais assim como os tribunais  a imprensa a Televisão e tudo o que mexe na Região Autónoma da Madeira. 

 O seu deputado na Assembleia da República Francisco Gomes prometeu denunciar a existência de uma casa que está a ser construída no Porto Santo pelo presidente da RIM para a oferecer a Miguel Albuquerque. Já há dois meses que diz que já gravou o vídeo com a denúncia e até o dia de hoje nada foi publicado.
 Nada veio à luz do dia! 
 Dizer que há corrupção e identificar os casos  onde eles existem, é mais complicado e dá chatisses nos tribunais afectos ao regime.
 Por isso ventura e seus sequazes optam por falar em generalidades sem concretizar e apontar os casos específicos. É o que o povo classifica de falar de cor!

"Há na Madeira uma epidemia de corrupção"

Ventura promete combate à corrupção em Câmara de Lobos

"Há na Madeira uma epidemia de corrupção". A afirmação foi feita esta noite por André Ventura, na rentrée do CHEGA-Madeira, na Praia do Vigário, em Câmara de Lobos, onde o líder nacional do partido colocou o combate à corrupção no centro da sua intervenção.

Ventura defendeu que é necessário enfrentar o problema "mesmo que a mensagem seja incómoda", acusando responsáveis políticos de utilizarem recursos públicos em benefício de círculos de proximidade. Para o líder do CHEGA, o dinheiro público deve chegar às pessoas e ser aplicado na melhoria da habitação, da saúde e das condições de vida.

https://www.dnoticias.pt/2026/9/19/506035-ha-na-madeira-uma-epidemia-de-corrupcao/

sábado, 19 de setembro de 2026

Grande foto do grande poeta madeirense Emanuel Bento

 Bento já foi um grande jornalista quando passou pelo jornal "O Garajau"


 Fernão Freitas ex-deputado do PS/Madeira

«Quase se pode dizer que o dilema vivido pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, Fernão Freitas, é semelhante ao contado 
na obra de Franz Kafka. "Die Verwandlung", em que "ama manti, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Sarnsa deu por si transformado num gigantesco insecto", iniciando assim o seu assustador pesadelo existencial.
 No universo kafkiano, que marcou profundamente o século XX, as personagens andam sempre perdidamente sós sem saberem bem quem são nem para onde vão e sequer por que vão. Estão em desacerto com o mundo e consigo próprias. E é isso que se denota no "independente" socialista. É um homem que vestiu a camisola cor-de-rosa por engano, isto por anteriormente lhe terem tirado a "laranja" mas tal e qual as reminiscências platónicas não se consegue esquecer de que já não é chefe de gabinete de secretários regionais do PSD-M.
 O seu discurso é em tudo mais papista do que o dos social-democratas e faz lembrar a velha anedota dos idos de Leste em que era tudo tão cinzento e repetitivo, que os operários se enganavam nas casas onde habitavam e nem davam por nada.
  E bem ao contrário do que diz Fernão Freitas, o mal do PS-M não é falta de cultura autonómica. O preocupante problema socialista é só um:
 O de estar desde há muito infiltrado e de não haver nunca a coragem de fazer uma limpeza a sério em tudo o que é excrescência, pois nada como poucos e bons, valendo sempre a pena, desde que "a alma não seja pequena", recordar o que disse Henry V ao Conde de Westmoreland no Dia de São Crispim antes da batalha de Angicourt, quando dez mil ingleses iam combater 60 mil franceses: aquele que não for com o coração à luta poderá retirar-se
 O coração do vice-presidente da Assembleia Legislativa nunca foi socialista, só assim se percebe como depois de ter sido reeleito para o cargo, que era o que lhe interessava, ter vindo para o jornal de Jaime Ramos, defender para o PS-M um modelo de actuação igual ao do PSD-M
 Daí que para os socialistas madeirenses ter um vice-presidente que publicamente tem afirmações deste teor e não é a primeira vez que o faz. Seja um prejuizo e mais valia, na verdade, ter lá o "ceguinho João" que toca acordeão na Rua Dr. Fernão de Ornelas que ao menos animava os trabalhos parlamentares.»
O ceguinho João, já falecido tocava acordeão na praça do Chafariz na cidade do Funchal


O "papadas" Alberto diz que a Fátima Aveiro vereadora do JPP no Funchal entrou de baixa por não aguentar a pressão do cargo. Será Verdade?

