segunda-feira, 6 de julho de 2026

Nuno Morna na sua prosa no diário do padre das "esmolinhas" tem algumas reflexões acertadas; outras nem tanto!

 . Já ninguém cora. Nomeia-se um amigo com ar de serviço público. Arranja-se lugar a um obediente com gravidade patriótica. Confunde-se o interesse público com a conveniência privada e ainda se exige aplauso, porque a ingratidão popular é uma coisa muito desagradável. Os mesmos que pregavam ética, decência e renovação instalam-se depois nas práticas que diziam combater, apenas com vocabulário mais limpo e melhor fotografia. E quando alguém pergunta, vem logo a procissão dos ponderados para garantir que tudo foi feito dentro da lei. Pois. A História está cheia de porcarias feitas dentro da lei.

Por isso, hoje compreendo melhor aquele velho amigo da família. Ele não tinha saudades da ditadura.

Tinha saudades da linha. Da fronteira moral. Da clareza dolorosa do tempo em que se sabia, com perigo e sem romantismo nenhum, quem estava de um lado e quem estava do outro. Hoje está tudo misturado num caldo morno e oportuníssimo. Há democratas de crachá com práticas de cacique


domingo, 5 de julho de 2026

Susana Mão de Ferro, a juiza do regime foi obrigada a validar a acusação ao empresário que contaminou o solo com amianto em S. Vicente

 O Ministério Público feito com o governo dos mamadeiras, já tinha encerrado o processo


Dois pesos, duas medidas.

 Gostaria de saber mais do que esta notícia expõe, mas a leitura da decisão instrutória sobre o aterro de amianto em São Vicente, no sítio das Ginjas, deixa qualquer cidadão perplexo e levanta sérias dúvidas sobre a atuação da estrutura local do Ministério Público (MP). Como é possível que uma substância altamente cancerígena, enterrada ilegalmente junto a um estaleiro, seja vista pelo MP regional como um caso para arquivar por "falta de indícios suficientes de danos substanciais"? As partículas que ficam na terra, a água que percola e leva a parte cancerígena é o quê numa ilha de maior número de casos de cancro no país? Isto é o que se sabe, e o que não se sabe?

 Analisando as entrelinhas e cruzando com o modus operandi da justiça na Região, saltam à vista três ilações fundamentais.

 Enquanto no continente o MP adota uma postura hiper-acusadora, muitas vezes mediática e minuciosa face a crimes ambientais e de colarinho branco, na Madeira o Ministério Público local parece sofrer de uma letargia crónica. Teve de ser uma associação ambientalista (a Associação Social Democrata do Ambiente, Terra e Oceano) a exigir a abertura de instrução e a fazer o trabalho que competia aos procuradores. É legítimo especular: a quem interessa fechar os olhos ao lixo tóxico das empreitadas locais? Há miopia seletiva do Ministério Público Regional. Isto está de facto tudo controlado?

 Os factos validados pela juíza Susana Mão de Ferro são demolidores. Falamos de toneladas de amianto desaparecidas no caminho para o continente (uma diferença inexplicável entre o que a empresa alegava enviar e o que realmente chegava à Azambuja) e de análises laboratoriais que confirmaram a presença de fibras perigosas no solo de São Vicente. Para o MP, isto não era suficiente para deduzir acusação; foi preciso uma magistrada judicial reverter a decisão para que o óbvio não fosse, literalmente, "enterrado". Afinal enterram as evidências físicas?

A empresa arguida realizava empreitadas de remoção de fibrocimento em edifícios públicos. Ou seja, era paga pelo erário público para descontaminar e, em vez disso, criava lixeiras tóxicas clandestinas no território regional. O arquivamento inicial pelo MP faz pairar a suspeita de que existe uma proteção tácita e uma rede de influências que garante a impunidade aos empresários do regime, blindando-os contra o escrutínio criminal até ao limite do impossível. Temos sempre a conivência sistémica com os senhores das obras públicas. Sendo nas ginjas ainda acabava com um tapete de alcatrão em cima...

Este caso prova que na Madeira, há setores da justiça que teimam em manter os joelhos flectidos perante os interesses instalados. Se não fossem os raros anticorpos do sistema, como as associações independentes e juízes que recusam a anestesia, o amianto continuaria a contaminar o solo madeirense com o carimbo de "arquivado e esquecido".

Entretanto, o cancro aparece em grande.

Lindo bichinho, o dr. "Papadas". Ainda não morreste velho caquético? (hoje o Brasil foi eliminado pela Noruega)

 

A professora cubana, namorada do José António Garcês tem dado muito que falar em S- Vicente uma terra de direitolas e fascistas



Em dia do jogo Brasil X Noruega




1-2


Os PPDês do Alberto João e do Miguel Albuquerque desvirtuaram os objectivos da Autonomia madeirense denuncia o grande deputado Francisco Gomes

 

Meus Amigos: "não interessa a côr do gato desde que cace ratos." -Deng Xiaoping

O deputado do CHEGA na Assembleia da República, Francisco Gomes,
acusou o Governo Regional da Madeira de ter traído os princípios fundadores da Autonomia e de ter transformado um instrumento de liberdade, desenvolvimento e emancipação do povo madeirense num sistema assente no compadrio, no amiguismo, na corrupção e na utilização indevida dos recursos públicos.
As declarações foram proferidas durante a Sessão Plenária Comemorativa dos
50 anos da Autonomia das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, realizada na Assembleia da República, onde Francisco Gomes interveio em representação do Grupo Parlamentar do CHEGA.
O discurso foi proferido na presença do presidente do Governo Regional da Madei-ra, Miguel Albuquerque, que assistiu integralmente à intervenção do deputado, marcada por um forte tom de confronto político e por críticas diretas à governação regional. ...  ...

