sexta-feira, 10 de julho de 2026

Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não.

 


Pergunto ao vento que passa notícias do meu país e o vento cala a desgraça o vento nada me diz. Pergunto aos rios que levam tanto sonho à flor das águas e os rios não me sossegam levam sonhos deixam mágoas. Levam sonhos deixam mágoas ai rios do meu país minha pátria à flor das águas para onde vais? Ninguém diz. Se o verde trevo desfolhas pede notícias e diz ao trevo de quatro folhas que morro por meu país. Pergunto à gente que passa por que vai de olhos no chão. Silêncio – é tudo o que tem quem vive na servidão. Vi florir os verdes ramos direitos e ao céu voltados. E a quem gosta de ter amos vi sempre os ombros curvados. E o vento não me diz nada ninguém diz nada de novo. Vi minha pátria pregada nos braços em cruz do povo. Vi meu poema na margem dos rios que vão pró mar como quem ama a viagem mas tem sempre de ficar. Vi navios a partir (Portugal à flor das águas) vi minha trova florir (verdes folhas verdes mágoas). Há quem te queira ignorada e fale pátria em teu nome. Eu vi-te crucificada nos braços negros da fome. E o vento não me diz nada só o silêncio persiste. Vi minha pátria parada à beira de um rio triste. Ninguém diz nada de novo se notícias vou pedindo nas mãos vazias do povo vi minha pátria florindo. E a noite cresce por dentro dos homens do meu país. Peço notícias ao vento e o vento nada me diz. Mas há sempre uma candeia dentro da própria desgraça há sempre alguém que semeia canções no vento que passa. Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não.

Assim se condecoravam as VIÚVAS e MÃES de defensores da chamada Pátria portuguesa numa guerra colonial inútil

 Os soldados portugueses serviam de carne para canhão pela teimosia de Salazar e a sua dificuldade em perceber que os ventos da história haviam mudado a geopolítica mundial.

A burguesia diz que a luta de classes acabou; que é coisa do passado! Entretanto, os tra­ba­lha­dores são ví­timas do saque fiscal sobre o tra­balho

 Atentismo é uma atitude passiva de "esperar para ver", em que alguém ou algum grupo adia a tomada de decisões ou ações, ficando à espera de um momento mais oportuno ou de que as circunstâncias se alterem por si próprias.

Albano Nunes grande ideólogo marxista do PCP


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A derrota do pacote laboral em Portugal, pondo em evidência o papel determinante da luta organizada dos trabalhadores no combate à agenda reaccionária do Governo PSD/CDS, tem um significado político e ideológico de valor universal. Quando no centro da ofensiva ideológica do imperialismo está precisamente a ideia de que a luta de classes é coisa do passado e que  “não há alternativa” ao sistema de exploração e opressão capitalista; se incute a ideia de que os destinos do mundo se decidem no plano geopolítico, à margem dos interesses e da luta dos trabalhadores e dos povos procurando semear atentismo e passividade; e a classe dominante procura normalizar o fascismo e a guerra, mais importante se torna mostrar, a partir de exemplos concretos da luta quotidiana, onde realmente está o motor da transformação progressista e revolucionária da sociedade: na luta de classes, na organização e na intervenção dos trabalhadores e dos povos, no papel dos comunistas e de outras forças progressistas e revolucionárias. É certo que a luta nem sempre conduz aos resultados pretendidos, implica riscos e mesmo sacrifícios. A verdade, 
porém, é que se quem luta nem sempre ganha, quem não uta perde sempre. E a experiência mostra que num processo histórico irregular e acidentado, juncado de vitórias e derrotas, de períodos de luminoso avanço revolucionário e de tempos sombrios de reacção, o sentido da evolução mundial é o da liberdade, do progresso social e do socialismo e que na base dessa transformação está a resistência e a luta  contra todas as formas de exploração e opressão. Resistência e luta com expressões de massas e dimensão social e política muito diversificada. Em geral, em torno de objectivos concretos limitados, mas que traduzem situações de generalizado descontentamento perante políticas antipopulares e que frequentemente evoluem para o plano abertamente político, pondo em causa o poder dominante. Não há repressão, por mais violenta que seja, nem situações de perversa instrumentalização, que consigam abafar as contradições entre exploradores e explorados e anular a luta de classes. É o que vemos nomeadamente na América Latina, onde sucessivas viragens à direita no plano institucional (El Salvador, Honduras, Argentina, Chile, Bolívia, Equador, Peru) não conseguiram impedir importantes mobilizações populares que, mais cedo ou mais tarde, acabarão por encontrar o caminho que conduzirá à derrota da famigerada “Doutrina Monroe” norte-americana. Esta é a perspectiva que a ideologia e a comunicação social dominantes se esforçam por apagar. É sintomático que a generalidade dos comentadores encartados, apresentados como “especialistas” em questões militares ou de relações internacionais, só muito marginalmente levem em linha de conta nas suas análises as lutas populares que percorrem os cinco continentes, nomeadamente a generalização de manifestações de solidariedade internacionalista e contra o militarismo e a guerra. Valorizar essas lutas e manter bem vivo o superior objectivo de superação revolucionária do capitalismo é tarefa nossa. A luta é o caminho da vitória.»

