Entre 1904 e 1908, na Namíbia, aconteceu algo que deveria despertar cada consciência africana. Os povos Herero e Nama levantaram-se contra a dominação colonial alemã. A resposta? A exterminação.
O general alemão Lothar von Trotha deu a ordem de expulsar os Herero para o deserto de Omaheke — sem acesso à água, cercados, abandonados à morte. Os poços foram envenenados. As rotas de fuga, bloqueadas.
Homens. Mulheres. Crianças. Deixados a morrer de sede sob o sol escaldante de África.
No final, até 80% da população Herero e 50% da população Nama tinham sido aniquilados. Não foi um «conflito». Não foi um «confronto».
Não foi uma «missão civilizadora». Foi um genocídio. Muitos historiadores reconhecem-no como o primeiro genocídio do século XX, décadas antes do Holocausto. Pare um momento para medir isso.
A África foi o laboratório. A nossa terra foi o campo de experimentação. Os nossos corpos foram a experiência. E, no entanto… quantas crianças africanas aprendem isso na escola? Quantos de nós conhecemos os nomes Herero e Nama tão profundamente quanto as guerras europeias?
Isto não é uma questão de ódio. É uma questão de memória. Um povo que esquece a sua história repete os ciclos de divisão.
Os Herero e os Nama foram privados de poder. Privados de terras. Privados de proteção.
Ainda hoje, a África está dividida — por fronteiras traçadas na Conferência de Berlim. Por políticas tribais. Por líderes com visão limitada. Por cidadãos que discutem enquanto outros calculam.
Acorda, África. A unidade não é um slogan. É uma questão de sobrevivência.
Quando não conhecemos a nossa história, não conhecemos a nossa força. Quando não ensinamos os nossos filhos, alguém vai ensinar-lhes uma versão edulcorada. Quando estamos divididos, a história repete-se sob novas formas — económicas, políticas, psicológicas.
Os Herero e os Nama não são apenas a história da Namíbia. São um aviso para toda a África.
Conhece a tua história. Ensina a tua história. Protege a tua identidade. Constrói uma solidariedade continental.
Porque uma África unida é mais difícil de explorar.
O Movimento Juntos por um Cérebro (JPC) vem por este meio e neste Dia do Trabalhador emitir um Voto de Louvor a todo o trabalho feito por José Manuel Coelho quer através da sua arte provocativa (Belas Artes) quer no Jornalismo que pratica, como autor da única publicação digna de ser lida nesta terra de vilões matarruanos e seus arrogantes senhorios oligarcas. Não desanime Snr. Coelho e continue a sua nobre missão de tentar pôr a funcionar pelo menos alguns neurónios desta massa amorfa que são os votantes do Pepedea e indígenas da ilhota Cristiano Ronaldo. Não se deixe desmotivar pelos comentários reles da trupe da laranja azeda e podre. Viva José Manuel Coelho grande cidadão intervencionista
ResponderEliminarOlá gilinho...."bons olhos os veja por aqui"
EliminarBenvindo
Intervencionista a pintar na via pública
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