 

terça-feira, 15 de setembro de 2026

«A Aveiro é mais uma vítima do aldrabão de Gaula, e estará à beira de um “burnout”. 

A derrotada nas eleições últimas autárquicas, Fátima Aveiro, foi enganada pelo sonso e aldrabãozeco “entrou em parafuso” meteu baixa na Segurança Social onde mantém vínculo laboral e pediu a suspensão do lugar político que tinha na Câmara do Funchal.  Para substituí-la veio da Ponta do Sol um tonto que da cidade do Funchal, apenas sabe que o caminho mais prático para chegar à Praça do Município, é a Via Rápida.»

https://renovadinhos.blogspot.com/2026/09/a-aveiro-e-mais-uma-vitima-do-aldrabao.html#comment-form

Fátima Aveiro

Chumbada proposta do JPP para proteger o mar do Funchal

A proposta do Juntos Pelo Povo (JPP), apresentada pelos vereadores António Trindade e Inácio Silva, este último em substituição da vereadora Fátima Aveiro, para valorizar, proteger e aproximar as pessoas do mar, foi chumbada na reunião de câmara do Funchal.

Para os autarcas do JPP, o voto da maioria revela "falta de ambição perante um dos maiores patrimónios naturais do Funchal", numa altura em que persistem preocupações com a qualidade das águas e as descargas que têm vindo a ser sinalizadas.

"Há pessoas que deixam de entrar na água, pais que ficam apreensivos quando os filhos querem nadar e banhistas que já não sabem se podem usufruir do mar com tranquilidade", afirmam António Trindade e Inácio Silva, lembrando a intervenção que o JPP tem desenvolvido na sinalização destas situações. Para os vereadores, está também em causa a imagem turística do Funchal, que não pode promover o mar como uma das suas maiores riquezas e, ao mesmo tempo, desvalorizar os problemas que afetam a confiança de quem vive e visita a cidade.

A proposta defendia uma estratégia municipal para o mar, assumindo-o como ativo ambiental, económico, desportivo e científico, incluindo a criação do Eco Parque Marinho do Funchal. Os autarcas sublinham que existe trabalho científico rigoroso já realizado na área, com identificação de espécies, estudo das condições oceanográficas e caracterização das comunidades marinhas. "Há ciência, há conhecimento e há trabalho feito. Chumbar esta proposta é também desrespeitar esse esforço e perder uma oportunidade de proteger melhor o nosso património marinho".

O JPP defende ainda uma Câmara mais proactiva perante os problemas ambientais. "A repartição de competências não pode ser uma razão para o Município ficar parado", salientam, defendendo maior articulação com as entidades responsáveis e respostas efetivas às situações sinalizadas. No mesmo sentido, consideram essencial que quem recorre ao Alerta Funchal obtenha uma resposta. "As pessoas têm direito a saber o que foi feito. Respeitar o ambiente é também respeitar a verdade e quem vive no Funchal", acrescentam.

Os vereadores consideram que uma cidade com problemas ambientais sérios não pode ser apresentada como uma cidade que está "melhor do que nunca". "É difícil estar melhor quando existe esta miopia política perante problemas que as pessoas sentem. O Funchal merece mais ambição, mais prevenção e mais respeito pelo seu património natural", afirmam.

O JPP reafirma o compromisso de continuar a sinalizar as descargas, dar voz às preocupações dos cidadãos e apresentar soluções, numa oposição responsável e alternativa. "Proteger o mar é proteger as pessoas, a economia, o ambiente e o futuro do Funchal. O mar não pode ser apenas uma imagem bonita para quem nos visita. Tem de ser um património cuidado e seguro para todos", concluem António Trindade e Inácio Silva.

https://www.dnoticias.pt/2026/8/27/503567-chumbada-proposta-do-jpp-para-proteger-o-mar-do-funchal/