"Vamos limpar a Autonomia"
Na parte final da intervenção, Francisco Gomes afirmou que o CHEGA pretende abrir uma nova etapa na vida política regional, assente na trans-parência, na responsabilização e na recuperação dos valores originais da Autonomia.
O deputado garantiu que o partido continuará a confrontar aquilo que considera serem os vícios instalados do sistema político regional. «Vamos limpar a Autonomia. Vamos limpá-la dos esquemas, dos compadrios, dos amiguismos e dos interesses instalados. Vamos limpá-la doa a quem doer e custe o que custar. Porque a Autonomia foi criada para servir o povo madeirense e não para servir quem vive à custa dele.», aponta.
Francisco Gomes concluiu afirmando que o futuro da Madeira passa por uma Autonomia mais livre, mais transparente e mais fiel aos interesses dos madeirenses, garantindo que o CHEGA continuará a assumir uma postura de combate permanente contra aquilo que considera serem as distorções e os abusos acumulados ao longo das últimas décadas.

sábado, 4 de julho de 2026

Quem é o ratinho que se fez presidente? -Rábula do Madeira Opina encaixa no José Carlos Gonçalves de S. Vicente

 

O ratinho que se fez Presidente.
  Era uma vez um ratinho de capacete apertado, perna fina e ego em subida de montanha. Chamavam-lhe Ratinho Pedaleiro, porque passava a vida em cima da bicicleta, a fugir do vento, dos buracos da estrada e, sobretudo, da própria biografia.

O Ratinho não tinha grande formação, mas tinha uma coisa que ninguém lhe tirava: teimosia. Estudou, estudou e estudou. Estudou tanto que até os livros pediram transferência. Era de poucos amigos, porque dizia ele que “os grandes líderes caminham sozinhos”. A verdade é que os outros ratos é que atravessavam a rua quando o viam chegar.

Um dia, por força da vontade e talvez por falha administrativa da escola, o Ratinho acabou a dar aulas no ensino secundário. Entrava na sala com ar importante, giz numa mão, queijo na outra, e dizia:

— Meninos, hoje vamos falar de disciplina, esforço e como subir na vida sem travões.

(José Carlos Gonçalves eleito pelo partido CHEGA é o personagem da rábula do Madeira Opina.)

 Só que o Ratinho confundia autoridade  com abuso de confiança, com apalpadelas, com lambidelas, e houve queixas. Muitas queixas. Tantas que a direção da escola, que até era paciente, percebeu que aquilo já não era professor: era problema com horário completo – um lâmbuzio. Foi afastado. E bem afastado, que certas portas, quando se fecham, deviam até levar cadeado.

Mas o Ratinho não desistiu. Afinal, quem pedala em contrarrelógio também sabe pedalar contra a vergonha.

Tinha uma paixão antiga: queijo. Queijo fresco, queijo curado, queijo amanteigado, queijo de ovelha, queijo de cabra (loiras, morenas, ruivas, russas), queijo “ninguém sabe de onde veio mas cheira que se farta”. O Ratinho dizia que era gourmet. Os outros diziam que era vício.

E não era só queijo de comer. O Ratinho também gostava de perfumes com cheiro a queijo. Quando passava uma ratinha com aroma a “Gouda Nº 5”, ele perdia o juízo, o equilíbrio e às vezes metade da receita da seguradora.

Porque sim: o Ratinho tinha uma seguradora. Chamava-se Segura-Queijo, Lda., especializada em proteger bicicletas, bigodes e reputações frágeis. O problema é que entrava dinheiro por um lado e saía pelo outro, quase sempre atrás de aventuras, promessas, viagens para o Brasil e ratinhas exóticas com perfume a queijo derretido.

Casou-se com uma ratinha séria, paciente e desconfiada, que cedo percebeu que aquele casamento tinha mais furos do que os pneus dele nas provas de ciclismo. Quando o Ratinho perdia corridas, chegava a casa furioso. Quando ganhava, chegava vaidoso. Quando tinha ciúmes do rato cabeleireiro, chegava insuportável. Ou seja: chegava sempre mal. Chapadão para um lado, chapadão para o outro, saía a ratinha esposa para a casa de apoio à vítima.

A ratinha esposa, cansada de viver numa casa onde o amor vinha com rodas empenadas, acabou por perceber que merecia muito mais do que um campeão de bairro com cheiro a queijo e mania de imperador.

Entretanto, o Ratinho apaixonou-se por uma ratinha tropical, vinda do distante Reino do Queijil, onde, segundo ele, “o queijo cheira melhor e ninguém passa fome.

https://www.madeiraopina.com/2026/07/o-ratinho-que-se-fez-presidente.html

O caso da colocação da bomba no tejadilho do carro da professora em S. Vicente.Era namorada de José António Garcês