(análise como estas são impossíveis de serem publicadas no Dn do padre das esmolinhas e no JM do nosso "meia-saca".)

1956 – fundado no Brasil o jornal “Portugal Democrático” Publicado no exílio, em São Paulo, entre 1956 e 1975, o jornal “Portugal Democrático” tornou-se uma importante voz da oposição democrática portuguesa no estrangeiro. O seu primeiro número foi lançado a 7 de julho de 1956. Por iniciativa de Vítor de Almeida Ramos e de Manuel Ferreira de Moura, ambos militantes do PCP, foi possível reunir naquele projeto republicanos, socialistas, comunistas, católicos progressistas e muitos outros democratas na luta contra a ditadura fascista. Nele participaram, entre outros, Jaime Cortesão, Adolfo Casais Monteiro, Jorge de Sena, Joaquim Barradas de Carvalho, Miguel Urbano Rodrigues, Eduardo Lourenço, Fernando Lemos e Maria Archer. O “Portugal Democrático“ também correspondeu a um movimento político, sendo um instrumento de resistência política, de combate à censura e de defesa da democracia. Através da divulgação de informação livre, da denúncia das práticas repressivas do fascismo e da mobilização da oposição no exílio, contribuiu para enfraquecer a imagem internacional da ditadura e para manter viva a esperança de uma mudança democrática em Portugal. É hoje reconhecido como uma das publicações mais importantes da imprensa portuguesa no exílio e um símbolo da resistência ao fascismo de Salazar e Caetano.

Os quatros bispos grandes militantes do Partido Social Democrata da ilha da Madeira

 D. Francisco Santana foi o mais reacionário de todos. Era o confessor do Almirante fascista Henrique Tenreiro o antigo ministro das pescas do dr. Oliveira Salazar.


quinta-feira, 9 de julho de 2026

A brigada do reumático assistindo ao lançamento do livro sobre a Autonomia na Região Autónoma da Madeira

 



O Dr. Papadas está cada vez mais caquético

UMA DESILUÇÃO ESTE PORTUGAL cervejeiro aqui mesmo ao lado 



Sete agentes da PSP foram detidos em março por tortura em esquadras de Lisboa.

 

Relação confirma prisão preventiva de polícias suspeitos de tortura em esquadras de Lisboa

Sete agentes da PSP foram detidos em março por tortura em esquadras de Lisboa.

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) confirmou, esta quinta-feira, a aplicação de prisão preventiva aos sete agentes da PSP detidos em março por tortura em esquadras de Lisboa, alegando que há o risco de continuarem a cometer crimes.

"Ponderando os locais onde os crimes foram cometidos (esquadras policiais) e a especial qualidade dos arguidos (agentes policiais), foi assinalado [no acórdão] o especial desvalor ético das condutas, a incapacidade de contenção revelada, o desrespeito pelas funções atribuídas e o comportamento grupal demonstrado, concluindo o tribunal existir perigo de continuação da atividade criminosa", informou, em comunicado, o TRL.

Os juízes desembargadores salientaram, ainda, que há "fortes indícios" de que os arguidos - seis da esquadra do Rato e um da do Bairro Alto - cometeram os crimes, sublinhando que é "previsível que, com a prova já carreada, os arguidos sejam alvo de penas de prisão efetivas quando julgados".

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/relacao-confirma-prisao-preventiva-de-policias-suspeitos-de-tortura-em-esquadras-de-lisboa

Na atribuição de tachinhos o JPP é igualzinho ao PPD/PSD

 

  Leonardo Pereira é o Comandante dos bombeiros Sapadores de Santa Cruz desde 2019, ganha 2500 euros de vencimento. Sua companheira é a deputada o JPP Lina Pereira. Vao-se acautelando com aqueles lugarzinhos bem pagos e seguros. Fazem como o PSD Ora!Ora!