segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Luís Miguel Sousa governa a Madeira? Governa sim senhor tem o apoio do governo do Albuquerque das polícias Tribunais da República, padres e toda a comunicação social

 

A

pesar de negar, foi uma incrível coincidência Eduardo Jesus 1.0, com a força do Miguel Albuquerque renovador de 2015, ter sido "despedido" quando começou a ameaçar o monopólio de Luís Miguel Sousa para inserir alguma concorrência e baixar os preços. Depois, algo se passou, e converteram-se os dois, tornaram-se os maiores contempladores do avanço desse mesmo monopólio.

 Na Madeira pagam-se fretes exorbitantes, alimentando toda uma cadeia de valor de cargueiros, estiva, frio, camionagem, transitários, conserto e comercialização de contentores, combustíveis, gás natural, armazéns e o próprio ferry para o Porto Santo. Sem protecionismo e assistencialismo o grupo jamais cresceria a este ponto. O humor é que dizem entre dentes que foi tudo para "proteger a pequenez da Madeira" de grandes grupos, mas custa a crer que dois grandes grupos a operar em concorrência fizessem tanto mal à algibeira dos madeirenses.

 Na Madeira temos um monopólio nos portos que encarece todos os produtos da região, mas também temos concertação de preços nos supermercados e a maior inflação do país no custo de vida e na habitação. Curiosamente, vemos o LIDL — com capacidade para operar cargueiros próprios — a ser sucessivamente manietado ou travado no terreno, e a Naviera Armas misteriosamente afastada. Mas a caça ainda não acabou com aquele ar jovial cínico, como se fosse capaz de ser o seu contraditório.

 Os Correios de Portugal também não respeitam o que os clientes pagam pelos serviços, tudo o que podem metem em carga marítima. Temos assim duas entidades focadas no lucro em detrimento do bom serviço aos cidadãos, o Grupo Sousa e os CTT. Até encomendas expresso vêm por carga marítima, a menos que o fornecedor seja daqueles que fazem mossa, como a Amazon.

 O que se assistiu neste domingo no Diário de Notícias foi mais uma iniciativa que beneficia, de novo e curiosamente, a narrativa de Luís Miguel Sousa para derrubar qualquer concorrência com um ferry Madeira-Continente que transporte sem limitações passageiros e carga. Munido de mais um estudo manhoso no seu próprio jornal, a zelar pelo conflito de interesses já tradicional na Madeira, advoga em causa própria, através dos jornalistas seus funcionários. Ele sabe perfeitamente o sucesso que os ferries têm na Europa e sabe que os seus cargueiros, focados na rentabilidade do frete pesado, não competem com a versatilidade do ferry. O ferry é um modelo de auto-serviço muito do agrado dos consumidores e de empresas que pretendem reduzir custos e dominar os tempos de entrega. Imagine-se o que seria os rent-a-cars reduzirem para o imediato as semanas de espera para renovar ou aumentar a frota... ou os empresários que perdem negócios pelas demoras na carga, vendo coleções ou material de época chegar tarde demais, ficando um ano em stock até à temporada seguinte.

 A influência deste império não se fica pelo porto e pelas bancas; alastra-se a tudo o que mexa na economia insular. Controlar os combustíveis e a energia significa controlar o preço a que a indústria produz e o cidadão atesta. Controlar a distribuição e a recolha de resíduos significa ter a chave das concessões públicas mais lucrativas da região. Até a liberdade da imprensa fica refém quando o principal meio de comunicação social da região pertence ao próprio armador, quem investiga a carga quando o dono do jornal é o dono do navio? Até a GNR foi visada uma vez pelo senhor, lembram-se? 

 Enquanto tudo isto acontece, assiste-se ao silêncio cúmplice da Autoridade da Concorrência e à inação do Governo Regional, que prefere financiar a "continuidade territorial" a fundo perdido para os suspeitos do costume, em vez de exigir contas, transparência e abertura real dos portos. No final, a insularidade não é uma fatalidade geográfica, é um negócio chorudo gerido por quem manda e pago por quem cá vive.

 Se o Governo da República aceitar este modelo de negócio, subsidiado como a PSL e o DN, o senhor Luís Miguel Sousa descobrirá o ferry que nunca encontrou em Janeiro/Fevereiro para substituir o Lobo Marinho na ligação ao Porto Santo. Todos se esquecerão que o ARMAS desenvolveu o negócio por iniciativa própria sem custos para o Estado. 

 Entretanto passaram-se anos e a tendência é para continuar a neutralizar concorrência dominando todos os poderes. Luís Miguel Sousa governa a Madeira? Sim! Sem ser eleito mas com muitos mandaretes no Governo, do PSD e do CDS. O escrutínio jornalístico é nulo quando o principal jornal da região pertence ao operador portuário. A inércia da Autoridade da Concorrência e a cumplicidade dos subsídios estatais à continuidade territorial que alimentam o monopólio farão negócio?
 Quem criticar o monopólio do Sousa na comunicação social é julgado e condenado por difamação pelas juizas do regime mamadeiras participantes nos Reveillons organizados pelo SOUSA a bordo do Lobo Marinho.

É preciso não esquecermos que a ilha da Madeira é o único lugar do Mundo, onde os juízes, magistrados do MP e comandantes das várias polícias trabalham todos no interesse de proteger os negócios.


sábado, 29 de agosto de 2026

EUA sempre foi um país racista. Vejam esta história

 



ELE ERA MILES DAVIS. MESMO ASSIM, A POLÍCIA O TRATOU COMO SE NÃO PERTENCESSE ÀQUELE LUGAR.
25 de agosto de 1959. Nova York.
Miles Davis acabara de se apresentar no lendário Birdland, um dos templos do jazz.Seu nome estava iluminado no letreiro do clube.
Ele saiu por alguns minutos para fumar um cigarro antes de voltar ao palco.
Foi quando um policial mandou que ele saísse dali.
Miles apontou para o próprio nome no letreiro.
Ele estava trabalhando ali.
A situação terminou em violência.
Davis foi atingido na cabeça, preso e levado para o hospital. Recebeu dez pontos no couro cabeludo.
E existe algo profundamente simbólico nessa história:
o homem que estava sendo agredido não era um desconhecido.
Era um dos maiores músicos negros da história.
Um homem cujo nome estava literalmente brilhando acima da porta do estabelecimento.
Ainda assim, naquele momento, seu talento, sua fama e sua contribuição para a cultura americana não foram suficientes para impedir que ele fosse tratado como alguém que precisava justificar sua própria presença.
O episódio também mostra que o racismo não precisava necessariamente aparecer em uma lei escrita para produzir humilhação e violência.
Às vezes, bastava uma pergunta:
“O que você está fazendo aqui?”
E essa pergunta, quando dirigida repetidamente a uma população, pode se transformar em algo muito maior: a sensação de que determinados espaços nunca foram realmente feitos para ela.
Mais de seis décadas depois, a história de Miles Davis continua sendo lembrada porque levanta uma questão incômoda:
quantas vezes pessoas negras precisaram provar que pertenciam a lugares onde já tinham todo o direito de estar?
Miles Davis entrou para a história pela música.
Mas naquela noite, diante do Birdland, ele também se tornou parte de outra história:
a história de uma América onde ser negro ainda podia significar ser tratado como suspeito — mesmo quando seu próprio nome estava escrito na porta.
Não é apenas uma história sobre Miles Davis.

É uma história sobre quem tinha o direito de ocupar espaço.


Foto histórica da visita da deputada italiana Ciciolina à Assembleia da República

 

 Natalia Correia com a deputada italiana Cicciolina na Assembleia da Republica - 19/11/1987

Jornalista reacionária da revista Sábado tenta denegrir a 50ª edição da Festa do Avante de 2026

 

A jornalista subserviente aos valores da burguesia e da imprensa reacionária para a qual trabalha!



sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Foto com história

 Rotularam Nelson Mandela de pertencer a um movimento terrorista e o PCP esteve a seu lado, na luta do povo da África do Sul contra o Apartheid, a discriminação racial e pela independência nacional deste grande país da África Austral!


Afinal quando é que o Pedro Calado entra no calabouço?

 


Albuquerque e artista de música pimba Vasco de Freitas (bonitinho como o sol; observem as ventas largas que ele tem!)



O cabeça de Bigorna elogia o fascista António Gil da Silva fundador do PPDê na Madeira

 O pardalão já está na terra das tabuletas mas deixou-nos um filho muito importante: O João Cunha e Silva o célebre construtor da Marina do Lugar de Baixo na Ponta do Sol

«Foi ele, António Gil Silva, o fundador do PPD na Madeira. Tinha orgulho em ser o militante número um. De ter ido, em 1974, ao Porto falar com Francisco Sá Carneiro para o deixar abrir uma estrutura regional do PPD. É a partir daí, é após integração da Frente Centrista de Luciano Castanheira, António Aragão e Alberto João Jardim, entre outros, que o PPD/M se emancipa e adquire um estatuto autónomo dentro do partido.

Mas a intervenção de António Gil Silva foi determinante na fundação e organização do que seria o partido maioritário e hegemónico da vida política madeirense nos seus primeiros 50 anos - PPD/PSD.»

https://www.dnoticias.pt/2026/8/25/503413-antonio-gil-silva/


Vejam a prosápia deste fascistóide